terça-feira, junho 2

PORTO - IGREJA DE SANTO ILDEFONSO


“A ermida de Santo Alifon/Ildefonso já vem referenciada desde o século XII - e quem pôs lá a primeira pedra soube bem valorizar aquela pequena elevação, no meio do deserto que era tudo à sua volta. O burgo portuense comprimia-se à volta da Sé, defendido pela Cerca Velha, estendendo-se lentamente em direcção ao rio e não para aqueles lados.
Nos fins do século XIV, quando as novas muralhas fecharam a cidade, a pequena ermida continuava isolada e do lado de fora, em frente à Porta de Cimo de Vila. E assim continuou durante mais quatro séculos, com o indesmentível mérito de guardar aquele lugar para a actual igreja paroquial da freguesia de Santo Ildefonso, entretanto criada. Abriu as portas em 1730.
Jorge Colaço (o mestre dos painéis da estação de S. Bento) cobriu-a em 1932 com 11.000 azulejos, conferindo-lhe um colorido abrangente que valorizou toda a Praça.
Agora, no vértice de 31 de Janeiro e Santa Catarina, no limite da Praça da Batalha, mantém todavia um certo distanciamento em relação ao bulício que a envolve. Em certa medida, como que respeitando o longo isolamento de outrora. Ali ao lado, mas do lado de fora.”

(Fernando Paiva, foto Peter)

4 Comentários:

Às 03 junho, 2009 12:27 , Anonymous Anónimo disse...

Leio sempre com interesse o que o Fernando Paiva escreve sobre a sua cidade. O que ele sabe da sua história!

 
Às 05 junho, 2009 16:15 , Blogger vbm disse...

No Porto, alojo-me sempre numa das traseiras dessa "ermida", que não a sabia tão antiga! Já os azulejos, sabia, por fotografias, que eram de acrescento mais recente. É uma pena, hoje em dia, estarem fechados o Águia d'Ouro e o Batalha que com o S. João tanto animavam a aquela praça...

 
Às 06 junho, 2009 01:36 , Blogger Peter disse...

O Paiva conhece todas as pedrinhas do Porto. LOL

P.S.- Entrámos em período de reflexão.

 
Às 06 junho, 2009 08:24 , Blogger vbm disse...

:)

Já reflecti
o que tinha a reflectir!

lol


Mas sobre o Portus Calle,
é realmente um mundo, esse das eras
transactas, de uma cidade, um país,
um povo.

Tu, que tiveste uma formação
de historiador, tens na curiosidade
das coisas do passado,
o trait d'union com a visão
do cosmos e o começo do mundo!

 

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