quinta-feira, maio 3

Estamos sós no universo?

SIM e NÃO

SIM, porque as distâncias astronómicas, por serem de tal modo grandes, tornam-nas totalmente incompatíveis com a mísera duração da vida humana e, neste momento, não se vislumbra qualquer forma de deslocação que supere a velocidade de propagação da luz que, como todos sabemos, é de 300.000 km/s. Estamos restringidos ao nosso “quintal”, o Sistema Solar e, mesmo assim …

Um ano tem, aproximadamente, 31,5 milhões de segundos. Multipliquem por 300.000 e têm a distância percorrida pela luz num ano terrestre 9,45 milhões de kms.

A sonda Pioneer 10, lançada em 02 de Março de 1972, encontra-se neste momento, 35 anos após o seu lançamento, a cerca de 14 milhões de kms do Sol e desloca-se a uma velocidade de 12,07 km/s, muito distante dos 300.000 km/s percorridos pela luz no mesmo período de tempo.
Portanto, para a Pioneer fazer a distância de 9,45 milhões de kms percorridos num ano por um raio de luz, levaria cerca de 783 mil anos, tendo em atenção a sua velocidade de deslocação!


NÃO, porque para irmos ao planeta Gliese 581c, recentemente descoberto, que parece ser semelhante à Terra e poder oferecer condições de habitabilidade, dado que se encontra a uma distância de 20 anos/luz (190 milhões de kms) e tendo em atenção a velocidade de deslocação da Pioneer 10, citada no período anterior (12,07 km/s), levaríamos SÓ, cerca de 16 milhões de anos, só na ida (783.000X20).!

Vamo-nos contentando com estas criações artísticas do planeta orbitando a sua estrela anã vermelha





(Sunrise from the Surface of Gliese 581c - Illustration Credit & Copyright: Karen Wehrstein)

e com a visita de discos voadores, em que eu acredito (sou um ingénuo) como o ocorrido lá para os meus lados, na barragem de Monte Novo, entre Évora e Reguengos, às 14h30 de 31 de Maio de 2004, fotografado pelo Engº Eduardo Silva: um objecto “tipo fusiforme” que cruzou o espaço nacional e também foi detectado pelos radares da Força Aérea.

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6 Comentários:

Às 03 maio, 2007 14:13 , Anonymous Lucia disse...

a imagem está muito bonita..
Eu acredito e tenho a certeza que existe vida noutro planeta. Porque não?
:)
e ainda bem que está tão longe, assim o Homem pode estragar apenas um planeta em vez de dois.

Obrigada,Peter, por mais um artigo excepcional:)

Beijo, Lucia*

 
Às 03 maio, 2007 15:20 , Blogger Bia disse...

Isto para mim é daqueles assuntos que digo simplesmente: "talvez"...
Há possibilidade, contudo só tenho certezas depois de ver provas... ;)

beijinho ;)

 
Às 04 maio, 2007 14:19 , Blogger Papoila disse...

Linda imagem!
Tão longe e tão perto.
Beijo

 
Às 04 maio, 2007 18:57 , Blogger bluegift disse...

Excelente artigo, Peter. Acredito que haja outras formas de deslocação no tempo e no espaço, ainda para nós desconhecidas. Abraços.

 
Às 05 maio, 2007 06:53 , Blogger Peter disse...

"Astrónomos europeus anunciaram a descoberta do primeiro planeta extra-solar que aparenta ser semelhante à Terra, podendo mesmo conter água no estado líquido à sua superfície.

Xavier Bonfils, investigador do Centro de Astronomia e Astrofísica da Universidade de Lisboa/Observatório Astronómico de Lisboa - Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (CAAUL/OAL-FCUL) integra a equipa responsável pela descoberta.

Utilizando o telescópio de 3,6-m do Observatório Europeu do Sul, a equipa de cientistas descobriu uma super-Terra com aproximadamente 5 vezes a massa da Terra em órbita de uma estrela anã vermelha.

Para além de ser o menor planeta extra-solar, ou exoplaneta, encontrado até hoje, é a primeira vez que se descobre um destes corpos na "zona habitável"de uma estrela.

A temperatura superficial desta super-Terra situar-se-á entre os 0 e os 40 graus Celsius, o que possibilita a existência de água líquida e, consequentemente, abre possibilidades intrigantes relativamente à existência de Vida."

(Observatório Astronómico de Lisboa - Centro de Astronomia e Astrofísica da Universidade de Lisboa)

 
Às 06 maio, 2007 14:31 , Blogger António disse...

Este artigo suscita múltiplas considerações e sobre vários temas.
Vou só dar uma pequena achega à parte que se refere à impossibilidade de se atingirem outros astros fora do sistema solar: a teoria da relatividade do Sr. Einstein e a "deformação" do tempo e do espaço.

Abraço

 

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