quarta-feira, janeiro 27

Gripe A H1N1

A ministra da Saúde, Ana Jorge, disse ontem (26) em Bruxelas que a gripe A não foi uma falsa pandemia e defendeu todas as medidas tomadas contra a doença em Portugal, nomeadamente a vacinação. "Os números apontam para que não seja uma falsa pandemia", disse , reiterando que, em Portugal, o vírus H1N1 provocou "mais de 80 mortes" e salientou que se justificou o investimento, "quer nas vacinas, quer no contexto geral da prevenção primária".

Ora, ora, senhora ministra, mais que esse número de mortos verifica-se anualmente com qualquer gripezeca vulgar.

Sublinhou também a "grande confiança" que tem na Organização Mundial de Saúde (OMS). Em princípio todos temos, até ver. Há que acreditar em alguém, né?

As declarações da ministra surgem na sequência das declarações do presidente da Comissão de Saúde da Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa, que afirmou que a gripe A foi uma falsa pandemia, "um dos maiores escândalos médicos do século" e que "custou muito dinheiro". O responsável acusou ainda a OMS de ter relações impróprias com as grandes empresas farmacêuticas, tendo esta negado ter sido influenciada pelos fabricantes de vacinas para declarar o estado de pandemia da gripe A.

Em Portugal, o Bloco de Esquerda (BE) questionou segunda-feira a forma como o Governo geriu a aquisição do stock nacional de vacinas contra a gripe A, pedindo também explicações sobre a adjudicação do fornecimento de vacinas a uma única empresa farmacêutica.

Entretanto, para não perder a face, continua a vacinação. Já quase que estou arrependido de ter pedido à “bluegift” para retirar do blogue os vídeos que aí temos tido sobre o assunto.

6 Comentários:

Às 27 janeiro, 2010 01:05 , Blogger heretico disse...

estamos anestesiados. para não usar adjectivo mais forte...

abraços.

 
Às 27 janeiro, 2010 14:49 , Blogger Ferreira-Pinto disse...

O que começa a ser preocupante é que depois da segunda falsa pandemia, um dia vai haver uma a sério e vai acontecer como na história de "Pedro e o Lobo"!

 
Às 27 janeiro, 2010 18:02 , Blogger antonio - o implume disse...

Cuidado com as ondas... se bem me lembro este virus tinha sido desenvolvido em laboratório pelos americanos e agora os mesmos que espalharam essa notícia andam a dizer que o virus nunca existiu?

 
Às 27 janeiro, 2010 19:55 , Blogger alf disse...

o «responsável» que agora faz a denuncia só o faz porque não foi reconduzido.

As farmaceuticas actuam não sobre os políticos mas sobre os media. Os media estabelecem o pânico e os governos são obrigados a comprar as vacinas - para a gripe A, para a normal, para o «cancro do colo do útero», etc.

Também actuam sobre os médicos, como é sabido.

Os políticos não têm alternativa; se não tivessem comprado as vacinas estava tudo histérico por causa disso.

Há que começar a denunciar as manipulações dos media e deixar de olhar para eles como impolutos defensores das liberdades. Neste mundo, não há Santos.

 
Às 28 janeiro, 2010 01:02 , Blogger Peter disse...

alf

O meu caro amigo leu o texto? É que eu não tenho conhecimento do "responsável" de que fala e que fez a denúncia: o presidente da Comissão de Saúde da Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa, não ter sido reconduzido no cargo.

 
Às 29 janeiro, 2010 19:06 , Blogger Peter disse...

antonio - o implume

A gripe A teve uma evolução diferente da prevista e contaminou até agora, menos gente do que a gripe sazonal. Os dados são da rede “Médicos Sentinela”.
Ao contrário do que é habitual nesta altura do ano, o país regista poucos casos de gripe e, no que toca ao vírus H1N1, não só o pico da infecção aconteceu mais cedo, como houve menos pessoas contaminadas do que a generaldiade das estimativas previa.
A gripe A apareceu tal como desapareceu: quase de repente. Portugal regista, neste momento, uma actividade gripal quase nula.

A ministra da Saúde, Ana Jorge, segundo noticia a edição de hoje o semanário “Sol”, manifestou esta semana à empresa farmacêutica GlaxoSmithline a intenção do Governo português reduzir a encomenda de seis milhões de vacinas contra a gripe A.

 

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