quinta-feira, setembro 18

Colisão de dois enxames de galáxias


Novas pistas quanto à ”black matter” (matéria escura)?

O que acontece quando dois dos objectos maiores do universo colidem? Ninguém está completamente seguro, mas a colisão está a fornecer indícios quanto à natureza da misteriosa “matéria escura”. No caso de MACSJ0025.4-1222, dois enormes conjuntos de galáxias foram descobertos a colidir lentamente durante centenas de milhões de anos, e o resultado foi viso pelo telescópio espacial Hubble na luz visível e pelo telescópio espacial Chandra de raios X.
Na imagem acima, a posição e as distorções da lente gravitacional das galáxias mais distantes permitiram aos astrónomos determinar computacionalmente o que aconteceu à matéria escura do novo enxame (“cluster”) de galáxias. O resultado indica que esta colisão enorme fez com que parte da matéria escura dos conjuntos se separasse em matéria normal.

A matéria escura na imagem está representada com a cor matiz roxa difusa e a matéria normal quente, vista pelo raio X, em cor-de-rosa (as cores são fictícias).
MACSJ0025 contem centenas de galáxias, num enxame de aproximadamente três milhões de anos luz, que se expande por seis biliões de anos luz em direcção da constelação “Monster Whale”.

(Credit: NASA, ESA, CXC, M. Bradac (UCSB) & S. Allen (Stanford) )

P.S. – Aconselhamos a ver o vídeo na “hiperligação” NASA.

10 Comentários:

Às 18 setembro, 2008 01:20 , Blogger Peter disse...

NOTA

Na hiperligação NASA veja o vídeo "Hubble's wide Field Camera 3".

 
Às 18 setembro, 2008 02:01 , Anonymous investment advice disse...

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Às 18 setembro, 2008 02:04 , Anonymous voda earth disse...

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Às 18 setembro, 2008 12:54 , Blogger vbm disse...

No vídeo é dito: vamos observar as galáxias jovens (2*10^9 anos)! Não entendo como é isso possível!? porquanto tal foi há 11*10^9 anos e há outro tanto tempo que já não existem!

 
Às 18 setembro, 2008 15:09 , Blogger Peter disse...

Não percebo onde foste buscar esses números.
Há aqui vários aspectos que me chamaram a atenção. O principal foi a transformação de parte da "matéria negra" em "matéria normal". Depois o facto da "lente gravitacional" ser resultante da acção da força negra, o facto do novo equipamento a instalar no Hubble permitir ver no campo do infra-vermelho, portanto num comprimento de onda superior ao da luz visível, o que nos permitirá ver mais longe e aquilo que já sabemos: que a matéria visivel é apenas 2% do Universo.

 
Às 18 setembro, 2008 15:29 , Blogger Peter disse...

vbm

Num dos vídeos fala-se em 2% de matéria bariónica e no outro em 10%. Julgo que será de aceitar 25% no máximo, pois é o que sempre tenho lido. Para já, será difícil uma certeza.

 
Às 18 setembro, 2008 22:20 , Blogger vbm disse...

O que me confunde nessa questão de ver as galáxias distantes quando eram jovens (com 2 mil milhões de anos, sendo a idade do universo de 13.7 mil milhões) é entender o que significa isso!? Se vejo um filme ou retrato de mim próprio com 3 ou 4 anos, de mim só me apercebo, digamos, o aspecto que então tinha. Vamos ver no Hubble o aspecto das galáxias «jóvens', quer dizer o quê? A radiação, o tipo de radiação que então emitiam? a temperatura que tinham? a luminosidade? E isso vai poder significar o quê?

Quanto à matéria negra, se é 'detectada' é por ter características semelhantes ao que conhecemos; se não, só estranharíamos o eventual comportamento bizarro da matéria conhecida...

 
Às 18 setembro, 2008 23:29 , Blogger Peter disse...

Procura-se ir o mais recuado possível para compreender o nascimento e evolução do Universo.
Será possível observar momentos ainda mais recuados do Universo?
Em princípio sim. Não com os fotões detectados pelos nossos telescópios, mas com outras partículas muito mais penetrantes tal como os raios x, os neutrinos e os gravitões. A astronomia de neutrinos poderá levar-nos ao primeiro segundo do Universo, enquanto a astronomia gravitacional nos dará acesso praticamente ao próprio Big Bang.

A existência da "matéria escura" foi pressentida há mais de 70 anos pelo astrónomo suíço Fred Zwicky e muitas vezes confirmada desde então. Se as galáxias, como a nossa, contivessem apenas as estrelas e nebulosas que observamos com os nossos telescópios, as estrelas escapar-se-iam rapidamente para desaparecerem nos espaços intergalácticos.
Deve haver uma outra componente das galáxias, invisível (ou seja, que não emite fotões), cerca de 10 vezes mais maciça que a soma das estrelas e das nebulosas e que tem a propriedade de atrair os corpos que a rodeiam. É o que chamamos "matéria negra".

 

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