segunda-feira, julho 20

O primeiro homem na Lua

A 16 de Julho de 1969, a Apollo 11 partiu em direcção à Lua, com o comandante Neil Armstrong, o piloto do Módulo Lunar Edwin “Buzz” Aldrin, e o piloto do Módulo de Comando Michael Collins. A 19 de Julho, a Apollo 11 entrou em órbita lunar. A 20 de Julho, numa descida dramática, com somente 25 segundos de combustível disponível, Armstrong pousou o módulo lunar Eagle. Às 21h17 em Portugal, o sonho de Kennedy e de muitos outros “loucos idealistas” concretizava-se nas palavras de Armstrong: “Houston, Tranquility Base here. The Eagle has landed”. (“Houston, estamos na Base Tranquilidade. A Águia pousou”).

(Foto da tripulação da Apollo 11)

Na madrugada do dia 21 de Julho, às 3h56 em Portugal, faz hoje 40 anos e comigo a assistir, pois podia lá perder esse momento, Armstrong saiu do módulo lunar, ao pisar o solo, Neil Armstrong pronunciou as famosas palavras: “That’s one small step for man, one giant leap for mankind” (”Este é um pequeno passo para o homem, um salto gigante para a humanidade”). Era o primeiro ser humano a pisar outro planeta.

(Foto da descida)

Quinze minutos mais tarde Buzz Aldrin também pisou o solo lunar, descrevendo-o como uma “magnificent desolation” (”desolação magnífica”). Podem ver a primeira pégada de Aldrin na Lua e que ali permanecerá eternamente:


(Foto da pegada)

Após pouco mais de 2 horas e meia na superfície lunar, de carregarem com mais de 20 quilos de rochas e pó lunar, de deixarem reflectores na Lua de modo a calcularem a distância Terra-Lua por laser, de colocarem a bandeira americana cosida pela portuguesa Maria Isilda Ribeiro que trabalhava em New Jersey (modesto, mas sempre foi um contributo à nossa medida…) e de deixarem uma placa dizendo:

“Here Men From The Planet Earth First Set Foot Upon the Moon, July 1969 A.D. We Came in Peace For All Mankind” (“Em Julho de 1969, Humanos do Planeta Terra pela primeira vez puseram o pé na Lua. Viemos em paz por toda a humanidade”).

Entre experiências científicas que realizaram e aparelhagem que por lá ficou, os astronautas da Apollo 11 deixaram a Lua, e fizeram a viagem de regresso à Terra. Esta foto de Aldrin de costas para o Eagle dá-nos a ideia do tamanho desta.

(Foto do Eagle, de costas Aldrin)

A 24 de Julho de 1969, às 17h50 em Portugal, voltaram à Terra são e salvos, como Kennedy tinha anunciado oito anos antes. Depois da Apollo 11 em Julho de 1969, foram também à Lua as missões: Apollo 12 em Novembro de 1969, Apollo 14 em Fevereiro de 1971, Apollo 15 em Julho/Agosto de 1971, Apollo 16 em Abril de 1972, e Apollo 17 em Dezembro de 1972.
Todas estas missões realizaram inúmeras experiências científicas e deixaram inúmeros artefactos provando que realmente se esteve na Lua. No entanto, ainda hoje há quem prefira irracionalmente optar por conspirações sem sentido. A maioria desses indivíduos diz que a Apollo 11 não aconteceu, apesar de “acreditarem” nas missões subsequentes.
Quem faz afirmações tem de as provar. Como diria Aldous Huxley: “Most ignorance is vincible ignorance. We don’t know, because we don’t want to know”.

10 Comentários:

Às 20 julho, 2009 15:30 , Blogger vbm disse...

A SIC entrevistou hoje o Mensurado que foi o locutor que descreveu a missão durante dezanove horas ininterruptas. Eu pessoalmente, lembro-me de tudo como se fosse hoje. Sucedeu-me até uma experiência quase... lunática! lol Conto: o meu televisor avariou aí pelas duas da manhã; então, fui de pijama e sobretudo por cima a uma casa vizinha de um irmão meu; naquele tempo, anos sessenta, sabes como as mulheres se arranjavam e pintavam e se penteavam todas para sair à rua; ora, eram duas da manhã, abriu-me a porta a minha cunhada em trajes de dormir, sem uma única pintura, sem rimmel e sem pestanas, sem cabeleira erguida ao alto; branca como a cal da parede: julguei que tinha alunado no mar ignoto da intranquilidade! :)) Mas lá entrei, e continuei a ver a emissão até às 5 da manhã; fiquei absolutamente siderado com o feito; já disse: só com muita e muita teoria aquele feito foi possível; nunca mais respeitei o mero saber de experiência feito na vida, que passei a apodar ser uma universidade que não é má mas que demora muitos anos a tirar o curso! De então para cá não é o 'povoléu', não é o 'povinho', não é o homem comum idolatrado pelos pseudo-democratas que me convence; é só o saber teórico, comprovado mas demonstrável por a + b estar conforme com o corpo global de conhecimento.

 
Às 20 julho, 2009 15:34 , Blogger vbm disse...

Hoje, na SIC, o Carvalho Rodrigues foi entrevistado e revelou que o Aldrin, na tese de doutoramento que fez, demonstrou que, com uma base espacial em solo lunar é possível ir a Marte quase sem gastar combustível nenhum vogando a nave pela simples força da gravidade!

 
Às 20 julho, 2009 16:16 , Blogger antonio - o implume disse...

Como explicas a pegada num solo que não tem humidade?

 
Às 20 julho, 2009 16:30 , Blogger vbm disse...

Pela força da gravidade
e ausência de ar.

 
Às 20 julho, 2009 20:01 , Blogger Peter disse...

antonio - o implume

A pegada de Aldrin deve permanecer visível durante cerca de 100 mil anos, pois como diz o vbm, na Lua não existe atmosfera nem actividde geológica que a apague.

 
Às 20 julho, 2009 20:09 , Blogger Peter disse...

vbm
Um acontecimento destes merece todos os sacrifícios para se ver. Eu travei uma luta terrível contra o sono.Pior estiveram os habitantes do bloco soviético, nos quais a informação foi omitida. Eram as "amplas liberdades".

 
Às 20 julho, 2009 20:17 , Blogger Peter disse...

vbm

Concordo inteiramente e destaco o teu ponto de vista:
"só com muita e muita teoria aquele feito foi possível; nunca mais respeitei o mero saber de experiência feito na vida, que passei a apodar ser uma universidade que não é má mas que demora muitos anos a tirar o curso! De então para cá não é o 'povoléu', não é o 'povinho', não é o homem comum idolatrado pelos pseudo-democratas que me convence; é só o saber teórico, comprovado mas demonstrável por a + b estar conforme com o corpo global de conhecimento."

Quando a então URSS lançou o Sputink houve um prof do IST que veio negar que tal feito era impossível. Estávamos em pleno "salazarismo"...

 
Às 20 julho, 2009 22:53 , Blogger Papoila disse...

Querido Peter:
Em 1969 vivia em casa de uma tia avó no Porto para frequentar a Faculdade de Medicina. (A casa de famíla era em Aveiro). A minha tia-avó, modista de alta costura, vestia-se de acordo com a sua profissão... já com 80 anos assistiu comigo á alunagem com a empregada escandilazada por estarmos ambas em pijama frente ao televisor. Nunca duvidou que estavamos a assistir a um dos maiores feitos da humanidade. Muitas vezes a ouvi repetir que o tempo dela era o que vivia...
Beijos

 
Às 21 julho, 2009 00:32 , Blogger Peter disse...

Papoila

A tua avó tinha razão, vocês e eu assistimos a um dos maiores feitos da humanidade.

Infelizmente, cá por estas bandas, continuamos rodeados de "velhos do Restelo".

 
Às 30 março, 2017 15:10 , Blogger Unknown disse...

Olá, a todos

Quando estive em janeiro de 2011 no Science Museum em Londres e visitei a exposição da ida do Homem à Lua, tinha 29 anos. Foi a 1ª vez que duvidei de tal feito.

Após essa data comecei a pesquisar com mais atenção, porque de facto nunca tinha prestado muita atenção ao assunto, pelo menos no que toca a duvidar da veracidade do acontecimento.

Eu não tenho dúvidas sobre a capacidade de construirmos mísseis e foguetões, há provas evidentes da sua existência. Mas provas irrefutáveis que não deixem qualquer dúvida que o Homem pisou a Lua, atenção, que o Homem pisou a Lua, mesmo que lá estejam artefactos humanos, isso NÃO existe no meu ponto de vista.

Passaram 48 anos e o Homem nunca mais voltou à Lua! Isso levanta muita especulação.

E de facto de todas as evidências que se podem recolher (https://en.wikipedia.org/wiki/Third-party_evidence_for_Apollo_Moon_landings) sejam da NASA ou independentes, levanta muitas dúvidas.

A mim parece-me tudo muito encenado, gravado ou feito em estúdio. A questão é que os anos passam e agora temos uma perspectiva e um olhar sobre o passado. A evolução tecnológica hoje permite analisar esta informação com mais cuidado e detalhe.

Ainda não encontrei UM ÚNICO vídeo ou fotografia em que veja de uma forma clara e objectiva em que possa fazer um reconhecimento nas imagens, por exemplo, como funciona o painel de controlo do LM-5 Eagle, utilizado na missão Apollo 11? Não existe.

Aliás, reparei noutro detalhe. O olhar do cameraman, reparem com atenção, a forma como filma e o vídeo está editado, de facto em qualquer momento ele deixa o OLHAR do espectador, entender a narrativa. Achei genial! Quem fez a produção sabe muito bem o que está a fazer.

O que estão aqueles astronautas a fazer? Como estão a operar as máquinas!? Eles somente se limitam a andar de um lado para o outro a fazer figuras de palhaços, por amor de Deus, é um disparate completo.


A história do Homem na Lua, em 1969, para a missão Apollo 11, foi inspirado na obra De la Terre à la Lune, de Jules Verne. https://pt.wikipedia.org/wiki/De_la_Terre_%C3%A0_la_Lune


Jules Verne foi um dos inventores do futuro.


Le voyage dans la Lune, de Georges Méliès https://pt.wikipedia.org/wiki/Le_voyage_dans_la_Lune


Para mim permanece um mistério se conseguem sequer chegar à Lua. Devem estar a tentar descobrir se é possível. Ou descobriram que não é mas não quiseram dizer para evitar a humilhação dos milhões de dólares investidos naquela altura e usaram aquilo como uma manobra de propaganda para iludir as pessoas, um reality show.

Pode até ter sido bom na altura, ajudou as unir as pessoas, mas para a história deve sempre ficar a verdade.

Foi uma mentira de sonho para um futuro mais risonho.


Agora querem ir a Marte. https://www.nasa.gov/exploration/systems/orion/index.html parece o mesmo produto com um nome e data diferente, pode ser que consigam vender, pode ser que seja uma novidade e consigam enganar outra vez toda a gente.

Se a NASA não apresenta evidencias que qualquer pessoa normal possa verificar que o Homem pode ir à Lua, então acho que os artefactos das missões Apollo não merecem estar em Museus, nem nos livros de História.






 

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