quarta-feira, outubro 21

“Senadores”

“Como é possível que, nos dias de hoje, com a reputação dos políticos na rua da amargura, haja alguém que não faça pelo menos o tempo de cerimónia antes de renunciar a um mandato de deputado para que nem sequer chegou a tomar posse?
A resposta seria naturalmente: não é possível. Mas foi. E o seu autor, que consegue sempre surpreender, chama-se João de Deus Pinheiro, que, como é sabido, nunca foi dado a “chatices” políticas.
Em tempos idos, ele bem se tentou queixar da imprensa por lhe ter dado a fama de “bon vivant”.
Pelos vistos, nesta sua breve reaparição na política activa, o ex-ministro e ex-comissário europeu não quis deixar os seus créditos por mãos alheias.
Mas o pior de tudo não são as acções destes pseudopolíticos da nossa praça. O que torna os seus actos lesivos para todos nós é o facto de a imprensa ser conivente com estes personagens.
A verdade é que, quando precisa de um bom título ou de frases fortes para vender notícias, João de Deus Pinheiro e outros como ele são rapidamente elevados à categoria de senadores políticos, prontos a dar conselhos e lições de moral à “ralé”.
Correndo o risco de passar por censora, arrisco o conselho: Jornalistas, por favor, não dêem palco a quem tão pouco respeito demonstra pela democracia.”

(Raquel Abecasis, in “Página 1” de 19/10/09)

1 Comentários:

Às 21 outubro, 2009 12:49 , Blogger Ferreira-Pinto disse...

Já deram palco, meu caro, já deram!

 

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