segunda-feira, outubro 8

Aparentemente clandestinos…


Olhando assim de repente, enquanto bebericamos o nosso café matinal, ou outro, convivemos com gente de todo o tipo.
Olhando assim de repente, aos domingos, enquanto nos sentamos numa esplanada a ler e a sorver uma cerveja ou um ginger ale (com limão se faz favor), vemos passar pelos nossos olhos famílias inteiras de ar descontraído e feliz.

Só não percebo porque é que, de vez em quando, há um miúdo que apanha um estalo nas ventas (é bem feito olhe para a frente e coma o bolo e deixe lá os pombos em paz), ou alguém dá um berro que ninguém acredita e, com ar furibundo, se afasta em direcção ao automóvel, deixando o grupo expectante e com vontade de se enfiar mar adentro ou ser engolido pela sarjeta mais próxima.

Olhando assim de repente, enquanto pensamos como havemos de preencher o resto do dia, dificilmente entendemos porque é que o shor Azevedo, homem de siso e simpático, se enche de Prosac de manhã à noite.
Olhando assim, de repente, até parece que à força de nos contermos e contermos os instintos, somos todos clandestinos, até de nós mesmos.

O problema deve estar nos átomos. Só pode ser. Porque assim de repente não vejo outros motivos…


(Foto: João Vasco)

10 Comentários:

Às 08 outubro, 2007 14:58 , Blogger Peter disse...

Meu caro António, talvez não acredites, mas eu não sei o que é "Prosac".
Estou nitidamente ultrapassado, mas isso já eu sei há muito.

Abraço

 
Às 08 outubro, 2007 15:10 , Anonymous Anónimo disse...

É das apariçôes probabilísticas...

C. Eufêmia

 
Às 08 outubro, 2007 15:29 , Blogger António disse...

Peter, andas é desatento ;)) é um anti-depressivo muito em voga. Acho que apareceu nos 80s para o pessoal da bolsa americana. Os maganos tinham que de rir o tempo inteiro...

Aparições probabilísticas soa bem... C. Eufémia

 
Às 08 outubro, 2007 19:21 , Blogger Paula Raposo disse...

Deve ser dos átomos pois claro!! Só pode.

 
Às 08 outubro, 2007 22:17 , Blogger augustoM disse...

Um estupenda definição, nunca me tinha lembrado disso e, se não te importas vou passar a usar o termo. CLANDESTINOS DE NÓS MESMOS. Fiquei a pensar e cheguei à conclusão, que muito poucos viajam com bilhete.
Um abraço. Augusto

 
Às 08 outubro, 2007 22:50 , Blogger bluegift disse...

Átomos clandestinos, nem mais! Beijos.

 
Às 08 outubro, 2007 23:06 , Blogger Ant disse...

Hehehehehe

Átomos clandestinos é bom, de facto.
Augustom, usa e abusa. Não tem direitos... hehehe

Peter, o António lá em cima sou eu. Já percebi o que se passou. Estava com outra conta e nem reparei.
Destas faço aos montes.

 
Às 08 outubro, 2007 23:53 , Blogger Peter disse...

Afinal o António é o ANT e não o outro António, porque este António anda a colher elementos para escrever um livro policial.

Abraços para os Antónios

 
Às 09 outubro, 2007 13:19 , Blogger Meg disse...

Eu não sei do que é, mas que somos todos, ou quase todos,
clandestinos de nós próprios, acho que sim.
Seja dos átomos ou do que for...

Um abraço

 
Às 10 outubro, 2007 09:55 , Blogger António disse...

Olá!
Felizmente somos todos diferentes!

Abraço

 

Enviar um comentário

Subscrever Enviar comentários [Atom]

Hiperligações para esta mensagem:

Criar uma hiperligação

<< Página inicial