terça-feira, maio 27



Cala-te, a luz arde entre os lábios
e o amor não contempla, sempre
o amor procura, tacteia no escuro,
esta perna é tua?, é teu este braço?,
subo por ti de ramo em ramo,
respiro rente à tua boca,
abre-se a alma à língua, morreria
agora se mo pedisses, dorme,
nunca o amor foi fácil, nunca,
também a terra morre.

Eugénio de Andrade, «Matéria Solar»

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2 Comentários:

Às 28 maio, 2008 21:33 , Blogger meg disse...

O Beijo, de Rodin...

E Eugénio de Andrade!

Palavras desnecessárias.

Obrigada, Amigo

Um abraço

 
Às 28 maio, 2008 21:57 , Blogger vbm disse...

:)

 

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