quinta-feira, novembro 19

O 1° Presidente da UE

E aí está ele, Herman Van Rompuy, eleito presidente do Conselho Europeu. Como há uns anos questionou Henry Kissinger, então ministro dos negócios estrangeiros dos EUA, se o presidente dos EUA alguma vez quiser telefonar para a "Europa", irá falar com quem? Será o numero de telefone de Van Rompuy que ele agora deverá utilizar...

É uma vitória triste, embora Durão Barroso tenha tentado explicar de forma esfarrapada que esta eleição é sobretudo uma homenagem ao país que até agora "acolheu" o coração das instituiçães europeias. Van Rompuy não é propriamente aquilo que se possa chamar um conciliador, e nem sequer um verdadeiro democrata. Representa uma as forças políticas mais segregacionistas da europa ocidental, sendo um dos últimos exemplos mais gritantes a interdição de venda de bens imobiliários na Flandres (Van Rompuy é Flamengo... flamenguista, mais propriamente) a todo o individuo que não consiga provar a sua origem flamenga! Lei aprovada recentemente enquanto ainda primeiro ministro da Bélgica. É isto uma qualidade para um Presidente da União Europeia? Não, não o é certamente. Será talvez um "fantoche" fácil nas mãos de Sarkozy e de Merckel que firmemente apoiaram a sua candidatura (eles lá sabem porquê...), mas não mais do que isso. A Europa perdeu uma excelente oportunidade de eleger um simbolo forte para uma democracia a 27.



Baronesa Cathy Ashton, eleita
Alta Representante para a Diplomacia Internacional

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quinta-feira, novembro 12

Eleição do(a) Presidente do Conselho Europeu

Ok, eu voto nesta!

"Vaira Vīķe-Freiberga (also known as Vaira Vikis-Freibergs) was the 6th President of Latvia and first female President of Latvia and of eastern Europe. She was elected President of Latvia in 1999 and re-elected in 2003.
Dr. Vaira Vike-Freiberga is a professor and interdisciplinary scholar having published eleven books and numerous articles, essays and book chapters in addition to her extensive speaking engagements. As President of the Republic of Latvia 1999-2007, she has been instrumental in achieving membership in the European Union and NATO for her country. She is active in international politics, was named Special Envoy to the Secretary General on United Nations reform and was official candidate for UN Secretary General in 2006. She remains active in the international arena and continues to speak up in defense of liberty, equality and social justice, and for the need of Europe to acknowledge the whole of its history. In December 2007 she was named vice-chair of the Reflection group on the long term future of the European Union. She is also known for her work in psycholinguistics, semiotics and analysis of the oral literature of her native country."

Artigo extraído da Wikipédia

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sábado, dezembro 22

O Horror Azul!

Que dias fantásticos!
Um sol incrível e um céu azul, limpo, de um azul incandescente que muito raramente inunda este canto mofento, ao centro da Europa plantado. Uma verdadeira prenda de Natal e fim de ano que ultrapassa em espectacularidade e fascínio o governo de emergência proclamado, ao fim de quase 7 meses de guerrilhas, pela ratazana-mor do regime surrealista deste reino de Astérix, personificado pela figura do ex-actual-e-ainda primeiro-ministro Verhofstadt (atenção, “stadt” deve ser pronunciado de forma breve e seca...).

O gelo, branco, inunda a cidade, árvores e telhados, substituindo-se à neve desejada mas ausente e afastando a detestável chuva miudinha, habitué destas paragens.
Mas, como em tudo o que acontece de bom neste país, o perigo espreita, e, pasme-se! atingem-se os níveis mais elevados de poluição do ano! Como é que é possível que nesta terra os dias mais belos, que provocam largos sorrisos de uma alegria explosiva no rosto de todos os que se passeiam deliciados pelas ruas, sejam assombrados pelos alertas constantes dos orgãos de comunicação e polícia, do perigo de sujeição a gases tóxicos??? As viaturas estão sujeitas a tolerância zero no caso de ultrapassarem os 50 ou 70 km/h, mesmo em auto-estrada; as pessoas são aconselhadas a viajar de transportes públicos e uma cidade chegou mesmo a eliminar a cobrança de bilhete de transporte para incentivar o seu uso nestes dias. Está bem de ver que o verdadeiro Papão deste país, pior que qualquer cidadão que não fale Flamengo, não é muçulmano, não é Valão, o verdadeiro perigo que espreita este país, meus caros, chama-se: Bom Tempo!

É isso mesmo, ouviram bem, o Bom Tempo neste país é considerado o inimigo número 1 dos cidadãos! O tempo ideal é só mesmo o de aquela chuvinha miudinha, atrasada mental, que enerva qualquer epicuriano que se preze. Explicação científica: O dióxido de carbono e outros poluentes gasosos podem agarrar-se às partículas de água e serem mais facilmente lançados nos esgotos e, claro, nos lençóis freáticos do solo, protegendo um pouco mais o ar que respiramos... Relativamente à água, extremamente poluída, não há problema! eles adicionam outros químicos para a tornar menos perigosa à utilização da população...
Há paciência? Não, não há.

E assim termina mais uma história de horror, pouco propícia à época natalícia, bem sei, mas bem real e instrutiva sobre as maravilhas económicas da produção desenfreada e bem maquilhada. Para quando uma versão ecológica dos contos de Charles Dickens com um Mr. Scrooge Liberal a receber as lições do futuro intoxicante que nos espera?

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quarta-feira, novembro 28

Parlamentar

É sempre impressionante estar dentro do lugar, sentir a atmosfera quase mística daquele que é o centro de decisão das nossas vidas.

Aqui, onde se discutem matérias importantes que regulamentam o tamanho das batatas, das cenouras, tomates e outros. Aqui, onde se regulamenta como serão as regras de utilização do fogo de artifício (a propósito sabiam que os airbags funcionam por fogo de artifício? Não? Pois é, pois é...).

Enfim, a guerra e a paz, a fome e a abundância.

Aqui, onde trabalham 20 a 30 mil pessoas, onde os dossiês passeiam três, quatro ou mais vezes até atingirem o consenso. Aqui, enfim, aqui onde a nossa economia política e a nossa política económica é determinada em função das necessidades... ora pois... necessidades de quem?

Eu, por mim gostei da cerveja e do chocolate.
Sim, sim, que isto da política não é pêra doce... há que adocicar o engenho...

Ah pois é...

(Fotos: Ant)

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