terça-feira, dezembro 9

Lamentável…

Não é minha maneira de ser enfeitar-me com penas de pavão, ou pretender aparentar aquilo que não sou. Manifestei o meu apreço pelo seu blogue, tenho-o nos meus links, vou continuar a tê-lo e a lê-lo.
Tudo o que sei sobre os assuntos que trata no seu blogue tem sido adquirido por leituras, ou pesquisas no Google, como é o caso do texto que lá deixei, pois não tenho estudos universitários nesse âmbito.

Lamentável é que certos blogues fiquem ofendidos por opiniões divergentes, em vez das discutirem.
Posto isto, passo a transcrever o texto em questão, fruto das minhas pesquisas no Google:

“ Mather e Smoot, Prémio Nobel da Física 2006 pelas suas contribuições para o esclarecimento da natureza e das anisotropias da radiação cósmica de fundo (RCF) que banha o universo, trabalharam juntos na construção e no lançamento em 1989 do satélite da NASA Cosmic Background Explorer (COBE) destinado a observar os sinais residuais do Big Ban. Em Abril de 1992 anunciaram a detecção dos mais antigos vestígios do calor residual dessa explosão e, além disso, a descoberta que iludiu os cientistas durante décadas, a existência de variações de temperatura da RCF, relíquias fósseis da explosão primordial que deu origem ao universo, e indicativas das suas primeiras estruturas. Segundo George Smoot: “essas medidas vieram confirmar a nossa representação do Big Bang. Ao estudar as flutuações da RCF de micro-ondas, encontrámos o instrumento que nos permitiu explorar o universo primordial, ver como evoluiu e de que é feito. Estas pequenas variações são registos de pequeníssimas deformações no tecido do espaço-tempo originadas pela explosão primordial. Foram produzidas no momento em que o universo que hoje vemos era tão pequeno que não havia espaço suficiente para um único protão. Durante milhares de milhões de anos, a gravidade ampliou essas deformações dando origem às galáxias, enxames de galáxias, e a grandes espaços vazios.”

“ As medidas iniciais de temperatura da RCF obtidas por Penzias e Wilson, quando acidentalmente a descobriram em 1965, indicavam que a temperatura era independente da direcção, isto é, que a radiação era isotrópica, com uma precisão de cerca de 10%. Medidas mais precisas revelaram posteriormente que numa dada direcção a temperatura era cerca de 0,001 K mais elevada num dos sentidos relativamente ao sentido oposto. É o que se chama anisotropia dipolar e é interpretada como sendo devida ao movimento da Terra através da RCF. Foi então que em 1992, as equipas do COBE encontraram anisotropias (da ordem de um para 100 000) para separações angulares muito menores (para ângulos da ordem de 7º). Estas pequenas flutuações de temperatura estão directamente relacionadas com variações da densidade de energia, as quais estão na origem dos processos de formação de estrutura no universo primitivo.

Antes destas descobertas pensava-se que o Big Bang não era capaz de explicar a formação de galáxias e enxames de galáxias pois previa um universo espacialmente homogéneo e isotrópico. Mas o mais surpreendente é que o nível de anisotropia encontrado pelo COBE é precisamente o indicado para que essas estruturas se possam formar. Se tivesse sido encontrado um nível de flutuações correspondentes a uma parte em 200 000, por exemplo, então as galáxias não encontrariam as sementes de condensação necessárias para a sua formação.

Smoot recorda que quando começou a sua carreira, a cosmologia não era considerada por muitos físicos como uma verdadeira ciência, mas como uma área marginal, muito especulativa. Hoje, na sequência destas descobertas em que Mather e Smoot estiveram envolvidos, a cosmologia é considerada uma ciência de precisão, capaz de testar os vários modelos teóricos que vão sendo propostos. E o modelo padrão da cosmologia, o Big Bang, é hoje uma teoria bem fundamentada sobre a origem do universo.”

Paulo Crawford
Departamento de Física da FCUL

(texto do GOGLE)

5 Comentários:

Às 09 dezembro, 2008 12:05 , Blogger antonio - o implume disse...

Sinto aqui uma onda de calor dirigida... be cool.

 
Às 09 dezembro, 2008 12:14 , Blogger vbm disse...

:) Será que os especialistas detestam os amadores...? Mas é parvoíce, pois são distintos os domínios da comunicação: - eles entre si, controlados pelos seus pares; nós, mais livre e imaginativamente, carreando palavras sobre o que gostamos. Adiante. Que nos corrijam, muito bem. Que desprezem, é parvoíce.

E para mais escândalo! lol, quer de especialistas quer de amadores informados, deu-me para imaginar que o universo pode sofrer topologicamente transformações do espaço e do tempo de tal modo que galáxias distantes se tornem próximas e vice-versa. Como na topologia, a «transformação do padeiro», o tempo dobrado, amarfanhado, o espaço amarrotado, alterando as posições relativas dos objectos no espaço, dos pontos específicos da massa do pão batida...

De resto, será impossível que o espaço e o tempo não sejam senão uma impressão falaciosa dos sentidos? Leibniz entendia que sim, porquanto o espaço, a matéria extensa, era subdivisível ad infinitum e, por essa razão, o universo não poderia compor-se nem de átomos, nem de 'tempos-de-Plank', nem de partículas, mas de algo imaterial, porquanto a divisibilidade sem fim da matéria originar-se-ia ou fundar-se-ia em algo simplesmente imaterial, incomensurável com o universo das coisas detectáveis, narráveis, explicáveis...

Agora é que o teu 'crítico-cientista' espuma de raiva! lol

 
Às 09 dezembro, 2008 15:20 , Blogger Ferreira-Pinto disse...

Dor de cotovelo de alguém ante o que aqui escreve, Peter?

 
Às 09 dezembro, 2008 18:48 , Blogger Peter disse...

Vou seguir o conselho do António:

"be cool"

 
Às 09 dezembro, 2008 19:12 , Blogger Tiago R Cardoso disse...

o problema de muita gente é que anda la´em cima, acham eles e depois não aceitam a opinião de quem gosta e quer saber.

O Peter já mostrou por diversas vezes o seu interesse e a pesquisa que faz, mostrou um gosto mesmo, como já dissestes não seres especialista.

Força com o esse teu gosto, como já te disse aprecio bastante a matéria.

 

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