terça-feira, maio 25

LISA


Em 1915, Einstein observou que o espaço-tempo não é apenas um grande palco onde a "física" acontece, mas é um elemento activo que pode dobrar, deformar e ondular massas e dobrar o espaço-tempo. As forças gravitacionais ocorrem naturalmente porque os planetas tal como a maçã de Newton tentam mover-se o mais linearmente possível no espaço-tempo - mas fazem-no em curva, porque o próprio espaço-tempo é curvo! A queda da maçã pode assim ser visto como uma curva, não no espaço, mas no espaço-tempo.E as ondulações?
Quando as massas se deslocam rapidamente, como por exemplo, duas estrelas num sistema binário próximo, criam exteriormente propagação de ondas no espaço-tempo, ondas gravitacionais. Podem imaginá-las como as ondas criadas numa lagoa quando se joga uma pedra, só que as ondas gravitacionais não se movem em círculos, mas em esferas, e não afectam a superfície da água, mas o próprio tecido do espaço-tempo.Se pudéssemos ouvir essas ondas, poderíamos aprender muito sobre o Universo, especialmente sobre o seu “lado negro”, que não podemos observar com telescópios.
Este lado escuro é preenchido por objectos pesados que, no entanto, não emitem muita luz, como os enormes buracos negros nos centros das galáxias, milhões a bilhões de vezes mais pesado que o nosso Sol.
Desde 1960 que os cientistas vêm tentando detectar as ondas gravitacionais, mas é muito difícil, porque quando elas cruzam a Terra, as ondas de perturbações são mínimas. A melhor tentativa até agora feita foi com o detector gigante LISA (Laser Interferometer Space Antenna), constituída por três naves posicionado num triângulo, com lados de 3,1 milhões de milhas (treze vezes a distância da Terra à Lua). Queremos ir ao espaço, porque é tão calmo, porque não se poderia fazer algo tão grande no chão e também porque uma grande antena pode medir essas ondas.
O nº 1111 de Abril da revista “Science&Vie” traz um artº “Trous noirs – ils seraient les créateurs du monde!” que, até certo ponto, se relaciona e é inovador.

9 Comentários:

Às 25 maio, 2010 11:26 , Blogger UFO disse...

Google arxiv physics/0208365
e encontra um documento do amigo Alf em que mostra que o espaço e o tempo são 'separados/independentes' i.e. a noção espaço-tempo é particular à abordagem de Einstein. O Alf também deduziu as equações da relatividade (Einstein) de um modo independente, entre outras coisas. o meu conselho é que leiam, se se sentirem incapazes peçam a opinião a quem esteja mais à vontade com aquelas leituras.
É encorajador saber que temos entre nós alguém que continua o trabalho de Einstein, Lorentz e Poincaré.
A nós compete-nos ler e divulgar, no mínimo é um dever.

 
Às 25 maio, 2010 12:06 , Blogger UFO disse...

Google arxiv 0208365 Alfredo
e leiam o documento em que ele mostra que o 'tempo' está ligado à evolução da matéria, e não ao espaço como se vem dizendo desde Einstein.
Com esse documento acaba a necessidade de 'matéria negra', dark matter, BigBang, expansão do espaço.
O que fica é o 'Desvanecimento da matéria' devido à expansão dos campos emanados da matéria (gravitacional e eléctrico que expandem à velocidade da luz desde que a matéria existe. Deste modo existe uma transferência de energia/matéria das particulas para o espaço envolvente.
A pergunta: de onde vem a energia dos campos ? todos dizemos : das particulas. Agora, ao reconhecer que o campo expande continuamente, impõe-se outra: a energia associada ao campo não terá de aumentar ao longo do tempo? a resposta só pode ser uma: sim!
Então, de onde virá esta energia crescente?
Claro que as particulas teem de perder energia a favor dos campos, i.e. temos cada vez mais energia no espaço e menos na matéria (particulas).

 
Às 25 maio, 2010 14:11 , Blogger Peter disse...

Claro, o "alf" é que sabe, o Einsten é um desconhecido...

Este blogue não tem pretensões científicas. Desconheço qualquer obra ou artigo publicado por "alf", que aliás não sei quem é, nem o que faz. Talvez tenhamos aí um Prémio Nobel em perspectiva...
O meu interesse por blogues diminuiu, pois tenho muito mais em que ocupar o tempo e se publiquei este artigo foi porque o "vbm" me pediu e fi-lo de acordo com as minhas possibilidades e sem pretensões. Mas tem aqui uma boa oportunidade de esclarecer correctamente o "vbm".
Leio publicações e livros de divulgação científica e isso satisfaz-me.

 
Às 25 maio, 2010 16:53 , Blogger vbm disse...

Para mim, que sou um leigo, é tão possível o alf ter razão quanto o einstein. Mas recordo que os meus primeiros contactos com o Peter foram de facto sobre este mistério da "matéria negra" que, ao atribuir aos átomos apenas 4% da massa do universo me deixava atónito com a absoluta marginalidade da matéria de que somos feitos!

Agora, essa outra ideia de o tempo ser um modo próprio da matéria e não do espaço, a qual, desvanecendo-se, energiza o espaço, aparentando a expansão deste pela diminuição constante das partículas! :)) é fascinante! Claro, para mim, só uma narrativa, mas espantosa.

Realmente, qual é a nossa vivência mais imperiosa? por certo, a entropia, o perecimento que o tempo arrasta. Notamos o movimento dos corpos, falamos do tempo como razão de espaços, apreendidos pelo movimento. Mas, como vivência, o tempo é mero definhamento da matéria e não comparação de espaços... Mas claro, eu não percebo nada.

 
Às 26 maio, 2010 19:38 , Blogger alf disse...

os matemáticos ajudaram a transformar a física em esoterismo e os cientistas têm delirado com o impacto que isso tem na opinião pública. Hoje nem dá para distinguir o discurso dum astrofísico do discurso de um bruxo - é só coisas invisíveis, negras, desconhecidas, impossíveis.

O Tempo é uma banalidade; nem é espaço nem é matéria. É simplesmente a nossa percepção da sequência das coisas - um pouco como «som» em relação às vibrações sonoras e «cor» às electromagnéticas.

A unidade de medida de tempo obtem-se de uma sequencia de ocorrências - os ciclos da Lua, a oscilação de um pêndulo, os períodos de uma determinada radiação.

o conceito matemático de espaço-tempo surge porque a calibração que fazemos para determinar as coordenadas temporais presume que a velocidade da luz é constante em relação ao observador e logo, essas coordenadas dependem da deslocação do observador. Evidentemente que a velocidade da luz não pode ser constante em relação ao observador, nunca o Einstein disse isso, apenas disse que se calibrassemos assim os referenciais as leis de newton ficavam independentes do movimento do referencial.

Como continuamos a presumir que somos o centro do Universo, em vez de entendermos que as nossas unidades de medida se alteram com o movimento, o campo, a posição (o Einstein usou até a expressão «reference-molusc» para designar a régua de medida, acentuando o facto de esta ser variável), preferimos pensar que somos invariantes e que é o espaço e o tempo que se moldam em vassalagem à nossa passagem...

Muito interessante o último parágrafo do comentário do vbm...

e interessante também o post, as ondas gravitacionais devem mesmo existir, está correcto o que se diz (não é preciso falar do espaço-tempo, basta falar do espaço, a trajectória dos planetas é curva porque o espaço é curvo, o «tempo» não é para aqui chamado); e, obviamente, o «espaço» não é o «vazio», pois que até encurva a trajectória dos planetas...

ahh, e a música é excelente rsrs

 
Às 27 maio, 2010 00:10 , Blogger Peter disse...

UFO e "alf" (são os dois a mesma pessoa)

Nota escrita no blogue deste último:

«ATENÇÃO: Este blogue é um olhar para além das fronteiras do Conhecimento actual. Não usar estas ideias em exames de Física do Liceu ou da Universidade.»

É um atestado da sua credibilidade.

ahh, já distingue Eça de Queiroz de Ramalho Ortigão? rsrs

 
Às 27 maio, 2010 03:38 , Blogger UFO disse...

Eu não sou ao "alf", não senhor.
Uma análise à escrita e ao modo ponderado como ele escreve as suas opiniões, confrontado com o modo anárquico e impulsivo como eu escrevo (e sou) permite distinguir facilmente duas mentes diferentes.
Acontece que somos amigos desde há muitos anos e, por mero acaso e felicidade minha, fiquei conhecedor da Teoria da Evanescência desde 1991/2.
Nos seu primeiros escritos era chamada de Teoria do Desvanecimento e guardo religiosamente esses documentos. Fui, creio eu, o primeiro apoiante.

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Na universidade e liceus tem de ser papagueada a récita do professor.
Os alunos não estão à procura de confrontos e os professores, enfim, também são muito bons a repetir.
Encontrar alunos e professores à altura da discussão será difícil, pois se mesmo nós adultos, que andamos por gosto, tantas desculpas avançamos para não gastar os neurónios.

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Quanto à minha confusão entre as Farpas do Ramalho Ortigão e as do Eça fica paga pela sua confusão entre Ufo e alf.
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Mesmo assim ainda estou a perder por ter empurrado o Sócrates para Roma em vez da Grécia. Este erro é de palmatória, mais desculpado pela antiguidade (+-2500 anos?) e pela minha também (PID); mas o que não me desculpo é o ter metido a foice em seara alheia. Não sou versado em Humanísticas, um pouco em Técnica e Ciência.
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Mas aproveito já para saldar a dívida eheh, (o alf faria rsrs).
Se o Peter ler um pouco mais do que aquela frase de advertência (ATENÇÃO..), procurando daí atirar uma falta de credibilidade sobre o autor, iria perceber que aquele é o trabalho (e paixão) de uma vida.

Não é conversa de café, não.
Aqueles dois papers que eu indico nos primeiros comentários são faróis no escuro (darkness) em que se tornou a física moderna.

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Só a título de exemplo :
neste post de ontem
http://www.newscientist.com/article/mg20627611.000-muon-whose-army-a-tiny-particles-big-moment.html?DCMP=OTC-rss&nsref=physics-math

são salientadas as dificuldades do Standard Model acerca de uma propriedade fundamental dos muões (banais no zoo de partículas)
...According to the measurements, there is a mere 0.27 per cent probability that the standard model is correct.
e a experiência fracturante (E821) já vinha de meados dos anos 90.

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Se com uma banal partícula aquele erro é o que é, então o que dizer das N+X teorias das cordas, das suas M+Z dimensões, os TOEs a chegar, os Higgs a estoirar, etc,... etc..
Se eles ainda acham que o 'tempo' é algo físico, com existência própria, elástico, etc,... é porque não leram o Einstein, nem o Poincaré.

 
Às 28 maio, 2010 18:40 , Blogger alf disse...

Peter

O UFO não é o Alf;

Quanto ao «atestado de credibilidade» do meu blogue deve-se ao seguinte: alunos do ensino oficial que por ele passaram acharam tão interessantes algumas coisas que foram falar delas nos seus exames, para grande confusão dos seus professores, que me contactaram e por isso eu pus esse aviso.

O UFO é alguém que se entusiasmou com certas ideias minhas, porque era alguém que já colocava perguntas neste campo, alguém que procurava respostas. A sua generosidade leva-o a querer partilhar o seu entusiasmo.

E, como me conhece pessoalmente, sabe que eu não sou o reguila que pareço ser nos comentários que faço

Eu busco as pessoas que podem estar interessadas nas áreas que me interessam, pois são aquelas com quem posso dialogar e debater. O Planck disse que as novas ideias apenas encontram caminho nas mentes jovens mas eu não estou de acordo - apenas o tipo de diálogo é que tem de ser diferente. E é aqui que eu tenho falhado redondamente. Muitos anos a olhar para o Universo e poucos a olhar para as pessoas...

 
Às 31 maio, 2010 15:17 , Blogger alf disse...

talvez lhe interesse:

http://www.youtube.com/watch_popup?v=H8rHarp1GEE


PS: os alter-egos do Alf são o Jorge, o Tulito e a Alita; o UFO é muito mais do que isso, é um amigo de carne e osso, um amigo que muito prezo.

 

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