quinta-feira, novembro 19

O agravamento das desigualdades e da pobreza em Portugal


Com o título em epígrafe, o economista Eugénio Rosa, publicou no número de Outono da revista SEARA NOVA um interessante artigo, do qual tomo a liberdade de publicar um excerto:

“A pobreza em Portugal atinge fortemente não só os reformados e desempregados mas também a própria população empregada e as famílias com filhos, sendo um importante facto que explica a fragilidade da sociedade e da economia portuguesa e o seu grande atraso. Efectivamente não é possível alcançar elevadas taxas de educação e de qualificação, construir um país moderno, desenvolvido e com elevadas taxas de crescimento económico sustentado, com tal desigualdade. Para concluir isso, basta analisar que países altamente desenvolvidos, como são a Suécia e a Dinamarca apresentam repartições da riqueza e do rendimento muito mais equilibradas que em Portugal. Portanto, a resolução do grave atraso do País também passa por uma melhor distribuição dos rendimentos. É essa a obrigação e uma tarefa urgente para o próximo (actual) governo.”

(gravura do Google)

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10 Comentários:

Às 19 novembro, 2009 09:35 , Blogger MaFa_R disse...

Só agora é que concluiram isso???

Mesmo assim, tenho as minhas dúvidas de que alguém 'no poleiro' faça grande coisa...

 
Às 19 novembro, 2009 10:23 , Blogger Peter disse...

MaFa_R

Se estás à espera que façam, podes bem esperar sentada.

 
Às 19 novembro, 2009 10:26 , Blogger Ferreira-Pinto disse...

Não li o artigo mas levanta uma questão bem pertinente e que se prende com o facto de mesmo entre quem trabalha e tem um rendimento certo serem enormes as dificuldades para fazer face a todas as despesas.

Vamos descontar aqueles que por culpa própria ou entusiasmo do momento se meteram em aventuras para as quais não tinham pé. Mesmo assim, os que sobram vêem-se afogados em impostos directos e indirectos, em taxas, em preços quase sempre com sentido ascendente e uma clara distorção das regras do mercado e da concorrência em Portugal, pois sempre que se fala em liberalizar, os preços sobem por exemplo.

 
Às 19 novembro, 2009 10:27 , Blogger antonio - o implume disse...

Bolas! Escutei-me nas palavras de Eugénio Rosa! Afinal os ordenados baratos que o Belmiro apregoa não são a solução! Já desconfiava...

 
Às 19 novembro, 2009 11:01 , Blogger Peter disse...

Ferreira Pinto

IRS - Certificação energética

No impresso do IRS surgiu um campo novo... prepare-te. Quando preencheres o impresso do IRS irás verificar a existência de um campo novo no Anexo H, campo “dados dos imóveis”, sobre a certificação energética. H? Há que responder se o imóvel tem ou não classificação "A+" ou "A". Obviamente que a maioria não tem certificação, logo o campo a preencher é o NÃO. Dizem os funcionários das Finanças que este campo não terá penalização no valor a ser reembolsado! Mas faz a simulação com o Sim e com o Não e verás que o valor a ser reembolsado será diferente, num e noutro caso; logo serás penalizado. (mais ou menos entre 50€ a 100€ a menos). Se não tiveres a certificação serás penalizado, daqui em diante, todos os anos. Se a pedires, gastas +-200€ num ano mas fica válida por vários anos (15 anos). Mas, só vale a pena pedires certificação se obtiveres a classificação "A" ou "A+".

Informa-te. São tudo boas notícias.

 
Às 19 novembro, 2009 11:04 , Blogger Peter disse...

antonio - o implume

O melhor será leres o artigo. Não podia transcrever os quadros comparativos.

 
Às 19 novembro, 2009 11:47 , Blogger Ferreira-Pinto disse...

PETER vou ter de ver isso. Com que então, no IRS?

 
Às 19 novembro, 2009 14:19 , Blogger Peter disse...

Ferreira Pinto

Sim. Vou enviar-te por e-mail.

 
Às 19 novembro, 2009 15:33 , Blogger Ferreira-Pinto disse...

Obrigado.

 
Às 22 novembro, 2009 00:01 , Blogger heretico disse...

grato meu caro Peter. pela divulgação da Seara Nova e o excelente artigo.

que nunca as mãos te doam!...

conheces as pessoais razões do meu reconhecimento. e da minha ausência...

abraços

 

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