terça-feira, junho 13

Até ao Mar















Quando as sombras se desvelam
nos olhares nostálgicos,
as imagens são passageiros
que se perdem
num momento.

E os loucos desejos
percorrem-nos por dentro
como água correndo
por entre as margens
num lamento.

Nos breves encontros
ao fim de um dia
as palavras são como anjos
vagueando num olhar
até ao Mar
Até ao Mar.

A pouco e pouco dentro de nós
vai renascendo uma velha
e trémula luz
há muito esquecida
que nos aquece e nos guia
quando estamos perdidos
dentro dos infernos
que nos queimam e nos consomem.

Fogem-nos todas as palavras
quando os olhares se encontram
e os lábios mudos
querem-nos guiar
Até ao Mar.
Até ao Mar.

4 Comentários:

Às 13 junho, 2006 19:31 , Blogger heloisa disse...

"Ate' ao Mar."
"Ate' ao Mar"
........................MAR DE EMOCOES!!!!!
OUTRO* BELISSIMO POEMA*!
Saudacoes.
Heloisa.
********

 
Às 13 junho, 2006 19:43 , Blogger MARTA disse...

Pois fiquei sem palavras, fiquei....
Estou a caminho do mar para que ele me diga palavras igualmente tão ternas..........
Um beijo, Ant. Lindo!
Marta

 
Às 15 junho, 2006 02:15 , Blogger lazuli disse...

Ou até á eternidade. O mar da inquietude, o mar bravio e suave, plano ou trovejante. O mar do eterno descontentamento, o mar do ansiado contentamento. O mar..

 
Às 15 junho, 2006 22:12 , Blogger bluegift disse...

Até ao mar, sempre. E um mar bem azul. Beijo.

 

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