domingo, setembro 28


A metáfora da memória como aviário
img in externalismo.blogspot.com
«Vê então, se também é possível possuir assim o saber, sem o ter.
É como se alguém tivesse caçado umas aves silvestres, pombas
ou quaisquer outras, construísse em casa um pombal e
tomasse conta delas; diríamos que de certo modo
sempre as tem, porque sem dúvida as possui,
não?» (Platão, Teeteto, 197c)

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4 Comentários:

Às 28 setembro, 2008 18:19 , Blogger Peter disse...

Assim também eu aprendia Filosofia, ou talvez não...

 
Às 28 setembro, 2008 21:40 , Blogger vbm disse...

Lol. Mas, nota, é a única maneira de a aprender!

 
Às 29 setembro, 2008 16:10 , Blogger Maria disse...

Que o divino me perdoe a heresia, mas a primeira coisa que me ocorreu ao ver a imagem foi a de Maria com o Divino Espírito Santo à cabeça (pelos vistos acompanhado… o maroto).
O que me leva ao comentário do texto:
"Diríamos que de certo modo sempre as tem, porque sem dúvida as possui, não?»

Ora no plano bíblico, pode possuir-se sem se ter, mas no plano terreno, homens e mulheres não podem dar ao luxo de possuir sem ter. Quando muito podem “usar” por empréstimo temporário algumas coisas. A mim não me parece que o Saber faça parte da lista do que se pode usar sem se ter. (não confundir Saber, com os bitaites que alguns ostentam)

 
Às 29 setembro, 2008 23:10 , Blogger vbm disse...

Maria, :) dizes: saber não faz parte da classe de 'coisas' que se pode usar sem ter! :) Pode ser, amiga, eu confesso que já nem lembro bem a que propósito me deparei com esta imagem no google, mas ela faz referência a um belíssimo e profundo diálogo de Platão, o Teeteto que procura perceber o que é isso do «saber»... A metáfora do aviário vem a propósito do papel auxiliar da memória na construção do saber. E o filósofo brasileiro daquele blog descobriu aquela imagem e lembrou-se logo do diálogo... :) Nessa pesquisa, Platão tenta descrever o saber, sucessivamente, como «a percepção», «a opinião verdadeira» e finalmente como «o signo pelo qual algo difere de tudo o mais» que, bem vistas as coisas, talvez seja o modo real de construir o conhecimento: na base, estão os elementos simples, os elementos primeiros dos quais, nós e todas as coisas nos compomos e que, em si, não têm explicação, apenas podem ser nomeados, i.e., serem um signo de «algo que difere de tudo o mais», simples, indecomponível, algo em função do qual se erguem as explicações...

:)

 

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