quinta-feira, janeiro 19

Despedida triste

O Zé, (letrasaoacaso) deixou-nos. Teve a amabilidade de me escrever um e-mail, onde explicava as suas razões, que são perfeitamente válidas.
Sem ele o blog ficou mais pobre.

Em sua homenagem, deixo aqui um post, publicado quando do aparecimento do “conversasdexaxa2”. É o mínimo que poderia fazer, na despedida (triste) de um amigo.


De como nasceu o “Conversas de xaxa 2”

Era uma vez.
Quase todas as histórias de fantasia começam assim.
Não esta.
Esta é um misto de fantasia e realidade. Não “Era”. Ela É.

Reza a história que em certo bosque encantado, vivia Peter. Não o Peter Pan. Este Peter, o Único.
Voava também. Mas, nas asas da imaginação. E, perdido de quando em quando, num mundo somente seu, acabava por se distrair demais. Chegava a esquecer de onde estava. Trocava o nome das flores do seu jardim. Dos animais que lhe faziam companhia. Até das almas, suas amigas, que lhe sorriam nas noites e madrugadas.
Naquele seu bosque, Peter sentia-se só. Muito só.
Corria de árvore em árvore. Conversava com as pequenas aves cujos ninhos ele ajudava a cuidar.
Mas, amigos-pessoas como ele, não tinha.
Cada vez que contemplava o seu reflexo nas águas do rio, apercebia-se de como era diferente de todos os outros seres que conhecia. Mas, igual a ele não existia mais ninguém.
E ficava triste a observar o rio.
Um certo dia, em que o Sol brilhava mais alto, depois da chuva que havia regado os campos, Peter vê surgir por detrás do arco-íris, um ser delicado que voava na sua direcção.
Quando mais perto, verificou tratar-se de uma jovem. As suas asas translúcidas mexiam amiúde, mantendo-a a esvoaçar em redor de Peter.
Tentaram comunicar. Não sabiam como. No reino de onde se havia perdido a jovem, a comunicação era por olhares trocados. Peter, por sua vez, apenas conhecia a linguagem dos animais.
Desconheciam qualquer outra forma de comunicar. Não sabiam como articular as letras, utilizando sons.
Peter, chamou-lhe Flyingbabe, na sua imaginação.
A jovem, chamava-se realmente Flyingbabe.
Peter, levou-a a conhecer o seu bosque. Mostrou-lhe o rio. As flores. Os animais seus amigos. Apresentou-a como sendo a sua mais recente amiga. E quase igual a ele. Sim. Porque ela podia voar. Tinha asas. Ele só através da imaginação.
Os dias sucediam-se e Flyingbabe permanecia com Peter naquele bosque.
Foram aprendendo a língua de cada um. Entendiam-se de alguma forma e eram belos amigos.
Fly, chamemos-lhe assim, sabia que teria de regressar um dia ao lugar onde habitava.
Um reino algures, no centro de uma nuvem rosa. Para Norte.
Mas não conseguia dali sair. Era um mundo tão belo. Este.
Num dia de Primavera, em que chovia copiosamente. Sim. A Primavera era apenas de calendário. Na realidade, as chuvas sucediam-se. Dia após dia.
Mas, como ía narrando.
Em determinado dia, Peter e Fly olhavam as águas que escorriam pela janela envidraçada da casa erguida junto ao sabugueiro. Ouviam o som da chuva que caía nas folhas. Que formava sulcos nos caminhos.
De repente, envolvido naquele som, um outro. Era uma melodia que alguém ou algo entoava. Som retirado de um qualquer instrumento. Desconhecido para eles.
Até que viram aparecer, entre meio das árvores do bosque, um vulto. Parecia não se importar com a chuva que caía. Mais fraca agora.
De ar sério, carregava consigo uma viola que dedilhava enquanto a sua voz grave entoava.
A chuva havia parado de cair.
Peter e Fly saíram ao seu encontro. Perplexos olhavam o mexer de seus lábios e ouviam sons. Não eram acompanhados de música. Mas havia melodia na sua voz.
Eles nada entendiam do que o estranho tentava dizer. Por gestos, convidaram-no a ficar com eles. Em meio de sorrisos, saltos e gestos, o estranho lá foi entendendo que eles não sabiam comunicar pela palavra.
Sorriu.
Logo começou a tentar ensinar-lhes a palavra. As letras. O diálogo com palavras.
Peter e Fly, de olhar atento e admiração pelo que o estrangeiro lhes tentava ensinar, foram seguindo os sons, imitando. E começaram a soletrar algumas palavras.
A primeira que aprenderam foi Letras. E, por isso, começaram a chamar o estranho de Letras. Ele sorria e aceitava tal nome.
O tempo passou e este trio vivia feliz no bosque. Que já não era do Peter somente.
Mas também da Fly e do Letras.
Davam longos passeios pelo bosque e aventuravam-se a lugares antes desconhecidos de Peter ou de qualquer um deles.
Foi num desses passeios, em que se distanciaram mais que o habitual, que tiveram de pernoitar na gruta do alto de um pequeno monte.
Ao lado da gruta, existia uma bela cascata. A água corria e, sabiam eles, ía dar ao rio que corria perto da sua casa.
Anoiteceu e prepararam-se para dormir. A noite caiu. O céu encheu-se de estrelas. A lua enviou-lhes um beijo e disse-lhes sorrindo que velaria pelo seu sono.
Amanheceu.
Peter, ao abrir os olhos, levantou-se de imediato e saiu da pequena gruta. Olhou em redor, apercebendo-se do quanto a Natureza era bela.
Atónito, deparou-se com uma flor belíssima junto à cascata. Uma flor de cor branca.
Nunca havia visto igual.
Logo surgiram Fly e Letras. Este, explicou que se trava da Flor de Lótus. Aproximaram-se. E quando lhe iam tocar, ela transformou-se numa formosa jovem que sorria.
Não sabia como tinha ido ali parar. Apenas sabia que se chamava Lótus. Vestida com um belo manto branco, acompanhou-os todo o dia de viagem de regresso, até ao início do bosque, enquanto iam conversando. Aí chegados, a jovem Lótus hesitou. Teria de voltar para trás em busca de um caminho do qual desconhecia a direcção. Peter, Fly e Letras estenderam as suas mãos para Lótus. Sorriram num convite mudo.
Lótus estendeu as suas. E acompanhou-os bosque dentro.
Esta história poderia terminar aqui. Mas, não.
Uma surpresa estava para chegar.
Estavam eles num belo repasto na beira do rio, quando subitamente uma sombra escureceu o bosque. Tão rápida quanto surgiu, ela desapareceu.
Não conseguindo identificar do que se tratava, olhavam com ar estranho em redor, como se esperassem algo. Sem que soubessem o quê. Sentia algo de estranho no ar. E uma ansiedade.
Ouviram um som agudo e um silêncio fulcral logo de seguida. As folhas das árvores não se mexiam. Os sons do bosque haviam desaparecido. Nem os animais se ouviam.
Levantaram-se os quatro e correram cada um numa direcção diferente. Procuravam de onde teria vindo o tal som agudo.
Reuniram-se de novo, após buscas infrutíferas. Até que se lembraram daquela clareira para lá do campo das azáleas. E para lá se dirigiram. No meio do campo viam uma mancha verde que não era do próprio campo. Era algo que se mexia. Enorme. Vislumbraram ainda a cor amarela no centro daquele reflexo de verde.
Aproximaram-se. Não sem algum receio.
Verificaram que era um tecido.
Letras, o mais viajado, explicou-lhes que se tratava do tecido de um balão. E que as cores eram as da bandeira de um reino chamado Brasil, do outro lado daquele mar imenso que ficava no fim do rio.
Mas, debaixo daquele tecido algo não parava de mexer. O que seria que esbracejava tanto assim, em fúria?
Ouviu-se um rasgão de exaltação naquele tecido e debaixo surgiu uma jovem irada. Tentava desenrolar-se do tecido do balão. E, apenas com a ajuda dos quatro amigos, ela o conseguiu.
Exausta, com fome e combalida da queda, lá contou como o vento a havia arrastado até ali. Não sabia onde estava. Apenas que tinha atravessado um imenso mar. Depois, deixara-se dormir. E, quando acordara já não conseguira controlar o balão vindo a cair naquele bosque.
Peter, Fly, Letras e Lótus levaram-na até casa. Cuidaram dela. O seu nome não o vou dizer aqui. Até porque não tem tanta importância para a história. Apenas que ficou conhecida como a Embaixatriz de terra distante – Embaixatriz do Brasil.
Não permaneceu por muito tempo.
Apenas algumas semanas até se recompor, consertar o balão e preparar-se para a viagem de regresso.
Prometeram que se comunicariam sempre. Ela do lado de lá do Oceano. Eles do lado de cá.
E assim os anos foram passando.
A Embaixatriz lá vai enviando boas novas do reino do lado de lá do mar, cheio de sol e cor. A Fly encontrou o caminho de regresso ao seu reino. E, divide o seu tempo entre ambos os lugares. O Letras, continua a dedilhar a sua viola. E vai inventando novas letras, novas palavras. Transforma-as em textos que dá a ler aos restantes amigos. A Lótus é quem organiza a casa. Já não podem passar sem ela. Peter, esse continua o mesmo distraído de sempre.
Soube que construíram uma nova casa há dias. Foi inaugurada há pouco tempo. Hoje ou ontem. Já se tornava pequena para receber os amigos. E eles começaram a ter cada vez mais visitas de pessoas. Conhecidos. Amigos, E desconhecidos que logo se tornavam amigos.
Chamaram-lhe a casa do “Conversas de Xaxa” – a segunda.

Enviado pela Catarina (cronista oficial do blog)

A sério: obrigado Catarina. Está espectacular


Adeus Zé, até um dia. Tudo de melhor para ti e um muito obrigado pela colaboração que nos destes, onde se incluem dos mais belos textos aqui publicados.

Um abraço amigo e

ATÉ SEMPRE!

Fernando (Peter)

26 Comentários:

Às 19 janeiro, 2006 00:29 , Anonymous Anónimo disse...

Deverá ser o homenageado a pronunciar-se mas eu tenho de dizer que o texto está lindo e que o Letras está muito bem descrito. É uma bonita homenagem. E quanto a despedidas, eu não acredito nelas. Acredito mais num "até logo"... Afinal, o escritor escreve sempre para os seus leitores´; ser lido é uma necessidade tão primordial como o respirar...

Margarida

 
Às 19 janeiro, 2006 00:32 , Blogger Peter disse...

Margarida, gostaria que acertasses nas tuas previsões.

 
Às 19 janeiro, 2006 00:36 , Anonymous Anónimo disse...

a história é realmente muito bonita, escrita pelo Anjo do Sol, que também colaborou no Conversas de Xaxa2

Que o Letras A Acaso nunca deixe de escrever.

 
Às 19 janeiro, 2006 00:36 , Anonymous Anónimo disse...

o comment acima é meu

Lúcia

 
Às 19 janeiro, 2006 01:06 , Blogger Joaninha disse...

Adorei a história. Muito bem escrita e plena de emoção e ainda mais por se tratar de querer dizer um até depois...não gosto de dizer adeus... mas até sempre e até sempre fiel a estas leituras.Aquele abraço!

 
Às 19 janeiro, 2006 01:22 , Blogger Peter disse...

Lúcia, a história estava no meu arquivo como sendo escrita por Catarina, que eu, neste momento, não sei de quem se trata. Peço desculpa à Catarina.

Mas uma coisa eu tenho a certeza:

- A Anjo do Sol, não colaborou no Conversas de xaxa 2, mas sim no 4. Não tenho a certeza se ainda colaborou no 3.

 
Às 19 janeiro, 2006 01:22 , Anonymous Anónimo disse...

:)
Peço desculpa Peter:)
Só pensei que tivesse sido a Anjo Do Sol a escrever este texto. Tenho uma vaga ideia.

somente isso.

Peter, boa noite.
Descanso de paz.

Letras, boa noite.

Lúcia

 
Às 19 janeiro, 2006 02:35 , Blogger lazuli disse...

Conheço o Letrasaoacaso daqui, uma amizade virtual que ainda não passou ao "real" (espero que um dia destes isso venha a acontecer, meu amigo).

Há uns meses que acompanho os seus textos geralmente brilhantes, onde demonstras a paixão pela escrita.

A quem o lê cabe a tarefa de lhes descobrir as ligações subtis, de os amar ou não: enfim, de os ler.

Vão navegando, ganhando vida própria e começam a caminhar sozinhos. Encontram amigos e inimigos, vão conversando, trocando opiniões, dizendo coisas, acrescentando a vida.

Mas são elas, as palavras ao acaso dum escritor que escreve e que publica, que nos guiam por percursos que são como pequenas pedras luminosas de uma estrada qualquer que nos leva a algum lugar ainda desconhecido (ou talvez não).

Admiro a sua escrita, o resto não me cumpre.
São o que cada um quiser que seja e com isso nada tenho a ver.

É certo que tudo isso pode requerer "conversas infindáveis" que não são para aqui chamadas.

O que me move, neste texto do Peter (outro dos 3 mosqueteiros que admiro) é uma nostalgia.

Por deixar de ler aqui, ao vivo e em directo e a cores, um excelente escritor.

Sei que continuará a escrever, aqui ou ali..Tanto faz.

É impossível que a escrita se perca. Um estilo é algo que se transmite para o exterior.. do que somos por dentro.

A escrita de Letrasaoacaso vagueia de pensamento em sentimento, de sonho em solidão, de susto em segredo, de tormenta em ternura, de memória em invenção.

Por tudo isto e regressando ao post do Peter, que é magnífico, num blog como é este e que não se
limita a "postar" e ir pastar para outro lado, tenho pena que não voltes a escrever aqui, Letrasaoacaso.

Mas encontraremos as tuas palavras algures por aí..um dia.

Quem sabe em breve, num lugar bem perto de nós.

 
Às 19 janeiro, 2006 06:06 , Blogger Peter disse...

"lazuli", o teu comentário é magnífico. Utilizando "um lugar comum", é nos momentos difíceis que se conhecem os verdadeiros amigos e tu, embora só conhecendo virtualmente o "letrasaoacaso", aliás como eu, estiveste presente na hora da despedida.
Gostaria sim , que não fosse uma despedida, mas um simples "até breve".
Não vou retirar o nome dele da relação dos "contributors" do blog e irei manter os links aos jornais onde escreve. Assim e se ele não me processar, irei lá buscar excertos dos seus magníficos textos.
Sabemos que não será o mesmo que tê-lo entre nós, mas é o mais que poderemos fazer.
Certamente que a , "bluegift", com quem ainda não tive oportunidade de contactar, não deixará de se interrogar e de lamentar o ocorrido.

Agradeço, sinceramente as referências elogiosas que fazes ao blog e à minha pessoa. Farei por as merecer, embora as minhas possibilidades sejam limitadas.

Un beijinho amigo*

 
Às 19 janeiro, 2006 08:43 , Blogger Su disse...

belo texto este sobre o vosso blog, mto bem conseguido. gostei de ler.
jocas maradas

 
Às 19 janeiro, 2006 10:25 , Blogger Pdivulg disse...

Que bela história! Um pouco triste, mas bonita... Mas nada dura para sempre...

 
Às 19 janeiro, 2006 10:26 , Blogger Pdivulg disse...

... Já agora, os outros que não lhe tomem a inveja, e continuem ok?

 
Às 19 janeiro, 2006 10:48 , Blogger bluegift disse...

Desconhecia este texto. Confesso que me emocionou bastante pois relata com bastante beleza, não a história deste blogue, mas a do encontro da flyingbabe com o mr. magoo, já lá vão uns 5 anos ! Para compor o quadro faltaria referir mais 3 ou quatro personagens, companheiros de viagem, das quais creio que apenas o vbm sobreviveu. São estas as amizades que contam, as que sobrevivem ao tempo e às intempéries.

Tive lutas terríveis destinadas também a afastarem-me do convívio de um espaço que prezava.

Na net tal como na vida real "os cães ladram e a caravana passa"...

Não sei se o Zé nos irá deixar. "Bom filho a casa torna" e o Zé faz parte desta casa. Voltará quando assim o entender, para profunda mágoa de alguns que verão gorados os seus objectivos.

Um abraço Zé. Contaremos sempre com a tua presença.

 
Às 19 janeiro, 2006 10:50 , Blogger Nilson Barcelli disse...

Ainda me lembrava desse conto.
Quem escreve assim é escritor. Penso que foi a Catarina que o escreveu. Onde pára ela? Tem blogue?
Adeus Zé. Até sempre.
Abraços para todos.

 
Às 19 janeiro, 2006 10:55 , Blogger bluegift disse...

pdivulg, para mim "os cães ladram e a caravana passa" ;). Cá nos continuaremos a ver :).

 
Às 19 janeiro, 2006 10:57 , Blogger bluegift disse...

Mas quem é a Catarina? Ela parece conhecer-me mas não estou a conseguir identificá-la.

 
Às 19 janeiro, 2006 14:54 , Blogger amita disse...

Lamento profundamente. Espero que o "trio maravilha"(pura realidade não seria capaz de ironizar o momento, nem é meu lema) continue com toda a garra que sempre demonstrou. Apesar da febre passarei por aqui, sempre que puder, para ler-vos. Para o Zé Letras, só uma frase: Não pode haver tentativa de destruição feita por mentes que o Bem e a Luz não sentem nem procuram, que destruam a força da palavra.
Um bjo com carinho a todos

 
Às 19 janeiro, 2006 14:56 , Anonymous Anónimo disse...

Desculpa, Peter, mas fui verificar no blog da Anjo do Sol e realmente é dela, como publicou em http://palavrasapenas.weblog.com.pt/arquivo/165559.html

"o nick Catarina era partilhado por 2 pessoas. Eu* era a autora da maior parte do que apareceu escrito, a nível de textos."


*Anjo Do Sol

Peço desculpa pelo incomodo:)
Lúcia

 
Às 19 janeiro, 2006 15:00 , Blogger amita disse...

Peter, só li por alto os artigos, não li comentários, neste momento não posso. Voltarei, está certo.
Bjinhos à Blue, ao Zé e para ti. Uma flor doce e linda

 
Às 19 janeiro, 2006 16:27 , Blogger {-Sutra-} disse...

Essa história está muito fixe, só não percebi quem a escreveu, afinal, depois do que li aqui. Só que isso não interessa nada porque me vou já daqui, detesto que se falem em despedidas - c'órror - e estou doente, enfiada na cama.
Xauuuuuu e beijos doces

 
Às 19 janeiro, 2006 17:27 , Anonymous Sonia disse...

Menos um habitante no bosque encantado, mas que nem por isso deixará de ser encantado. Até breve, Letras, quem sabe as saudades do bosque apertam e aqui o teremos outra vez? Um abraço, Peter.

 
Às 19 janeiro, 2006 17:38 , Anonymous zezinho disse...

Antes de tudo quero agradecer a todos e a todas os que se dignaram deixar o seu comentário neste espaço e nos textos que eu fui por cá deixando.
Quero igualmente agradecer ao Fernando e à Ana a grande amizade que me dedicam. É recíproca.
Parece-me porém, ser a atitude sensata a tomar. Não quero prejudicar este espaço pelo qual tenho uma imensa ternura.
Contrariamente ao que disse a anónima, não voltarei.
participava no blogue, por laços de afectividade com muitos/as os/as que nos liam e sobretudo pela imensa amizade que dedico aos meus dois outros companheiros de jornada.
Quero dizer à anónima que não tenho de provar nada. Não escrevo para que me elogiem mas por mera paixão. E isso posso continuar a fazê-lo no segredo das minhas memórias.
Voltarei sempre para comentar o que os meus dois parceiros irão colocando.
Levo saudades, mas exactamente por isso o melhor é retirar-me. Desta vez, efectivamente sem retorno.

 
Às 19 janeiro, 2006 18:01 , Anonymous Anónimo disse...

Caro Zezinho,

perdoe-me mas parece que interpretou mal as minhas palavras.
Subentendendo que a "anónima" sou eu, embora tenha assinado o comentário.
Não sei onde escrevi que precisava de provar algo. Escrevi, isso sim, que "o escritor escreve sempre para os seus leitores". De facto assim acredito. "Não há literatura sem leitura nem leitura sem literatura". Os livros (e os textos nele contidos) não são meros objectos de decoração. Os livros são para serem lidos, sentidos, vividos, sonhados. E o escritor escreve sempre para o leitor, começando esse leitor por ser ele mesmo. O que há de errado nestas palavras?
A si, como escritor, sempre o admirei enquanto leitora.
As suas obras são de inegável, incomparável e indiscutível qualidade. Coloca vida nas letras. Isso não é fácil. Se os seus textos não fossem tão bons não produziriam o efeito que têm nos seus leitores. As polémicas tantas vezes geradas em torno deles, os ciúmes, as identificações são a prova nem sempre agradável de que estes despertam as pessoas... e isso não é fácil.
Nunca me quis envolver nas disputas que foram aqui criadas e onde o próprio se envolveu e que alimentou. Parece-me que fui mal interpretada. É um risco que se corre sempre... Mas sublinho que as suas produções literárias são sublimes e geniais.

Margarida

P.S.: Sempre fui sua leitora. Muitas vezes em silêncio (pelo vistos é a melhor atitude). E nunca desejei perder esse privilégio, pois lê-lo é um privilégio. Por isso, eu, mais que qualquer outro leitor, lamento esta decisão.

 
Às 19 janeiro, 2006 18:31 , Blogger BlueShell disse...

Lamento que assim seja...mas o Blog irá continuar fazendo as nossas delícias.

Ninguém deu por falta de mim?
....hummmm.......

Ando doentinha, ah pois...

Um beijo para todos e voltarei assim que estiver melhor.(prometo)
BShell

 
Às 19 janeiro, 2006 19:37 , Blogger heloisa disse...

*PETER*, ESTE *POST* E' LINDISSIMO E, PARABENS A CATARINA E, PARABENS A SI*!_LONGA VIDA AO CONVERSAS DE XAXA($* sera' 5 e, etc...)!
Vou repetir AQUI_PERMITA-MO_, a Mensagem/comentario que deixei no *POST* abaixo escrito por Letras ao Acaso_ZE'_!
Faco-o, porque, nem sempre as pessoas leem o POST ANTERIOR e, faco questao de que tanto o ZE' como o PETER a BLUE, leiam minha mensagem dirigida ao ZE'!
_UM ABRACO PARA SI*e, para a BLUEGIFT* e, para aqueles que aqui vem e, tambem fazem o favor de ser Meus amigos e, ou, apenas Leitores!
FIQUEM EM BEM!
Heloisa.
--------------------Repeticao da mensagem do "Post" anterior:

ZE', MEU AMIGO*, permita-me este tratamento, porque foi_E'_, assim,que sempre o VI E VEJO! Mas, ZE', dizia eu, ou queria dizer, que o MEU AMIGO* e' suficientemente crescidinho, para SABER O QUE FAZ e, nao precisar de minhas opinioes para coisissima nenhuma! Porem, eu, que tenho como soi dizer-se "o coracao ao pe' da boca", tenho Aqui e Agora, dizer o que penso, mesmo, que isto em nada altere a sua decisao e, o Seu pensamento!_eu ontem, li alguns "comentarios"! Cada um comenta o que quer e como quer, desde que nao prejudique ou seja gratuitamente ofensivo! Mas, o ZE',deve enfrentar de CABECA ERGUIDA ESSES "COMENTARIOS"!_Sair, assim, em minha opiniao, nao COMBINA COM SUA PERSONALIDADE que, tanto quanto eu sei e' de LUTADOR E DEFENSOR DE DIREITOS_DIREITOS DO SER* E...PARA O SER_HUMANO_!!!!!
_Desculpe, meu AMIGO, se meto a "foice em seara alheia", mas, ja' me "Conhece" ha' tempo SUFICIENTE, para saber como eu penso e reajo a certas situacoes!_JA' TERMINOU O EXCELENTE LIVRO DE PROSA POETICA QUE ERA (E'!) O *LETRAS AO ACASO*! Agora, termina de escrever AQUI!_Claro, que o CONVERSAS DE XAXA (que ja' vai no $4), sobrevivera' TEM O PETER* TEM A BLUE*! e, tem-noa a nos AMIGOS E LEITORES! Mas o ZE'_LETRAS AO ACASO_A.PINTO COELHO*, e' parte primordial deste EXCELENTE ESPACO! portanto, sera' como perder *UM IRMAO*_claro, com as devidas distancias, do que significa perder para todo o sempre UM ENTE QUERIDO E FAMILIAR_ Creio que me entende e, quem me ler entendera' tambem!
_ZE', acabo de vir ddo TORREJANO onde O LI! estive no INAPTO onde O LI tambem (nao deixo mensagens, porque me torno repetitiva_MAS LEIO ATENTAMENTE_!ACHO QUE ESCREVE BEM EM TODO O LADO_ nao serei assim tao estupida, que nao saiba discernir o que seja escrever Bem ou menos bem!
Bom, a mensagem ja' vai enorme e, este ESPACO, nao e' para grandes "testamentos"!
Termino, repetindo o que penso:NAO SE DEVE RETIRAR!_DEVE ENFRENTAR_!
Ha' sempre dois lADOS num conflito!
Eu, hoje, entrei e vi o POST do PETER e, percebi logo do que se tratava e, vim DESCENDO encontrei o SEU e, nao me contive sem dizer o que penso!
_NAO ESTOU FAZENDO NENHUNS JUIZOS DE VALOR, relativamente ao conflito_NEM SOU JUIZ NEM ADVOGADA NEM ME INTERESSA SE-LO! _SEI QUE E' UM EXCELENTE JORNALISTA ESCRITOR E POETA!_E, QUERO ACREDITAR QUE E' UM HOMEM DE DIGNIDADE!_POR ISSO< FIQUE E ENFRENTE!
Meu ABRACO!
Heloisa.
(perdoe, se me excedi!)
*****************************perdoe tambem algum erro porque, nao tenho, nem paciencia para reler e corrigir!
_ATE' SEMPRE_!
***************

 
Às 19 janeiro, 2006 19:57 , Anonymous helenatroya disse...

*PETER*,
antes de "sair", RELI esta MARAVILHA_quis dar-me um pouco de BELEZA E FANTASIA_este belissimo texto, conseguiu-o!_destaco esta parte final que me colocou uma LAGRIMA no canto do olho e, um "no'" na garganta!
.......................DESTAQUE:

"Peter, Fly, Letras e Lótus levaram-na até casa. Cuidaram dela. O seu nome não o vou dizer aqui. Até porque não tem tanta importância para a história. Apenas que ficou conhecida como a Embaixatriz de terra distante – Embaixatriz do Brasil.
Não permaneceu por muito tempo.
Apenas algumas semanas até se recompor, consertar o balão e preparar-se para a viagem de regresso.
Prometeram que se comunicariam sempre. Ela do lado de lá do Oceano. Eles do lado de cá.
E assim os anos foram passando.
A Embaixatriz lá vai enviando boas novas do reino do lado de lá do mar, cheio de sol e cor. A Fly encontrou o caminho de regresso ao seu reino. E, divide o seu tempo entre ambos os lugares. O Letras, continua a dedilhar a sua viola. E vai inventando novas letras, novas palavras. Transforma-as em textos que dá a ler aos restantes amigos. A Lótus é quem organiza a casa. Já não podem passar sem ela. Peter, esse continua o mesmo distraído de sempre.
Soube que construíram uma nova casa há dias. Foi inaugurada há pouco tempo. Hoje ou ontem. Já se tornava pequena para receber os amigos. E eles começaram a ter cada vez mais visitas de pessoas. Conhecidos. Amigos, E desconhecidos que logo se tornavam amigos.
Chamaram-lhe a casa do “Conversas de Xaxa” – a segunda."

"Enviado pela Catarina (cronista oficial do blog)

A sério: obrigado Catarina. Está espectacular"


"Adeus Zé, até um dia. Tudo de melhor para ti e um muito obrigado pela colaboração que nos destes, onde se incluem dos mais belos textos aqui publicados."
...........................TEIMOSA COMO SOU, NEGO-ME A DIZER "ADEUS"!_DIGO: Ate' LOGO!_ATE' SEMPRE_!!!!!

ABRACO!
Heloisa.
**************

 

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