sábado, junho 21

A vingança do automobilista perante a zebra

Segundo a PSP, ocorreram em Lisboa nos primeiros quatro meses deste ano 266 atropelamentos. Se morreu algum foi depois (não conta, não rmorto, é morto-vivo) no hospital. O curioso é que nada menos de 101 destes atropelamentos (38%) tiveram lugar em zebras.
Se a proporção de pessoas que atravessam a rua nas passadeiras fosse de 38%, isso quereria dizer que o risco de atravessar nas zebras foi inferior a essa (como é possível), isso significará que o risco de atravessar nas passadeiras é superior ao de atravessar fora dela.

O que levará um automobilista a atropelar mais facilmente um peão cumpridor que um peão desrespeitador?

2 Comentários:

Às 24 junho, 2008 16:53 , Blogger Brisa disse...

A questão deveria ser colocada ao contrário: por que atravessamos fora das zebras? Sempre me senti mais segura, porque estou a contar exclusivamente comigo e com a minha agilidade. As várias "tentativas" de atropelamento senti-as sempre, sempre, quando estava em cima de uma zebra. Porquê? Porque me achava segura enquanto peã cumpridora.
Há um autor dos anos 70 que tem um livro chamado "O Sistema dos Objectos", no qual discorre sobre a nossa relação com os objectos ao longo dos tempos. Num dos últimos capítulos, analisa no que nos tornamos assim que assentamos o rabo ao voltante de um carro. O tuga eleva esta transformação ao cúmulo da estupidez!

 
Às 25 junho, 2008 19:09 , Blogger Peter disse...

Brisa

Não conheço o livro, mas as conclusÕes é como dizes:

" assim que assentamos o rabo ao volante de um carro, o tuga eleva esta transformação ao cúmulo da estupidez!"

O pior é que muitas vezes são os pacatos cumpridores as vítimas que levam com o outro em cima.

 

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