segunda-feira, outubro 19

O problema mais importante do País

“Um desafio para passar do diálogo à prática. Foi desta forma que José Manuel Pureza, líder parlamentar do Bloco de Esquerda (BE), classificou o diploma entregue sexta no Parlamento e que visa legalizar os casamentos homossexuais.”

Claro que é um desafio para testar o Governo PS porque não é, de modo algum, o problema prioritário com que o País se debate. Ainda ontem vi na TV uma família, homem, mulher e três filhos, que vivem numa furgoneta abandonada. Tomam banho atrás de uma placa de tabopan, o pai ou a mãe despejando garrafões por cima, com água que vão buscar à estação de serviço próxima, onde também vão fazer as suas necessidades fisiológicas. O homem dorme na viatura e a mulher e os três filhos vão fazê-lo num quarto de um senhor que vive num T1 e que tem a filha a trabalhar na Suíça, mas quando ela vier, têm de sair e assim se vão ajudando, esquecidos da Câmara e da Misericórdia e de todos, que deviam ajudar e não ajudam. Chama-se a isto solidariedade social, onde todos se procuram ajudar mutuamente. Comoveu-me o miúdo mais velho, que anda na Escola no 1º Ciclo, dizer que se envergonhava que os colegas de turma soubessem onde vivia.

Onde vive o sr deputado José Manuel Pureza?

Não sou contra o casamento dos homossexuais, se querem casar, que casem. Se querem alterar o Código Civil, que alterem. Não chateiem!

10 Comentários:

Às 19 outubro, 2009 10:39 , Blogger Ferreira-Pinto disse...

O paradoxo nisto tudo é, e ainda há dias o PÙBLICO falava disso, como é que a União Europeia falha clamorosamente nas políticas de inserção social e combate à pobreza quando desperdiça tanto dinheiro noutras coisas!

O mesmo sucede em Portugal onde casos destes, infelizmente, vão grassando sem que pareça possível encontrar-se uma fórmula e uma prática capaz de impedir situações como essas.
Vai valendo, muitas vezes, a solidariedade de vizinhos e amigos!

Quanto ao gesto do Bloco de Esquerda, prova apenas que essa malta anda mais preocupada com a táctica política do que com a realidade!

 
Às 19 outubro, 2009 12:05 , Blogger Peter disse...

Ferreira Pinto

Durão Barroso, num programa na Sic Notícias, de sexta, ou sábado, mas depois da 01.00h, como convém, referia-se ao facto dos dinheiros da UE terem sido mal aplicados em vários países, entre eles Portugal. Houve verbas perdidas por não terem sido apresentados projectos para a sua aplicação.

Evidentemente que o PS foi o vencedor das Legislativas e portanto será o seu programa que orientará a política do novo Governo. Poderá fazer concessões, para acordos pontuais com outro partido, ou partidos, mas numa base de reciprocidade.

Como é óbvio,o BE, lá por ter 16 deputados na AR não se pode arrogar o cumprimento do seu (deles) programa, pois corre o risco do Governo de Sócrates ir ao ar e, em novas eleições, os votantes PS acordarem da sua letargia e voltarem a dar-lhe a maioria, relegando o BE para a sua posição natural: atrás do PCP. É a fábula da rã e do boi, inchou tanto que rebentou.

Espero que sim.

 
Às 19 outubro, 2009 14:29 , Blogger antonio - o implume disse...

Bolas! Fica-te bem essa fúria... E Van Zeller que acusa o país de particar ordenados de luxo, não o dele, mas os que ganham o ordenado mínimo nacional!

 
Às 19 outubro, 2009 17:17 , Blogger Peter disse...

Antonio

O último e-mail que me mandaram era sobre os rendimentos auferidos por Miguel Portas e a sua companheira. Circula por aí na NET.

Ordenados de luxo os que ganham o "ordenado mínimo nacional"? Essa não cabe na cabeça de um careca.
Agora é um facto que anda por aí muita gente que recebe o OMN que na realidade mal dá, ou não dá para a pessoa viver e que sobrevivem com os "biscates" e de que maneira! É preciso controlo, de modo que os mais velhos e carentes possam ser melhor. protegidos.

 
Às 20 outubro, 2009 00:33 , Blogger Meg disse...

Peter,

Então o casamento dos homosexuais é um problema nacional?
Esses "meninos" andam a brincar com o "pagode", desculpa.

Eles - vê o caso do Miguel Portas -
querem todos o mesmo, um tacho, de preferência na estranja e bem remunerado!
E se podem levar a companheira, neste caso, é fartar vilanagem... querem lá saber de ética, honra, vergonha na cara.
Retórica, meu caro.
E como dizes, tanto incham que um dia explodem... o pior é que ainda levamos com os estilhaços.

E nem durmo com o problema dos casais homosexuais!
Desculpem, mas é coisa que não me tira o sono.

Os que têm fome, SIM!!!

Não há pachorra!

Um abraço

Um abraço

 
Às 20 outubro, 2009 00:57 , Blogger Peter disse...

Meg

A mim também não me tira o sono. Quero lá saber do casamento dos homossexuais, o que me preocupa é o desemprego, os "novos pobres" a somar aos outros 2 mihões que já existiam, a Justiça que não temos e a insegurança em que vivemos.

O BE é tudo "show-off" e confio em que o PCP, como oposição, assuma as suas obrigações históricas junto do povo português, que somos nós todos e não o "povo(léu)" como outro dia um pseudo-intelectual veio para aí escrever.

 
Às 20 outubro, 2009 18:06 , Blogger www.angeloochoa.net disse...

Mudando de assunto ( ou quiçá NÃO):

Passo a transpor – transcrito ipsis verbis – e-mail recebido hoje, 20, traduzindo um comum sentimento da Igreja que está em Portugal sobre o infeliz caso (eu diria que «publicitário») dum tal senhor escritor…
:
Oportunidade para valorizar a cultura bíblica:

A polémica despoletada pelas declarações de José Saramago a respeito da Bíblia, que classificou como “um manual de maus costumes, um catálogo de crueldade” deve levar a Igreja Católica a valorizar a cultura Bíblica e combater a ignorância a respeito desse texto fundamental.
Em declarações à Agência ECCLESIA, D. Manuel Clemente, Bispo do Porto e presidente da Comissão Episcopal responsável pela área da cultura, indica que "uma personalidade como José Saramago, que tem mérito literário inegável, deveria ser mais rigoroso quanto fala da Bíblia, porque não se pode dizer dos factos e dos autores bíblicos o que Saramago diz”.
O Bispo do Porto afirma que “bastaria ler a introdução a qualquer livro da Bíblia, nomeadamente o Génesis, para saber que são leituras religiosas acerca do história de Israel”, depois recolhidas como” história bíblica para todos os cristãos e todos os crentes”.
D. Manuel Clemente diz que Saramago utilizou um discurso de “tipo ideológico, não histórico nem científico” e revela uma “ingenuidade confrangedora” quando faz incursões bíblicas.
Já o Pe. Manuel Morujão, secretário da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), lamenta a “superficialidade” com que Saramago se debruçou sobre a Bíblia, considerando que “entrar num género de ofensa não fica bem a ninguém”, sobretudo a quem tem um estatuto de prémio Nobel da Literatura.
“Uma crítica não deve ser uma ofensa, deve ser feita com respeito e humildade. Há aqui um claro exagero, que não gostávamos de ver nele (José Saramago, ndr)”, acrescenta, antes de considerar que as afirmações do Nobel da Literatura “ferem os sentimentos” de mais de 2 mil milhões de crentes.
Para o biblista português Fernando Ventura, Capuchinho, José Saramago tem a exigência intelectual de se informar antes de escrever.
“A Bíblia pode ser lida por alguém que não tem fé, mas supõe alguma honestidade intelectual de quem o lê”, afirmou, acusando Saramago de “uma falta gigantesca” dessa honestidade.
Mais grave, acrescenta o Pe. Ventura, é o desconhecimento “do que são géneros literários” ou do lugar do “mito” na literatura, o que considera especialmente negativo num escritor, que se debruçou “sobre um âmbito que não domina”.
“Não saber situar o texto no contexto é imperdoável para um escritor”, atira.
O biblista espera que esta polémica sirva como “provocação” para que os católicos se questionem sobre a melhor maneira de responder a um “golpe publicitário” que atinge um meio marcado por uma “atroz ignorância bíblica”.
Apesar de admitir a ignorância de muitos católicos em relação à Bíblia, o Pe. Manuel Morujão diz que um escritor da craveira de José Saramago tem mais responsabilidades do que o cidadão comum. Para o secretário da CEP, o “estatuto Nobel” não lhe dá o direito de entrar em campos que “não conhece suficientemente”.
“A Bíblia, que tem 76 livros, tem de ser interpretada na diversidade dos géneros literários”, aponta.
Este responsável diz mesmo que esperava “mais” do prémio Nobel, “independentemente da sua ideologia”, e recomenda “humildade” nas opiniões, para que estas não se apresentem como “pseudodogmas”.
O Pe. Manuel Morujão conclui desejando que se promova “muito mais a cultura bíblica” e o conhecimento de um texto em que “Jesus até manda amar os inimigos”.

 
Às 20 outubro, 2009 22:24 , Blogger Peter disse...

www.angeloochoa.net

Desculpa, mas não faço no meu blogue, propaganda gratuita a esse senhor que de "velho estalinista se tornou num astuto vendilhão do seu proprio templo".

 
Às 21 outubro, 2009 08:40 , Blogger www.angeloochoa.net disse...

Peter, vai desculpar, mas
me entendeu mal, «propaganda» e «lavagem a cérebros» é especialidade desses srs que em gulags mataram mais do que o tenebroso Hitler. Apenas defendo doutrina em que creio por experiência vivida e aleitamento, educação encaminhamento que bendigo. E mais defendo a dignidade de um texto que com o Corão, seu paralelo, é ponto de honra de as 3 grandes religiões monoteístas do Planeta. Não é agora um mercador de livros que achincalha tudo em quanto por vida creio!

 
Às 21 outubro, 2009 18:43 , Blogger Peter disse...

www.angeloochoa.net

“Comecei a minha carreira de jornalista (Graça Franco) no “Diário de Notícias”. Tinham passado ainda poucos anos da breve passagem de Saramago pela direcção do jornal. Não deixara saudades. Ficou a imagem de perseguidor feroz dos adversários, numa passagem tristemente marcada pelo saneamento político de dezenas de jornalistas.
(…)
Tem Saramago direito a propagar o seu jacobinismo e dizer o que pensa. Até de declarar guerra a Deus e às religiões, embora o respeito pela liberdade dos outros aconselhasse, aqui como em tudo, a dispensa do insulto fácil.
(…)”

Aos crentes, resta: não comprar…

 

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