quinta-feira, novembro 19

O agravamento das desigualdades e da pobreza em Portugal


Com o título em epígrafe, o economista Eugénio Rosa, publicou no número de Outono da revista SEARA NOVA um interessante artigo, do qual tomo a liberdade de publicar um excerto:

“A pobreza em Portugal atinge fortemente não só os reformados e desempregados mas também a própria população empregada e as famílias com filhos, sendo um importante facto que explica a fragilidade da sociedade e da economia portuguesa e o seu grande atraso. Efectivamente não é possível alcançar elevadas taxas de educação e de qualificação, construir um país moderno, desenvolvido e com elevadas taxas de crescimento económico sustentado, com tal desigualdade. Para concluir isso, basta analisar que países altamente desenvolvidos, como são a Suécia e a Dinamarca apresentam repartições da riqueza e do rendimento muito mais equilibradas que em Portugal. Portanto, a resolução do grave atraso do País também passa por uma melhor distribuição dos rendimentos. É essa a obrigação e uma tarefa urgente para o próximo (actual) governo.”

(gravura do Google)

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quinta-feira, novembro 12

Rendimento Social de Inserção (RSI)

Nada tenho a opor à atribuição do RSI, justa atribuição, entenda-se. Há muitas famílias que precisam do mesmo para viver, ou melhor, para sobreviver, pelo que se trata de um contributo muito positivo de Justiça Social, instituído pelo anterior governo.
Não me move qualquer sentimento de inveja, dado que o que possuo me possibilita, felizmente, não ter necessidade de recorrer ao mesmo. Mas para que ele possa ser atribuído a mais pessoas e ele há tantas verdadeiramente necessitadas, é necessário acautelar devidamente a sua atribuição.

Todos sabemos existirem situações de atribuição ilegal do mesmo, difíceis de detectar. Será uma questão de falta de consciência cívica de quem o recebe. Mas quando existe cobertura legal para a sua atribuição a pessoas detentoras de património imobiliário, que não se reduza unicamente à casa onde habitem, tal toca as raias do incompreensível. Poderá o Governo justificar a sua atribuição pela não existência de liquidez por essas pessoas, mas isso quanto a mim, só como atrás disse, quando se trate de uma pessoa, ou pessoas, que só disponham da casa onde moram para viver.

Como cidadão contribuinte, que cumpre com dificuldade as suas obrigações fiscais, tais situações são no mínimo incompreensíveis. Mandam as regras do bom senso que quem tenha património imobiliário e não tenha liquidez, aliene parte do seu património.

Dar indiscriminadamente um subsídio público a quem pode trabalhar, ou tem património dispensável é ultrajante. Como diz Armando Esteves Pereira (jornal CM de 10 do corrente):

“Um Estado pobre que desincentiva a iniciativa individual com subsídios injustificados está a acelerar o seu ciclo vicioso de pobreza.”

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segunda-feira, novembro 2

Os burros o mercado de acções e a crise


Certo dia, numa pequena e distante vila, apareceu um homem a anunciar que compraria burros a 5 euros cada. Como havia muitos burros na região, todos os habitantes da pequena vila começaram a caça ao burro. O homem acabou por comprar centenas e centenas de burros a 5 euros. Quando os habitantes reduziram o esforço na caça, o homem passou a oferecer 10 euros por cada burro.

Toda a gente foi novamente à caça, mas os burros começaram a escassear e a caça foi diminuindo. É então que o homem aumenta a oferta para 25 euros por burro, mas a quantidade de burros ficou tão reduzida que já não compensava o esforço de ir à caça. O homem anunciou então que compraria os burros a 50 euros, mas que teria que se ausentar por uns dias e deixaria o seu assistente responsável pela compra dos burros.

É então que, na ausência do homem o assistente faz esta proposta aos habitantes da pequena vila:
- sabeis dos burros que o meu patrão vos comprou? E se eu vos vendesse esses burros a 35 euros cada? Assim que o meu patrão voltar vós podeis vende-los a ele pelos 50 euros que ele oferece, e ganhais uma pipa de massa!!! Que acham?

Toda a gente concordou. Reuniram todas as economias e compraram as centenas de burros ao assistente por 35 euros cada um.

Os dias passaram e eles nunca mais viram o homem nem o seu assistente - somente burros por todo o lado!

(recebida por e-mail, mas esta situação ‘burros por todo o lado’ não é exclusiva dessa pequena e distante vila )

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sexta-feira, outubro 30

Vacina contra a gripe A

A vacina Pandemrix contra a gripe H1N1, do laboratório britânico GlaxoSmithKline e que foi adoptada para Portugal, não vai poder ser utilizada na Suiça em mulheres grávidas, nos menores de 18 anos e nos adultos com mais de 60 anos, anunciou a autoridade suíça de regulação dos medicamentos, Swissmedic. A incerteza foi provocada pelo medicamento coadjuvante AS03 utilizado para a vacina da GlaxoSmithKlin. "Os dados actuais referem-se fundamentalmente aos adultos, mas não existe nenhum dado para as mulheres grávidas e os relativos a crianças são insuficientes", afirma a Swissmedic em comunicado.

A GlaxoSmithKline eliminou do seu site nacional todas as referências à vacina da gripe A. Se alguém quiser informar-se sobre a vacina Pandemrix directamente na página da Internet do gigante farmacêutico já não o poderá fazer. O mesmo acontece se desejar esclarecer-se sobre se as substâncias polémicas - tiomersal e escaleno - estão na composição do produto, apesar de até esta segunda-feira tal ter sido possível.

Ou seja, é impossível aceder, como acontecia, à composição da vacina que as autoridades dos EUA recusaram por conter o adjuvante escaleno e o derivado do mercúrio, tiomersal, alegadamente, por danos no sistema nervoso e toxicidade.

A GlaxoSmithKline divulgou no dia 23 que os testes da Pandemrix estão em curso em vários países europeus e que mais de 98% dos resultados obedecem aos critérios que permitiram o licenciamento. A mesma nota informa que decorrem em Espanha os testes pediátricos em 200 bebés, entre os 6 e os 36 meses, para conferir a sua tolerância. Portugal não está incluído no programa de teste da farmacêutica, que envolve 9000 pessoas, por incapacidade de resposta ao programa, dada a urgência em pôr a vacina no mercado.

(dos jornais)

O que vamos fazer? Vamos acreditar em quem? No nosso médico de família (se o tivermos)? E se ele for dos que não querem ser vacinados, vai aconselhar-nos a fazê-lo, ou deixa isso ao nosso livre arbítrio?

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domingo, junho 28

Medina Carreira em entrevista a Mário Crespo - 26-6-2009

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terça-feira, junho 16



Por alto, e de modo intermitente,
segui a audição parlamentar
ao Governador do Banco de Portugal.

Aprecio o modo persistente
como defendeu a deontologia
do seu cargo, asseverando
terem sido cumpridas
todas as disposições
da lei na supervisão
dos bancos.

Contudo, ao contrário dele,
eu, pessoal e politicamente,
apresentaria a minha demissão,
logo após me ter defendido
- se tivesse a sua competência -,
como ele o fez.

Isto porque gostei do exemplo
do Jorge Coelho quando a ponte
de Castelo de Paiva ruiu.

Toda a engenharia civil de estradas e pontes
é da tutela técnica responsabilidade política
do Ministério dos Transportes. Ninguém acusou
o ministro de culpado do desastre, também
Constâncio não roubou ninguém e cumpriu
a lei; porém, o descalabros da roubalheira
ocorreu sob a sua tutela e supervisão.
Pessoal e políticamente ficar-lhe-ia
bem seguir o exemplo de Jorge Coelho.

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domingo, junho 7



««Imaginemos», escreve Vaclav Havel, «uma eleição
cujos resultados são em grande parte previamente
conhecidos e à qual se apresenta uma sucessão
de candidatos de notória incompetência.
Qualquer escrutínio pretensamente
democrático organizado dessa
maneira não poderá deixar
de ser classificado
como uma farsa.»


O antigo presidente checo não tinha aqui em mente
o Parlamento Europeu, mas sim o Conselho
dos direitos Humanos das Nações Unidas.
No entanto...»


Serge Halimi, "Simulacro Europeu" in
Le Monde Diplomatique,
edição portuguesa, Junho 2009.

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sábado, maio 23

Há muito que era necessário
denunciar este péssimo jornalismo.

Se a direcção da TVI previu
este desfecho da entrevista
cumprimento-a pela honestidade
de a ter realizado. Se não previu,
é pouco inteligente.

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