terça-feira, dezembro 2

Atenas – Acrópole (as Cariátides)



As Cariátides no Erection, são colunas com a forma de estátuas de mulheres, que suportam na cabeça todo o peso do entablamento e da cobertura do templo de Erecteion, dedicado a Erecteu, rei mítico de Atenas.
Numa das duas versões do mito, ele é identificado com Erictônio, meio homem, meio serpente (e daí existir no templo uma serpente, a quem se oferecia uma maçã, sendo mau presságio se ela a recusasse) e cujo nome significa “nascido do solo”, o que denuncia as suas origens ctónicas.
O nome de Cariátides era devido ao facto de serem donzelas originárias de Cárias, cidade grega da Lacónia.

O templo, construído entre 421 e 405 a. C. por Menésicles, é tido como o mais belo monumento em estilo Jónico e serviria também, sob o ponto de vista arquitectónico, para contrabalançar discretamente o Partenon.

Foi um prazer poder fotografá-las.

(foto Peter)

8 Comentários:

Às 02 dezembro, 2008 17:46 , Blogger Ferreira-Pinto disse...

A explicação toca nos pontos essenciais sendo, se se quiser, um excelente exemplo do que pode ser uma fotolegenda.

A foto, depois de ampliada, revela pormenores soberbos.

Em jeito de nota de rodapé, e se me é permitido, recebeste um mail meu no "bric-a-brac"?

 
Às 02 dezembro, 2008 18:37 , Blogger Peter disse...

Ferreira-Pinto

Há semanas que não vou a esse endereço que é um endereço de "circunstância".
Por favor, escreve-me para c_oliveira@netvisao.pt
ou para
conversas.xaxa@gmail.com

Estes são os que visito diariamente, principalmente o primeiro onde vou várias vezes ao dia.

Vou então à "selva" do bric_a_brac@sapo.pt

 
Às 02 dezembro, 2008 19:13 , Blogger Peter disse...

FP

Tenho lá 259 e-mails mas lá descobri o seu e já respondi afirmativo. Diga se recebeu.

Abraço,
Peter

 
Às 02 dezembro, 2008 19:25 , Blogger Tiago R Cardoso disse...

interessante e excelente explicação.

adoraria ir ali.

 
Às 02 dezembro, 2008 22:03 , Blogger vbm disse...

Peter,

Não sei se confirmas, mas um dia soube uma coisa sobre o Parténon que me deixou abismado de surpresa. Foi isto: - Sempre supus que o estado de ruína era devido à usura do tempo. Pois, uma vez li que não! Parece que o Parténon foi bombardeado pelos Turcos, creio, no século XIX, dado que para aí se abrigar recuou o exército grego! Assim, o desmoronamento principal deveu-se a esse ataque de artilharia! Será verdade?

 
Às 02 dezembro, 2008 22:22 , Blogger tulipa disse...

DEZEMBRO COMEÇOU MUITO GELADO
o meu coração também está gelado, este frio não ajuda a aquecer...
nem o que me rodeia!!!

Tenho andado um pouco ausente, 1º porque estive 10 dias fora de Portugal, fui de férias à Índia. Cheguei dia 20 e deparei-me com uma situação muito grave de doença na família, que me tem deixado de rastos...sem vontade de nada...
Minha sobrinha com apenas 26 anos está muito mal à espera de um transplante de coração...
Dói muito sentir a impotência de nada poder fazer...quando amamos esse alguém, tão jovem que é.

Deixo-te um abraço de alguém que precisa de sentir que me abraçam de verdade.

 
Às 03 dezembro, 2008 00:10 , Blogger Peter disse...

vbm

O estado de ruína do Parténon não se ficou a dever em exclusivo à fricção do tempo. Foi preciso chegar a 1687 para que uma bala de canhão oriunda de um navio veneziano da armada de Morosini acertasse em cheio no edifício, então reduzido à pouco nobre condição de paiol de munições turco. A explosão escaqueirou o Parténon, mas não impediu que os turcos continuassem a usar a Acrópole como fortaleza militar por mais de um século. Eles nunca se mostraram muito dados à apreciação de tais monumentos: outra vítima célebre, o pequeno templo de Nike Athena, foi ali destruída para dar mais espaço à artilharia otomana...
No início do século XIX as esculturas estavam a ser canibalizadas para a construção de casas e reduzidas a cinzas em fornos de cal!

Mais tarde, o embaixador britânico Thomas Bruce mandou copiar com moldes de gesso, algumas esculturas, para decorar a mansão que oferecera à sua mulher como prenda de casamento. A páginas tantas, Elgin resolveu mudar os seus planos e dedicar-se antes a "salvar" os frisos. Aproveitando a sua condição de embaixador e a crescente influência britânica na zona, pediu e obteve autorização para levar para o Reino Unido "algumas" peças. Esta palavra ainda hoje é alvo de controvérsia, pois o original turco da autorização concedida a Elgin está perdido há muito, restando apenas uma tradução italiana que usa a palavra "qualche", que tanto pode significar "umas poucas" ou "quaisquer". O bom embaixador decidiu-se alegremente pela segunda hipótese, lançando sobre o Parténon uma equipa de 300 homens que se dedicou, durante um ano, a retirar, nem sempre com muito cuidado, as peças que podemos admirar no British Museum e a deixar na estrutura remanescente os feios buracos que ainda hoje tanto irritam os gregos. Os denodados operários até terão serrado algumas esculturas, para facilitar o seu transporte...

 
Às 03 dezembro, 2008 00:19 , Blogger Peter disse...

tulipa

Gostaria de visitar a Índia pois os seus templos são um património arquitectónico e escultural notável, mas será País onde nunca irei devido à extrema falta de higiene. Por outro lado não aceito, nem concebo, o sistema de "castas".

Lamento imenso o teu problema familiar. Parece que o Destino, ou lá o que for, retira com uma mão o que dá com a outra.

 

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