sábado, setembro 19

Uma sujeira

Em 2001 li um livro de John Le Carré, intitulado “O fiel jardineiro”, que apesar de ter sido um “best seller” em França, talvez pelo seu título não teve na altura grande sucesso em Portugal. Posteriormente saiu o filme baseado no livro que nada acrescentou de novo, antes pelo contrário.

O autor faz referência à BUKO Pharma-Kampagne em Bielefeld, na Alemanha, uma corporação independentemente financiada que emprega um escasso número de pessoas equilibradas e competentes que lutam para revelar ao público os crimes de certas indústrias farmacêuticas nas suas relações com o Terceiro Mundo. A BUKO não só lhe foi útil, como o incitou a celebrar as virtudes das empresas farmacêuticas correctas e responsáveis.

Fontes não oficiais vêm agora revelar que em vários países africanos, 60% dos medicamentos são falsificados. A própria Organização Mundial de Saúde não avança números tão elevados, mas reconhece a contrafacção de um quarto dos remédios à venda em países pobres, incluindo também o Sudeste asiático e a América latina.
Falsos antibióticos e falsas vacinas – pagos quase sempre a peso de ouro - provocam graves repercussões na saúde, a nível respiratório e, sobretudo, a nível pediátrico, como recentemente se verificou com mortes de crianças no Haiti e na Nigéria.

E ainda nós nos queixamos…

3 Comentários:

Às 19 setembro, 2009 19:24 , Blogger Fernando Vasconcelos disse...

Falsificados ou ainda pior ... prescritos e exportados da Europa e dos Estados Unidos.

 
Às 19 setembro, 2009 22:20 , Blogger Peter disse...

"Falsos antibióticos e falsas vacinas – pagos quase sempre a peso de ouro" e prescrios, como dizes.
Origem: a Europa e os EUA porque é onde se encontram as grandes empresas farmacêuticas.

A BUKO tem existência real e vive das contribuições voluntárias das pessoas ( o autor do livro fala dela utilizando outro nome, como é óbvio).

 
Às 21 setembro, 2009 09:57 , Blogger Ferreira-Pinto disse...

De facto, esse é um fenómeno extremamente preocupante e que é alimentado em grande parte por mafias europeias com ligações a agremiações de malfeitores locais.
E também é certo que algumas multinacionais não têm qualquer problema em alinhar em jogos sórdidos desse quilate.

Quanto ao livro do John Le Carré não é dos seus melhores, mas o filme não lhe faz jus. Quanto ao insucesso editorial, é bom de ver que por ora a maior parte gosta mais de uma literatura dita "light".

 

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