domingo, maio 17

Li esta notícia, num fórum de há tempos atrás.
Ignorava este «direito à luz das estrelas»!
Mas é justo. E devia haver também
uma lei que consagrasse o «direito
ao som do mar», proibindo
a música nas esplanadas
de praia:):


El Gran Telescopio Canarias (GTC)


«(…)a escolha das Canárias para a instalação do Observatório Europeu do Norte deve-se também ao pioneirismo do Governo local, que conseguiu ver na Astronomia uma mais valia para o desenvolvimento e turismo das ilhas e que criou a primeira legislação do mundo sobre o direito ao céu nocturno. Toda a iluminação pública das ilhas é de baixa intensidade e a luz pública é obrigatoriamente inclinada para baixo, de acordo com a chamada “lei do céu”. Adoptada em 1988 e aprovada em 1992, esta legislação acabaria por ser internacionalizada em 2007 com a Declaração sobre a defesa do Céu Nocturno e Direito à Luz das Estrelas, assinada em La Palma pela Unesco e por um grupo de 23 países, dos quais Portugal não faz parte. (…)»
in P2, Público

"Os telescópios são as únicas máquinas do tempo reais.
Viajamos literalmente ao passado." diz Pérez

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domingo, abril 19



Astrónomos da Agência Espacial Norte-Americana (NASA)
identificaram o buraco negro mais pequeno até agora conhecido.
O J1650 tem uma massa quatro vezes maior do que o nosso Sol
e o tamanho aproximado de uma grande cidade.


Que no espaço de uma grande cidade
caiba uma massa quatro vezes a do Sol,
- a qual é 333 mil vezes a da Terra -,

é caso para nos deixar abismados
com tão absoluta diferença
em relação ao nosso
mundo familiar!
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domingo, janeiro 4



Em 22 de Maio de 2004, 34 cientistas
publicaram no New Scientist uma
“Carta aberta à comunidade científica”
em que argumentam contra a ortodoxia do big bang:

— «O big bang assenta hoje num número crescente de entidades hipotéticas,
de coisas que nunca foram observadas, de que a inflação, a matéria negra
e a energia escura são os exemplos mais flagrantes.

Sem estas entidades haveria uma contradição directa entre as observações
dos astrónomos e as predições feitas pela teoria do big bag.

Este recurso continuado a novos objectos hipotéticos
para tapar o fosso entre a teoria e a observação
não seria aceite em nenhum outro campo da física.

Levantaria, pelo menos, objecções muito sérias
sobre a validade da teoria subjacente.

Mas a teoria do big bang não pode sobreviver sem estes elementos reportados.
Sem o campo hipotético que é o da inflação o big bang não prediz
a radiação de fundo cosmológica homogénea e isótropa tal como é observada,
porque não haveria razão nenhuma para que partes do universo hoje
distantes no céu por vários graus estejam à mesma temperatura e
assim emitam a mesma quantidade de radiação de micro-ondas.

Sem uma certa matéria negra, diferente de tudo quanto
temos observado sobre a Terra,apesar de vinte anos de experiências,
a teoria do big bang faz predições contraditórias sobre a densidade
da matéria no universo. A inflação necessita de uma densidade
20 vezes maior que a implicada na nucleosíntese, que é a explicação
teórica da origem dos elementos leves no quadro do big bang.

E sem a energia escura, a teoria prediz que o universo não tem senão
8 mil milhões de anos, o que é vários milhares de milhões de anos
mais jovem que muitas estrelas da nossa galáxia.


( ) E o que é mais, a teoria do big bang não pode gabar-se de nenhuma predição
quantitativa que tivesse de seguida sido confirmada pela observação.
Os sucessos reivindicados pelos defensores da teoria
devem-se à sua capacidade de se adaptar
retrospectivamente
às observações,

por via dum acrescento continuado de parâmetros ajustáveis,
tanto como a cosmologia geocêntrica de Ptolomeu
necessitava de camadas sucessivas de epiciclos. ( )»

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domingo, dezembro 28


Imagem da superfície de Titã obtida pela Huygens
a 5 km de altitude, durante a sua descida,
a 14 de Janeiro de 2005.


«Em Titã, as nuvens e a chuva são formadas por metano líquido.
Na Terra o metano é um gás inflamável, mas Titã não tem oxigénio
na atmosfera para suportar a combustão. Além disso,

as temperaturas em Titã são tão baixas
que o metano pode existir
na sua forma líquida.

[ ] nuvens colossais de vapor de metano formam tempestades
na superfície de Titã, com este hidrocarboneto a desempenhar
um papel semelhante ao da água na Terra. Os cálculos
mostraram que estas tempestades fortes, que podem
chegar a uma altitude de 35 quilómetros, produzem
nuvens densas de metano e uma precipitação
intensa de gotas líquidas a partir do composto
gasoso, semelhante aos fortes aguaceiros
que vemos na Terra. Esta precipitação
gera acumulações e rios de metano
líquido em Titã, produzindo os
canais observados.

Sendo assim, Titã poderá ter um “ciclo do metano”,
talvez semelhante ao ciclo da água na Terra.»

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quarta-feira, maio 28


(p.f. clique na imagem para aumentar)

Depois de uma viagem de 675 milhões de quilômetros,
percorridos em quase 10 meses, a sonda espacial Fênix
(Phoenix) pousou com segurança no pólo norte de Marte

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sábado, março 29



Com o radar da sonda Cassini, os cientistas mapearam
cerca de 20% da superfície de Titã. Nesta porção,
detectaram-se várias centenas de lagos e oceanos.

Muitos desses "depósitos" possuem, cada um,
mais hidrocarbonetos líquidos
do que todas as reservas
de petróleo e gás
na Terra!

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