sexta-feira, maio 29

A mais distante explosão cósmica alguma vez vista

O satélite Swift da NASA e uma equipa internacional de astrónomos detectaram uma explosão de raios gama duma estrela morta quando o Universo tinha somente 630 milhões de anos – menos de 5% da sua idade actual. O fenómeno, designado por GRB 090423 foi a explosão cósmica mais distante alguma vez vista.

A explosão foi detectada em 23 de Abril às 03.55 a.m. a uma distância de 13.035 biliões de anos-luz. “Estamos assistindo à morte duma estrela e, provavelmente, ao nascimento dum buraco negro numa das primeiras gerações de estrelas do Universo”, disse Derek Fox da Universidade Estatal da Pensilvania.



As explosões de raios gama são as mais luminosas no Universo. A maior parte ocorre quando se esgota o combustível nuclear duma estrela: o seu núcleo colapsa num buraco negro, ou numa estrela de neutrões e jactos de matéria estelar espalham-se no espaço.

Durante anos os astrónomos procuraram detectar explosões de raios gama entre as primeiras gerações de estrelas e misteriosamente falhavam esse objectivo (“The Case of the Missing Gamma-ray Bursts”).
A detecção do GRB 090423 foi um importante marco nessa pesquisa.

19 Comentários:

Às 29 maio, 2009 12:33 , Blogger vbm disse...

Há 13 mil milhões de anos, 13 mil milhões de tempos de rotação da Terra em torno do Sol, isto é, uma velocidade de dois astros, Sol e Terra, que nem sequer existiam quando essa estrela se extinguiu e cuja explosão conseguimos agora detectar...

E tal estrela 'eclipsou'-se, 'implodiu' no que chamamos «buraco negro», isto é, esgotado o combustível nuclear, esgotada a energia, (para onde foi?) surge em seu lugar a massa da matéria de altíssima densidade, cuja gravidade tudo absorve: c^2 = e/m.

Pergunto-me: c^2 = e/m não sgnifica ou não exige ou pressupõe um universo estacionário? Quanto mais matéria, menos energia; quanto mais energia, menos matéria; ou mais estrelas, menos buracos negros e vice-versa. Porquê se se pensa então que o universo esteja em expansão!?

Ressalvo já que não percebo nada disto,
foi só o que me lembrei de perguntar...
(e perguntar não ofende)

:)

 
Às 29 maio, 2009 15:10 , Blogger Meg disse...

Peter,

E se o V. diz que não percebe nada disto... eu, dos raios gama, só sei que têm influência no comportamento das margaridas.
Lembras-te do filme?

Não leves a mal a brincadeira, Peter, é que, apesar de não perceber, gosto de ler e tentar aprender alguma coisa.

Bom fim de semana.

Um abraço

 
Às 29 maio, 2009 16:18 , Blogger Peter disse...

Olha, Vasco, sabes bem que eu sou um “curioso”, mas penso que:

- A energia gerada pela reacção termonuclear da estrela é a luz emitida pela mesma, porque da fusão de dois átomos de hidrogénio para gerarem um átomo de hélio, sobra sempre um fotão que é emitido.

- A expansão do Universo pode exemplificar-se com pintas feitas com uma caneta de feltro num balão de borracha: as pintas (clusters de galáxias) mantêm a sua posição relativa, o balão (Universo) é que se expande. Julgo que o “alf” não aceita a expansão acelerada. Eu aceito a opinião dele sobre a não interferência da energia escura nessa “expansão” que leva à aceleração da velocidade de afastamento dos clusters mais distantes no tempo. E aceito porque ele apresenta um raciocínio em que a gravidade é a única responsável.

- As “maternidades” de estrelas, já fotografadas pelo Hubble, estão sempre a gerar nova matéria, logo o Universo não é estacionário. Se fosse estacionário, o Universo não experimentaria um passado quente, altamente denso, logo não existiria a radiação de fundo. Mais ainda, subsequentes observações da abundância relativa dos elementos leves do Universo, confirmam ideia de que os elementos tinham sido produzidos em reacções nucleares nos três primeiros minutos da expansão. Ora o modelo estacionário não fornecia qualquer explicação para as abundâncias relativas, pois não prevê qualquer período inicial da história onde o Universo tivesse, em estado de temperatura e densidade elevadas, condições necessárias para que as reacções nucleares pudessem ocorrer (julgo eu…).

O melhor é chamar o “alf” (;)

 
Às 29 maio, 2009 16:23 , Blogger Peter disse...

Meg

Isto são divagações atrevidas dum "curioso".
Obrigado pela "pachorra" que tiveste em ler este "arrasoado".

Bom fim de semana.
Abraço

 
Às 29 maio, 2009 19:23 , Blogger vbm disse...

Mas então porquê a energia e a matéria se equilibram na constância de uma grandeza, o dobro da velocidade de deslocação dos fotões?

Dá a ideia que uma substância se converte na outra, segundo aquela lei de que «nada se perde nada se cria, tudo se transforma»!

Quanto ao «passado quente e denso» não é isso o buraco negro, a implosão do espaço a incubar a consequente explosão da energia!? E não há a teoria dos «pluriversos»?

De lembrar que a gravidade é só curvatura do espaço, implosão extremada no caso dos buracos negros. O balãozinho com as "pintas" a espaçarem-se entre si pode ser somente o facto de estarmos a "encolher" para o buraco negro da nossa galáxia...

... e assim nos parecer estar o univeros a expandir-se, como alvitra o alf numa das primeiras lições da «outra física»... :)

 
Às 29 maio, 2009 23:06 , Blogger Peter disse...

vbm

Bem, eu julgo que a resposta aos teus dois primeiros parágrafos, nada tem a ver com Lavoisier mas sim com Einstein: E=mc^2. Aí tens a energia relacionada com a matéria e esta com a energia m= E/c^2. Além disso, como podes falar no “dobro da velocidade de deslocação dos fotões”, quando a velocidade destes (300.000Km/s) é uma constante inultrapassável?

Quanto ao 3º parágrafo, quer se siga a teoria do BB, quer continuemos a analisar a hipótese das “bolhas e dos filamentos” que tem estado a ser explanada pelo “alf”, o “passado quente e denso” nada tem a ver com o buraco negro (qual?) até porque e continuando a seguir o “alf”, são os “quasares” que dão origem aos “buracos negros” e não o inverso como nos diz a doutrina tradicional. No que respeita aos “universos paralelos” é uma hipótese que a minha ignorância não aceita e que, penso, não ser para aqui chamada.

4º parágrafo: o “alf” não aceita a existência de um buraco negro no centro de TODAS as galáxias. Aliás não é só ele. O grande triunfo da TRG (Teoria Geral da Relatividade) teve lugar após a observação do encurvamento dos raios luminosos, durante o eclipse total do Sol em 29 de Maio de 1919 (faz hoje 90 anos) realizada por Arthur Stanley Eddington (1882-1944) na então nossa ilha do Príncipe e por Andrew Crommelin no Brasil.

O “alf” não aceita a expansão acelerada do Universo, tanto maior quanto mais afastadas estão as primitivas galáxias. Eu aceito e não estou só, tenho comigo Hubble (o cientista) e justifiquei o porquê da minha posição. Não sei se leste...
Neste ponto, onde concordo com o “alf” é na importância da gravidade nesse fenómeno, ele explica o porquê, que eu aceito e dispensa o papel da “força negra”, que ninguém sabe o que é.

 
Às 30 maio, 2009 07:31 , Blogger vbm disse...

Tens razão. Tenho de continuar o curso. Mas sobre 'o dobro da velocidade da luz' esclareço-te que se trata tão só de uma grandeza que exprime a proporcionalidade entre a energia e a matéria, portanto uma grandeza abstracta cuja única «realidade» - para lá de emergir do nosso espírito científico - está na relação observável entre energia e matéria, ambas reais, se bem que expressões de uma só substância, o universo... !?

 
Às 30 maio, 2009 09:16 , Blogger Peter disse...

vbm

Esclarecimento aceite como "relação observável entre energia e matéria".

Há físicos que hoje em dia colocam em causa o estatuto privilegiado que Einstein atribuiu à luz na sua teoria da relatividade restrita. (Mark Buchanan, físico e escritor, in "New Scientist", Londres).

Será o "alf" um deles? Não tenho bases para emitir uma opinião.

Abraço e bom fds.

 
Às 30 maio, 2009 11:34 , Blogger UFO disse...

O Alf propõe (e é o criador) de um modelo cosmológico completamente novo, revolucionário, que não quebra as leis básicas da física e explica o universo que observamos, sem recurso a Buracos negros, matéria negra e energia negra.
Curiosamente ficamos também com um 'insight' sobre a natureza do Tempo.
Não existe Expansão do Universo.

O que é ainda mais admirável é que é um modelo simples.

Nesse modelo o Tempo, o Comprimento e a Massa variam ao longo do tempo de acordo com a lei da Evanescência.

neste link é abordada a questão dos GRBs
http://outrafisica.blogs.sapo.pt/6573.html


A questão que a descoberta deste GRB levanta aos cientistas é que empurra para muito cedo (630 Mys) uma destruição de uma estrela, logo a sua criação muito perto do BB.
No entanto os GRBs, segundo o alf, representam mortes de estrelas ? Nah.
E o facto de acontecerem há tanto tempo atrás não constitui problema no quadro do alf.

O blog do alf deve ser lido desde o post mais antigo, e vale a pena extender a leitura aos comentários. Se se dedicarem um pouco à sua leitura garanto que ficam deslumbrados com a compreensão da maravilhosa história do Universo.

 
Às 30 maio, 2009 13:11 , Blogger Peter disse...

UFO

Tenho seguido o blog que me indica, que aliás consta dos n/links em "alf".

Entre Hubble, que em 1929 mediu as distâncias de 29 galáxias e concluiu que estas estavam a afastar-se com velocidades proporcionais à sua distância, isto é, quanto mais distante a galáxia, maior a sua velocidade de afastamento, o que constituiu a primeira evidência para a expansão do Universo já prevista pelo russo Alexander Friedmann (1888-1925) em dois artigos publicados na revista Zeitschrift für Physik em 1922 e 1924, e pelo belga Georges-Henri Édouard Lemaître (1894-1966) em 1927, no Annales de la Societè Scientifique de Bruxelles, e "alf", que não sei quem é, eu guio-me por Hubble. Portanto admito a expansão do Universo.

O desenvolvimento por "alf" da sua lei da Evanescência faz-se lentamente e eu perco-me, além de não ter conhecimentos científicos para compreender certos aspectos.

Não tenho disponibilidade para ler
o blog do alf desde o post mais antigo, mas desde que o comecei a ler leio sempre os comentários.

"Se se dedicarem um pouco à sua leitura garanto que ficam deslumbrados com a compreensão da maravilhosa história do Universo."

Não aceitar os "buracos negros", seria pôr de lado Stephen Hawking e sustitui-lo por um desconhecido "alf".

 
Às 30 maio, 2009 13:51 , Blogger vbm disse...

Tenho de voltar ao curso!

 
Às 30 maio, 2009 13:57 , Blogger Papoila disse...

Querido Peter:
Tenho andado muto ocupada e com pouco tempo para visitar os amigos. Foi bom passar aqui para te dar um beijo e ler com interesse este artigo. Consegiram então detectar uma explosão de raios gama nas promeiras estrelas.
Beijos

 
Às 30 maio, 2009 17:13 , Blogger Peter disse...

vbm

Fazes bem, nem sempre temos oportunidade de ler um futuro Prémio Nobel.

 
Às 30 maio, 2009 17:25 , Blogger Peter disse...

Papoila

Também não tenho andado com disposição para me perder aqui pelos blogues. Espero que venham melhores dias.

Quanto a este assunto que aqui se tem debatido eu pergunto a mim mesmo, como é que os ingleses deram a cadeira de Newton na Academia Real das Ciências, que permanecia vazia desde a sua morte, a um cientista, Stephen W. Hawking, que dedicou quase toda a sua vida ao estudo dos "buracos negros" e agora surge um português ("alf", será o do filme?) a negar a sua existência?

 
Às 30 maio, 2009 18:49 , Blogger vbm disse...

Não importa. O caso "haver não haver buracos negros" é um factor que diferencia um de outro sistema explicativo das coisas, e se houver uma explicação satisfatória «sem buracos negros» sempre se economiza uma entidade na explicação teórica, o que Occam recomenda ser sempre preferível!

 
Às 30 maio, 2009 19:42 , Blogger vbm disse...

Enganei-me: o c^2 não é o 2xc, mas sim o quadrado da «velocidade de deslocação dos protões», isto é por cada unidade dada de matéria a energia que ela pode libertar equivale a 90 mil milhões da massa respectiva... por exemplo, se estiver em causa 1 grama de matéria a energia da sua explosão equivale a 90 mil toneladas de massa! Serão estas as contas dos norte-coreanos!?

 
Às 30 maio, 2009 20:52 , Blogger Peter disse...

vbm

Julgo, mas já não sei nada, que na equação de todos conhecida: E=mc^2
c é a velocidade de deslocação da luz no vácuo, portanto velocidade de deslocação de fotões e não de protões, como escreveste.
A não ser que seja eu que esteja enganado. Nesse caso, agradecia ser esclarecido.

 
Às 30 maio, 2009 21:36 , Blogger vbm disse...

É a velocidade dos fotões, e no vácuo. Enganei-me ao mencionar os protões! Mas na referência inicial disse, direito, fotões.

 
Às 01 junho, 2009 01:03 , Blogger Peter disse...

Citius,Altius,Fortis ("alf", 18 Abril):

"O Universo ainda guarda muitos mistérios para nós; além dos quasares existem outras fontes de rádio compactas, no núcleo das galáxias, que se pensa serem impulsionadas por buracos negros; e existem ainda os extraordinários pulsares, que são objectos que têm períodos de rotação que, imaginem, podem ser da ordem do milissegundo, ou seja, chegam quase às mil rotações por segundo. E são tão precisos que podem suplantar os melhores relógios atómicos."

 

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