domingo, setembro 21

Um pequeno e primoroso conto de Miguel Troga
que se lê, deliciado, com um sorriso nos lábios:




«Aqui, a minha imaginação detém-se um pouco.
O meu D. Quixote perdeu o Sancho e é português.
De natural impetuoso, não tem a loucura mística
do da Triste Figura, nem é casto.

Por isso eu hesito [ ]
Bem sei que não há façanha nossa
sem a marca fatídica do sexo,

e que, se a condição é essa,
é bonito que seja assim.»

:)
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9 Comentários:

Às 21 setembro, 2008 17:43 , Blogger leonor costa disse...

Olá, Peter!

Boa sugestão para uma seguinte leitura.

Obrigada pela visita

Abraço

 
Às 21 setembro, 2008 18:59 , Blogger Peter disse...

Leonor

A visita foi minha, mas o texto e a sugestão de leitura é do Vasco (vbm).

Abraço

 
Às 22 setembro, 2008 18:05 , Blogger Blondewithaphd disse...

Torga é sempre Torga, é sempre a força da escrita! Aquele telurismo...

 
Às 22 setembro, 2008 20:49 , Blogger Carol disse...

Torga... O nome diz tudo!

 
Às 23 setembro, 2008 03:40 , Blogger Olhos de mel disse...

Essa é uma diferente visão do D. Quixote. Mas tão maravilhosa quanto. E real.
Boa semana! Beijos

 
Às 23 setembro, 2008 09:11 , Blogger vbm disse...

Leste a estória, olhos de mel? :)

Na verdade, aquela era uma teimosia fadista, a do Senhor Ventura! Que se passeou do Alentejo à China, ida-volta-ida! Ao princípio, sorridente e optimista, por fim, duro, realista, fatal.

 
Às 23 setembro, 2008 12:05 , Blogger Peter disse...

Hoje vou comprar o livro, embora ande a ler: "O assassino de Salazar", de Joel Costa, um "self-made-man", homem das 7 profissões mais díspares.

 
Às 23 setembro, 2008 13:20 , Blogger vbm disse...

é uma coisa simples,
mas de escrita primorosa.

 
Às 27 setembro, 2008 11:53 , Blogger Peter disse...

"Não me resigno à ideia de ter vindo à luz neste tempo e numa terra durante séculos inquieta de descobrir e saber, e depois tragicamente adormecida para tudo o que não seja olhar-se e resignar-se."

 

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