quarta-feira, dezembro 9

Mais impostos?


Será que alguém em Portugal aguenta pagar mais impostos?
Será possível que, depois de tudo o que se tem dito aos portugueses para ganhar eleições, agora lhes seja dito que não há outra solução senão, mais tarde ou mais cedo, aumentar impostos?
Mas, afinal, não é o Primeiro-ministro que jura a pés juntos que os problemas que agora vivemos, só têm a ver com a crise internacional que se abateu sobre a nossa cabeça?
E não é verdade que a tal crise já está a passar na maior parte das economias ocidentais?
Então, com que argumento nos vêm agora pedir mais impostos?
Não nos tinha garantido José Sócrates que estava para nascer um Primeiro-ministro que tivesse feito mais pela nossa economia?
Infelizmente, a conta bancária dos portugueses - dos que ainda a têm - não está em condições de
confirmar os dotes do Primeiro-ministro.

(Raquel Abecasis, in “Página 1” de 30/11/2009)

Será que a nossa política económica se reduz a um assalto contumaz ao bolso do contribuinte? Melhor dizendo da QUASE totalidade dos contribuintes.
Porque é que o Governo, em vez de vir lamuriar a aprovação pela Oposição dos 13 diplomas que, entre outras benesses, adiam o novo Código Contribuinte e prometem suspender, ou até extinguir, o “admirável pagamento especial por conta” uma espécie de saque fiscal antes do tempo, não repensa as suas despesas e a forma como atrapalha ou condiciona a livre criação de riqueza entre nós?

Marcelo Rebelo de Sousa diz que o país “está sem Governo há mês e meio”.
No seu habitual espaço das noites de domingo, na RTP, Marcelo defendeu que “José Sócrates está baralhado” e preocupado “com outras coisas”, que não a governação do país.
No rescaldo do chumbo do Código Contributivo, na Assembleia da República, Marcelo conclui que Sócrates “não tem muito espaço de manobra” e não sabe, nesta altura, se há-de acelerar para eleições antecipadas ou esperar para ver se consegue recuperar.

12 Comentários:

Às 09 dezembro, 2009 05:00 , Blogger Meg disse...

Peter,

E neste caso não se pode dizer que, enquanto o pau vai e vem, folgam as costas.
Enquanto andam baralhados, confusos, o Zé vai esgaravatando nos bolsos, as migalhas, se elas ainda restam.
Eles comem tudo... Peter!

Um abraço

 
Às 09 dezembro, 2009 10:18 , Blogger Peter disse...

Meg

Eles comem tudo e não deixam nada.

Abraços

 
Às 09 dezembro, 2009 13:00 , Blogger Ferreira-Pinto disse...

É bem verdade, PETER, que eles comem tudo e não deixam nada, assim como Marcelo, para além do que aqui citas, também disse que não é sustentável o País ter um Governo e um Governo-sombra, um Orçamento e um Orçamento-sombra ... noutros tempos, o COPCON queria mandar tudo para o Campo Pequeno, talvez fosse tempo de alguém lembrar a esta camarilha que isso pode suceder mesmo!

 
Às 09 dezembro, 2009 14:23 , Blogger Peter disse...

FP

Ai pode, pode! Andam por aí a circular e-mails muito esquisitos.

Não se ponham a pau não e depois admirem-se.

 
Às 09 dezembro, 2009 16:05 , Blogger antonio - o implume disse...

Respiras? Ainda estás em condições de pagar mais um imposto...

 
Às 09 dezembro, 2009 19:21 , Blogger vbm disse...

Gordon Brown propõe redução de salários durante três anos; eu proporia aforro forçado em obrigações do Tesouro para todos os vencimentos acima de 2000 euros com um período de não reembolso nunca inferior a 3 anos e amortização por sorteio ao longo de 7 anos. Com esta poupança forçada, investia nos caminhos de ferro de passageiros e mercadorias, ao longo do Litoral, de Vigo a Ayamonte, de Sines a Badajoz, de Aveiro a Vilar Formoso. Construia barragens para centrais hidro-eléctricas em todos os rios - incluindo Foz Coa, inundando as gravuras de há 20.000 anos, que nem têm sequer o desnho de uma Vénus! -, e consideraria o modo de construir uma central nuclear numa fronteira com a Espanha; restaurava todo o edificado urbano das cidades e obrigava os inquilinos a pagarem rendas nunca inferiores a 300 €/mês - os casos de miséria seriam subvencionados pelos municípios com a receitas locais aplicadas nessa finalidade; e, enfim, continuaria com medidas extremadas do género destas.

 
Às 09 dezembro, 2009 20:57 , Blogger Compadre Alentejano disse...

Marcelo diz isso e eu digo muito mais... Portugal está entregue, desde 2005, a uma corja de gatunos... Há que correr com eles...
Compadre Alentejano

 
Às 10 dezembro, 2009 13:05 , Blogger Peter disse...

Vbm

Apreciei imenso o teu comentário.

Para já, medidas a tomar:

1.Aforro forçado em obrigações do Tesouro para todos os vencimentos acima de 2000 euros com um período de não reembolso nunca inferior a 3 anos e amortização por sorteio ao longo de 7 anos.
2.Antes de construírem o TGV, avançarem com a substituição da nossa bitola de carris ibérica, para a europeia de modo a permitir a ligação directa, sem necessidade de transbordo ferroviário e permitindo que este meio de transporte, menos caro e menos poluente, transporte 90% das mercadorias export/import. Isso permitiria retirar das auto-estradas, julgo, 80.000 camiões de mercadoria.

Não discordo das restantes medidas, mas há que definir prioridades.

 
Às 10 dezembro, 2009 14:16 , Blogger Peter disse...

Compadre Alentejano

Acabei há pouco de ouvir o noticiário na TV e confesso que me deixou verdadeiramente chocado ver e ouvir pessoas que depositaram no BPN as poupanças (magras) de toda uma vida, na contingência de poderem ter de ir estender a mão à caridade.

Quero lá saber das escutas, das conversas do Vara (afecta-me sim é ele estar onde está, o que me leva a perder a confiança no Banco em que é vice-governador), quero lá saber dos casamentos dos homossexuais, etc,etc,etc.

O que eu queria era que o BPN e o BPP DEVOLVESSEM O DINHEIRO QUE NÃO É DELES. É DOS CLIENTES QUE NELES CONFIARAM!

MAS NINGUÉM SE IMPORTA COM ISTO?

 
Às 10 dezembro, 2009 14:25 , Blogger vbm disse...

Hoje ouvi - em repetição - o "Contas à Vida" da TVI 24 do Peres Metello com, desta vez, o convidado Pedro Arroja! Sabes o que este prevê? Que Portugal (P), a Itália (I), a Grécia (G), a Espanha (S) - ou seja, os PIGS, como são denominados na Europa do Norte -, sejam obrigados a saír do Euro! Isso realmente daria um forte impulso para o reequilíbrio das contas pelo estímulo à exportação, produção nacional de substituição de bens importados e encarecimento drástico do petróleo e outras importações. Pedro Arroja mostra-se céptico quanto à possibilidade de governar o país em democracia para vencer a crise actual (o que já a Ferreira Leite também disse em tempo)

 
Às 10 dezembro, 2009 14:40 , Blogger vbm disse...

Por falares no BPN, ouvi do Pedro Arroja uma coisa que não sabia: - antigamente os bancos eram obrigados a dispor de 20% do montante dos depósitos; depois essa reserva foi baixando e a ideia que eu tinha era que o cash obrigatório era de 8%; aprendi depois que o ano passado essa reserva entre nós andava nos 6%; e disse o Arroja, na Europa era em média de 2%! E sabes qual é o limite mínimo autorizado em Inglaterra (e EUA, também)? 0%! Ou seja, estes indivíduos pegam no dinheiro todo que não é deles e põem-se a jogar na bolsa! Arroja elogiou os países latinos neste ponto porque aquela liberalização foi sobretudo prática dos países anglo-saxónicos, economias onde se originou a crise - que, diz, vai durar vários anos a vencer -, porque no sistema bancário dos países latinos e sul-americanos a tradição de regulamentação das autoridades é muito maior e que quer no Brasil, quer em Espanha, Itália e Portugal (excepção aos vigaristas do BPN e do BCP) não ocorreram as falências de bancos que grassaram (e ainda grassam) na América e na Inglaterra.

 
Às 10 dezembro, 2009 15:04 , Blogger Peter disse...

vbm

Nunca ouvi a TVI 24 porque não sei que canal é. Tenho de perguntar para a CaboVisão.

Ando seriamente preocupado com a situação em que o país se encontra.

 

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