segunda-feira, novembro 7

IN – MEMÓRIAS.

(...) Incomoda-me pensar que se criam quotas, como se de numerologia se tratasse. Que aberração sem vergonha, que retira ao homem dignidade e à mulher o reconhecimento de uma igualdade desejável. (...)
(...) [Conta o Vento que naqueles dias em que o Mar sofre na ânsia de alcançar a sua paixão, ele se revolta engolindo, com inveja, amantes que se atrevem a navegá-lo.] (...)
(...) Nos pedaços temporais feitos de estrelas e de sonhos, vagueia o meu pensamento, algures no meu “museu imaginário” (...)
(...)Brilha um Sol resplandecente, que enche corpos e Naturezas de calores e vida. Dir-se-ía que RA, o Deus eleito dos antigos Egípcios, alheio a todas as serpentes emplumadas, resolveu presentear-me com a luminosidade da sabedoria milenar. (...)
(...) [Acabaste de me dar um soco no estômago, acabaste de me dar uma lição e foste embora sem saber porquê. Fiquei sem palavras perante a insignificância do que sou. Acabaste com a vontade das trivialidades, acabaste comigo com tamanha mensagem. Quem tem coragem de continuar a falar de trivialidades? Beijos.] (...)
(...) Olho distraidamente para “Destruir a Palestina” de Tanya Reinhart, enquanto em cima dele coloco “Cartas de um sedutor” de Hilda Hilst; tenho anda de retirar E. W. MacBride e as suas divagações “Sobre a evolução”. Ah! Ainda faltava H.Taine e “Da natureza e da produção da obra de arte”, onde tece uma série intrincada de ideias sobre conceitos artísticos.(...)
(...)Questiono-me. Volto a perguntar-me coisas ás quais não sei responder. Ou talvez não lhes queira responder. (...)
(...) De repente, o rio de águas brancas e espumas alvas!O rio de todos os sonhos! As águas onde nos banhámos, sem nele mergulhar. Ainda permanecem nele os reflexos dos teus olhos resplandecentes de felicidades, de palavras trocadas, de olhares cruzados, de beijos.Posso mesmo ver os teus lábios entreabertos neste rio que se recria e volta atrás, para me mostrar o teu sorriso e os momentos que ambos soubemos prender num tempo sem tempo, sempre repetidos em cada visita. (...)
(...) O azul intermitente da sinalização de uma ambulância, persegue-me. Não me consigo abstrair que a dor e o sofrimento, têm aquela cor. Na noite cerrada, pelas intempéries e nuvens escuras, aquele azul intermitente aterroriza e faz-me pensar nas fragilidades da vida, que dura apenas o tempo de um destino.Terão valido a pena todas as hesitações?!Ou ao contrário, deveríamos ter dito tudo o que pensávamos, feito tudo o que sonhámos, arriscando o cumprir de sonhos e o sortilégio da realização de uma plenitude do acto de expirarmos e inspirarmos? (...)
(...) Será admissível, que quebrar regras de falsas moralidades seja considerado crime social, seja lá o que isso for, enquanto legitimamos guerras com os nossos silêncios omissos, deixamos que crianças – estas sim, inocentes – morram de fome, enquanto centenas de pessoas dormem nas ruas, salvando ao menos a dignidade, não aceitando a esmola mísera e mesquinha de falsos “tementes” a Deus?! (...)
(...) As águas rebentadas momentos antes de enormes ondas, deslizam agora calmamente, beijando-me pés e alma! (...)
(...) Rio e choro. Como o fazem todos os que amam. (...)

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