segunda-feira, junho 8

The day after

Afinal fiquei em Lisboa para ir votar, o que fiz, adiando a minha saída em busca do Sol, para os feriados que se aproximam. Todos já sabem os resultados das eleições para o PE e o grande derrotado foi o Governo Sócrates, não o PS. Transcrevo algumas afirmações de Paulo Rangel, o grande vencedor:

“(…) os resultados destas eleições são "uma derrota pessoal do engenheiro Sócrates" pela forma como "se envolveu nesta campanha, de forma total", participando em iniciativas "a toda a hora".

Claro que o fez porque já previa o que ia acontecer, uma vez que apostara no “homem errado”.

Depois, Rangel disse que nestas eleições europeias "ficou claro que os portugueses não alinham com o projecto do PS" e que isso deve limitar as decisões do Governo (do de Sócrates, é bom esclarecer).

"Agora há lições políticas que o Governo tem de tirar e, portanto, está inibido de tomar decisões que retirem capacidade de manobra aos governos seguintes, até porque os governos seguintes, já hoje o podemos ver, vão ser de sinal muito diferente do Governo actual", declarou.

Claro que Rangel, com este aviso, tem um destinatário, que todos sabemos quem é. Mas as Legislativas não são as eleições para o PE, porque as pessoas sabem bem que é ali que se joga o seu destino e portanto as abstenções decrescem.
Mais uma vez ficou demonstrado que, contrariamente ao que muitos políticos julgam, o povo português não é estúpido e sabe muito bem o que quer.

Não pense o PSD que as irá ganhar sem dura luta, não pense o PS que as vai ganhar, embora sem maioria absoluta, claro, pois agora já não se trata duma votação PS “versus” PSD. O BE tem e cada vez mais, quer queiram, quer não, uma palavra a dizer, por isso o “sinal diferente” a que Rangel se refere, pode até nem ser “laranja”,como ele vaticina.

31 Comentários:

Às 08 junho, 2009 09:52 , Blogger Meg disse...

Peter,

Eu queria estar tranquila... mas não estou.
Este day after está cheio de interrogações.

Um abraço.

 
Às 08 junho, 2009 17:13 , Blogger vbm disse...

Os governos em Portugal têm provado basta incompetência política. Continuo a pensar que deveríamos ter a assembleia dos deputados eleitos nos partidos e uma outra assembleia, - senado -, integrada por pessoas de reconhecido saber em múltiplas áreas do conhecimento.

As discussões críticas de uma e doutra deveriam ser objecto de razoável difusão na comunicação institucional, de modo a que a sociedade civil ultrapassasse a fase dos «blogs, you tubes, net» e fosse informada pelos canais república e senado das discussões e críticas travadas em ambos os fóruns e o governo assim deveras subordinado ao poder político (assembleia dos partidos eleitos) devidamente condicionado pela opinião pública liderada pelos que sabem.

Eu quereria o próximo governo dependente de uma ditadura parlamentar esclarecida e competente.

 
Às 08 junho, 2009 17:56 , Blogger Peter disse...

Meg

Aparentemente, os portugueses estão descrentes quanto às soluções que lhe são apresentadas pelos políticos e por isso preferiram,na sua maioria,não
ir votar.

 
Às 08 junho, 2009 18:19 , Blogger Peter disse...

vbm

“As pessoas desinteressam-se do PE. Parece que este alheamento - que não é conjuntural,antes exprime uma tendência de fundo - deveria merecer atenção por parte dos dirigentes da UE.
Ele suscita uma questão óbvia:será o PE a melhor via para aproximar os cidadãos das instituições europeias?
Parece que não. Mas os políticos e os dirigentes europeus não querem
ver e fazem de conta que tudo corre bem.
Depois queixam-se de que os eurocépticos estão a ganhar as opiniões públicas.
É que não se pode construir a Europa sem o envolvimento dos europeus.”

(Francisco Sarsfield Cabral)

Um Senado? Talvez não fosse má idéia, desde que no mesmo tivessem também assento "independentes" de reconhecido mérito.

Quanto a:
"Eu quereria o próximo governo dependente de uma ditadura parlamentar esclarecida e competente."

Nem penses nisso, a esta hora já te estão, sobretudo os "tachistas", a chamar "fascista". LOL

 
Às 08 junho, 2009 22:11 , Blogger vbm disse...

Pois é, mas olha que a questão merece um exame cuidado e hábil. A democracia política, se se distinguir duma farsa, aprofunda a discussão e o debate de todos os assuntos. Não são os deputados que têm de depender do governo, mas sim este que deve depender dos deputados. Os deputados não têm realmente a obrigação de serem uns sábios super-humanos. Mas já os sábios têm a obrigação de difundirem razoavelmente o seu saber e deve-se-lhes proporcionar condições de debate de ideias entre os seus pares. Nós, cidadãos, para lá da net e dos livros, temos o direito de aceder ao debate público de ideias entre os sábios e de escutar as suas críticas às deliberações dos políticos. Estes, assim vigiados pelos que sabem e pela opinião pública que se vai formando, podem e devem impor ao governo objectivos concretos a prosseguir, controlando a sua execução. Se o governo não cumpre, a assembleia pode demiti-lo e, com novo primeiro-ministro, formar governo de novos ministros! Democracia é isto, acompanhado de respeito por posições minoritárias, ou seja designadamente, respeito pela posição do... PS :)

 
Às 09 junho, 2009 01:17 , Blogger Peter disse...

vbm

Devia ser assim:
"não são os deputados que têm de depender do governo, mas sim este que deve depender dos deputados."

Mas não é. O deputado tem de se comportar com "juizinho" para garantir a sua "reforma": director, ou alto funcionário duma grande companhia comparticipada pelo Estado ou dum organismo estatal.
Os Partidos não são mais que a criação e distribuição de "jobs for the boys".

Por cá não é o "Yess Minister"... :)

 
Às 09 junho, 2009 08:34 , Blogger vbm disse...

É uma questão de conspiração e subversão. Desde logo, dentro de cada partido. As pessoas têm de reunir e entender-se entre si. É natural que os grupos se agremiem segundo o carisma de lideranças alternativas. Pois que o façam e as lideranças que se imponham. Mas sempre sob a luz da crítica dos «mecãnicos» e dos sábios, isto é, dos especialistas e dos estrategas. Que nenhum leader sobreviva à perniciosidade do erro, da corrupção, do embuste.

(E não penses que a subversão institucional é impossível: - vê o caso de um Marinho Pinto; de um Freitas do Amaral; de um Jorge Sampaio; de um Pacheco Pereira; de um Medina Carreira; e outros.

 
Às 09 junho, 2009 08:55 , Blogger Peter disse...

É uma ideia interessante e podemos continuar a explorá-la, até pode ser que apareça por aí mais alguém a meter-se na conversa, o que duvido.
Mas quem começa a sua vida política a colar cartazes, pretende terminá-la como administrador de qq coisa grande.

Dos indicados, excluo o Freitas do Amaral, com quem ainda fiz Direito Administrativo, sendo ele assistente e o Marcelo Caetano o Prof. Lembro-me dele uma vez ter aparecido fardado de oficial da Marinha, onde fez o SMO.

Uma certa reserva para Pacheco Pereira.

 
Às 09 junho, 2009 14:05 , Blogger vbm disse...

«Mas quem começa a sua vida política a colar cartazes, pretende terminá-la como administrador de qq coisa grande.»
__________________________________________

LOOLL

Compreendo as reservas que colocas ao Freitas do Amaral e ao Pacheco Pereira; por mim, colocarei reservas a todos que citei, sem deixar contudo de os admirar de algum modo.

F. do Amaral, p.e., foi 'educado' por Adriano Moreira quando quis que este lhe 'devolvesse' o partido, ao regressar, o que ele fez. raposa velha, nas condições e termos que determinou e não só pelo simples desejar do fundador do CDS. 'Educado', cresceu, e tornou-se um político independente.

Pacheco Pereira talvez, de facto, revele algum acinte desgradável para com os adversários, mas encontro-o muitas vezes com razão; e aplaudo ele ter sido o primeiro político que denunciou a mediocridade da generalidade dos nossos jornalistas!

Mas quer estes quer todos devem ser estimados com reserva crítica de os desaprovarmos se não tiverem razão. E podemos errar quer na aprovação quer na desaprovação. Por isso devemos falar uns com os outros quer nos blogs quer nos partidos quer na rua.

 
Às 09 junho, 2009 17:10 , Blogger vbm disse...

«Os governos em Portugal têm provado "basta" incompetência política» (vbm)
______________________________________________________________

Nota de esclarecimento:-

Daquele termo "basta",
entenda-se "vasta".

É que nós, lá no Porto,
dizemos "basta";
não só pela incompetência
ser realmente vasta,
mas por que achamos que basta!

lol

 
Às 09 junho, 2009 17:43 , Blogger antonio - o implume disse...

E entre o PS e o PSD se escreve a nossa triste sina dos últimos 30 anos!

 
Às 09 junho, 2009 21:19 , Blogger Meg disse...

Peter,

Eu bem me queria meter na conversa mas o Vasco "roubou-me" a frase que ia destacar... mas assisto, com gosto, da bancada.
E depois do comentário do antónio - o implume, cada vez se acentua mais o meu cepticismo quanto ao futuro.

Abraço

 
Às 09 junho, 2009 21:32 , Blogger alf disse...

as democracias exigem uma «basta» população habituada a pensar as questões da sociedade, conhecedora dos problemas. Ora nós não tinhamos nada disso e ainda pouco temos. Veja-se os nossos economistas, perfeitos académicos seguidores de teorias alienadas da realidade.

Sem pessoas preparadas, todas as soluções são más; a ideia do senado do vbm, traduzindo a experiência inglesa, é certamente um caminho para uma melhor democracia; mas também não funcionaria por enquanto em Portugal enquanto não houver suficiente «massa crítica» de pessoas preparadas.

Vejam-se os nossos deputados, tem passado por lá de tudo - desde a secretária do Sá Carneiro à viuva do Sousa Franco. Antes a Cicciolina, sempre percebe mais da vida que essas senhoras.

Um filho meu, que vive no estrangeiro há vários anos, ficou surpreendidíssimo com a campanha cá - então os deputados portugueses não prestam contas do que andaram a fazer na comisão europeia? Os partidos candidatam-se sem referirem as medidas que apoiaram no mandato anterior e sem saber o que pretendem para o mandato em causa? Como é que se pode votar assim? Por paixão clubista??

Na verdade, o pessoal votou para chatear o Sócrates, assim ele irá dar mais benesses até às próximas eleições.. que outra coisa se poderia fazer?

 
Às 09 junho, 2009 22:23 , Blogger Peter disse...

Acabei de ler:

"Para além das leituras parcelares (partido a partido) que se podem fazer destas eleições, uma coisa parece evidente: os portugueses não estão contentes com o país que têm e não vêem grandes soluções para isso."
(José Vitor Malheiros,"Público", 09 Junho 2009)

Assino por baixo.

 
Às 09 junho, 2009 22:27 , Blogger vbm disse...

Eu enfatizo que o tal 'senado' dos que sabem não deve ser directamente um orgão de decisão política. Os decisores políticos devem mesmo ser os deputados que ganhem mandato eleitoral. Agora, a diferença seria a publicitação que se faria nas televisões, jornais e internet, do trabalho das assembleias dos deputados e dos senadores, estes ponderando da utilidade ou perniciosidade das leis a aprovar e da estratégia política do governo empossado. Eu não tenho dúvida que a democracia exige actividade partidária e interpartidária que discuta e negoceie a actuação política. O governo que se cuide. Por exemplo, o PS perdeu as eleições estrondosamente; todos os ministros se envolveram na campanha eleitoral e o partido do governo perdeu por mais de 5 pontos! Haveria toda a legitimidade de a comissão política desse partido, reunir e decidir a destituição do seu secretário-geral e votar que se demitisse do cargo de primeiro-ministro; se não aceitasse, os deputados poderiam votar a moção de censura que derrubasse o governo. O Presidente optaria por eleições antecipadas ou indigitação de novo primeiro-ministro apoiado partidariamente; por exemplo, o António Vitorino. ou outro que consagrasse o apoio da ou das bancadas da assembleia. As coisas dependentes, centralizadamente, de um pretenso secretário-geral derrotadíssimo em eleições é que não faz sentido nenhum!

 
Às 09 junho, 2009 22:47 , Blogger Peter disse...

alf

Saliento, do que dizes:
"Os partidos candidatam-se sem referirem as medidas que apoiaram no mandato anterior e sem saber o que pretendem para o mandato em causa?"

É como diz Vital Moreira no "Público" de hoje:
"As eleições europeias foram mais uma vez disputadas num registo nacional, como julgamento político do Governo em funções."

Sempre foram meu caro Professor, talvez o senhor ande longe das realidades.

P.S. - "alf", a referência à Cicciolina é de mau gosto...

 
Às 10 junho, 2009 00:10 , Blogger alf disse...

Peter

Os meus critérios não serão iguais aos seus... a Cicciolina talvez tenha conquistado o direito a ser deputada, ela fez campanha, não é verdade; agora a gentil secretária do Sá Carneiro... alguém votaria nela para deputada? Ou a viuva do Sousa Franco?

Talvez em vez de se votar no partido se devesse começar a votar em candidatos a deputados.

vbm, isto talvez esteja na linha do seu pensamento: começar por garantir a qualidade dos deputados! No fundo, esse é um problema fundamental, não é?

Com o voto electrónico, não haverá problema nenhum em se poder votar em cada um dos deputados; e o «boletim» poderia conter o curriculo de todos.

 
Às 10 junho, 2009 01:22 , Blogger Peter disse...

vbm

Penso que nada impede a reunião da comissão política do PS, no sentido de serem tomadas medidas adequadas. Por certo o farão.

Concordo com o que escreve Vital Moreira no "Publico" de ontem:
"Esta desconcentração de votos nos dois partidos centrais do espectro político é feita em benefício do crescimento dos extremos, provocando uma fragmentação do sistema partidário que pode pôr em causa a governabilidade política do país."

Claro que, como dizes, a situação chegou onde chegou porque "o PS perdeu as eleições estrondosamente; todos os ministros se envolveram na campanha eleitoral e o partido do governo perdeu por mais de 5 pontos!"

 
Às 10 junho, 2009 01:40 , Blogger Peter disse...

alf

Se, segundo o seu critério, "a Cicciolina talvez tenha conquistado o direito a ser deputada, ela fez campanha, não é verdade". Julgo que a sua campanha foi andar a mostrar os seios...

Por favor, não meta as nossas deputadas, de qualquer Partido, no "mesmo saco".

Como não tenho censura no blogue, cada comentador é responsável pelo que escreve e pelas consequências que daí possam advir, pelo que repudio a sua menção especifica das duas deputadas.

 
Às 10 junho, 2009 03:16 , Anonymous Anónimo disse...

A Cicciolina é uma pessoa como outra qualquer, e certamente não ia para o parlamento com os seios "á mostra". Sendo o que é, nada impede que seja uma mulher inteligente, e talvez tivesse contribuido mais do que muitos medíocres engravatados. é uma pessoa que trabalha na industria do erotismo, quiçá talvez melhor do que certos deputados que trabalham na área da corrupção e dos lóbis sedentos de poder.

não tenho nada, nem a favor nem contra, relativamente à senhora.

Mas considerar de "mau gosto" a referência a ela é, na minha humilde opinião, um juízo de valor de mau gosto (sem ofensa...)

se quiser apagar este comentário, esteja á vontade.

Cumprimentos

Andreia

 
Às 10 junho, 2009 15:27 , Blogger vbm disse...

Bom, defender a Cicciolina não acho que o mereça. Mas, condená-la simplesmente, também não. As mulheres sempre foram bifaciais quanto ao sexo. Pela razão de que: o desejam; e acabam por dele se desinteressar. Efeitos do "período", do cio, da menopausa.

Não assim, o primata masculino, o homus homini, o macho (latino!?, lol): - O homem não desama. Tal é habilidade de mulher; não de macho.

"Cicciolina's", "Marylin's Monroe's", "Florbela's Espanca's" compreendem-nos. E compreendem, também, como a leal fidelidade de sentimentos é a prova radical, mente despojada, amor verdadeiro.


Relativizar, porém.

Por certo, não poderá dissociar-se por inteiro amor, orgulho, élan comunitário. Mas a razão deve prevalecer. Sempre Platão. Também, Camões, concedo. Mas a ideia é sempre a da racionalidade e a de humana pietas, porque a fragilidade é a nossa essência.

O caminho é o de Platão:

«Por onde a razão, como
uma brisa nos levar,
por aí devemos ir.»

 
Às 10 junho, 2009 15:36 , Blogger vbm disse...

«Penso que nada impede a reunião da comissão política do PS, no sentido de serem tomadas medidas adequadas.»
_______________________________________________

Não me parece que tenham personalidades corajosas suficientes para o fazerem. Não assim na Inglaterra; Gordon Brouwn teve de reconhecer entre os seus correlegionários os erros que cometeu e prometer emendar a mão daqui até às eleições! Cá, o Sócrates diz «que vai manter o rumo»! Que bornalidade!

 
Às 10 junho, 2009 16:34 , Blogger Peter disse...

Meu caro Vasco

O que está em causa não é a Cicciolina, é o n/blogue. Misturar a dita senhora com duas deputadas nossas, as quais surgem mencionadas pelos respectivos nomes e relacionadas com políticos notáveis já falecidos, pode trazer sérias implicações e eu não tenho disponibilidades de eventualmente me ver envolvido num processo jurídico. Por isso DESMARCO-ME TOTALMENTE DO COMENTÁRIO DO "alf".

Tenho pena de hoje não ter ouvido o António Barreto. Já me disseram ter sido excepcional o seu discurso do 10 de Junho, mas a praia estava óptima…

Quanto ao 1º ministro como homem do leme e a manter o rumo, espero que não nos faça naufragar. Rochedos submersos, bancos de areia, icebergs, o perigo espreita-nos por todo o lado.

Abraço

 
Às 10 junho, 2009 17:38 , Blogger vbm disse...

! Ah! É verdade. Nem me lembrei das ditas eleitas, a secretária e a viúva; que realmente, têm o direito à res publica, como qualquer outra cidadã, mais ou menos apoiada pelos seus e suas concidadãs

 
Às 10 junho, 2009 19:06 , Blogger SILÊNCIO CULPADO disse...

Peter

Embora o centrão continue a concentrar a grande maioria dos votos, funcionando o PS e o PSD como alternativa um ao outro, a verdade é que uma nova realidade está a acontecer.
A extrema esquerda tem agora cerca de 22% do eleitorado registando-se uma forte tendência de subida face ao agravamento das condições sociais.
É preciso ter em conta que a abstenção para estas eleições é sempre muito superior à que, normalmente, se regista nas legislativas o que pode fazer toda a diferença.
Quanto ao PS apanhou uma forte penalização que se deve ao Eng. Sócrates mas não só. Maria de Lurdes Rodrigues, o descrédito na nossa justiça e no SNS associados à subida do desemprego também contribuiram largamente para o mau resultado do PS.


Abraço

 
Às 10 junho, 2009 21:40 , Blogger Peter disse...

SILÊNCIO CULPADO

Concordo contigo e digo-o no último prágrafo do texto:

"Não pense o PSD que as irá ganhar (as Legislativas) sem dura luta, não pense o PS que as vai ganhar, embora sem maioria absoluta, claro, pois agora já não se trata duma votação PS “versus” PSD. O BE tem e cada vez mais, quer queiram, quer não, uma palavra a dizer, por isso o “sinal diferente” a que Rangel se refere, pode até nem ser “laranja”,como ele vaticina."

No que respeita ao SNS e por experiência pessoal, acho melhorias em relação ao ministro anterior:
- Estive internado o ano passado no Curry Cabral e fui excelentemente tratado.
- Tanto eu, como a minha mulher frequentamos o Centro de Saúde dos Olivais e não temos razão de queixa. Nem nós, nem as pessoas com quem falamos. Funciona na perfeição.
Tavez sejam excepções que confirmam a regra.

 
Às 10 junho, 2009 21:43 , Blogger alf disse...

Peter

"Misturar a dita senhora com duas deputadas nossas, as quais surgem mencionadas pelos respectivos nomes e relacionadas com políticos notáveis já falecidos"

é isso mesmo; essas senhoras acederam ao Parlamento por estarem "relacionadas com políticos notáveis já falecidos". É essa a diferença para a "dita senhora". É por isso que o nosso sistema parlamentar precisa de reforma.

(não está em causa a «honorabilidade» social ou religiosa das pessoas, isso não interessa nada para o assunto, o problema é de «legitimidade»; e foi exactamente para frisar que o problema não é «honorabilidade» que fui buscar esse exemplo, como contraponto, não como associação, creio que isso é claro)

vbm, fabuloso o seu texto! Você é que devia estar no Parlamento!!!

 
Às 10 junho, 2009 22:18 , Blogger Peter disse...

alf

"foi exactamente para frisar que o problema não é «honorabilidade» que fui buscar esse exemplo, como contraponto"

Justificou a sua atitude. É o que me interessava.

 
Às 11 junho, 2009 08:38 , Blogger vbm disse...

alf,

Não vejo nada de especial no texto. Por certo,
gostaria de ter o dom da palavra vívida
e exacta para dizer o pensamento.

No entanto, o que era mesmo importante,
era a sociedade civil, as pessoas e as instituições
que a compõem, ganhar força e autoridade
sobre o curso dos acontecimentos.

Consegui-lo requer competência política, liderança,
mas a ciência tem de intervir e a sabedoria inclinar
as opções para «o livre desenvolvimento de cada um,
como condição do máximo desenvolvimento de todos»
.

 
Às 14 junho, 2009 13:57 , Blogger JOY disse...

Amigo Peter,

O PS pela voz do seu Secretário Geral em mais uma manifestação de Arrogância e Autismo, demonstrou na noite das eleições que não percebeu o aviso do povo Português.

Um abraço
Joy

 
Às 14 junho, 2009 16:41 , Blogger Peter disse...

Joy

Inteiramente de acordo. Espero que nós todos, quando votarmos nas legislativas, voltemos a expressar sem receios o nosso verdadeiro sentir.

Abraço e pedido de desculpa por não visitar os amigos, mas não me tem sido possível: falta de tempo e de disposição.

 

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