terça-feira, junho 16



Por alto, e de modo intermitente,
segui a audição parlamentar
ao Governador do Banco de Portugal.

Aprecio o modo persistente
como defendeu a deontologia
do seu cargo, asseverando
terem sido cumpridas
todas as disposições
da lei na supervisão
dos bancos.

Contudo, ao contrário dele,
eu, pessoal e politicamente,
apresentaria a minha demissão,
logo após me ter defendido
- se tivesse a sua competência -,
como ele o fez.

Isto porque gostei do exemplo
do Jorge Coelho quando a ponte
de Castelo de Paiva ruiu.

Toda a engenharia civil de estradas e pontes
é da tutela técnica responsabilidade política
do Ministério dos Transportes. Ninguém acusou
o ministro de culpado do desastre, também
Constâncio não roubou ninguém e cumpriu
a lei; porém, o descalabros da roubalheira
ocorreu sob a sua tutela e supervisão.
Pessoal e políticamente ficar-lhe-ia
bem seguir o exemplo de Jorge Coelho.

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3 Comentários:

Às 16 junho, 2009 21:33 , Blogger Compadre Alentejano disse...

Se Vítor Constâncio não fosse tão "inconstante" tinha já pedido a demissão do cargo...Mas como está agarrado ao 28.000 € mais as modormias do cargo, moita carrasco.
Haja vergonha!
Compadre Alentejano

 
Às 16 junho, 2009 22:41 , Blogger vbm disse...

Os 28.000 € devem ser, líquidos, para aí uns 17.000 €, ou seja menos de uma tarde de futebol do Cristiano Ronaldo. Seja a soma desprezível ou não, pessoalmente aplaudiria que se demitisse, agora que declarou nada ter omitido na supervisão da actividade bancária não obstante as roubalheiras praticadas.

 
Às 17 junho, 2009 01:46 , Blogger Peter disse...

Um cidadão, qualquer cidadão, que junta dinheiro ao longo de uma vida de trabalho, o que faz com ele? Respondo do mesmo modo que o fez o PR: “como não posso metê-lo debaixo do colchão, nem depositá-lo no estrangeiro, meto-o num banco”. Mas em qual deles?
Procurarei um que me mereça confiança e que me remunere, através do juro, em condições razoáveis. Julgo que isto não é especular. O cidadão em questão que posso ser eu, ou qq um de vós, vai na “conversa”, isto é, aceita a sugestão e os esclarecimentos de quem o atendeu e pergunta apenas: “onde é que assino”? Nunca lhe passará pela cabeça ler o verso do documento, uma página inteira escrita naquela letra miudinha.
Caiu dentro da “ratoeira”.
O sistema bancário funciona à base de “confiança” e quem lhe garante essa confiança? O Banco de Portugal, a CMVM e outros mecanismos em que, por enquanto, ele ainda considera capaz de o proteger, mas que, pelos vistos, NÂO.

Quanto ao Jorge Coelho, não conheço o caso em toda a sua complexidade, por isso não me posso pronunciar, mas dando crédito ao seu sucesso económico após se ter demitido de ministro, depois da queda da Ponte de Entre-os-Rios, atitude de louvar, ninguém me diz a mim que não ficou a ganhar em todo o sentido.

 

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