terça-feira, maio 8

Porque nos damos ao trabalho de procurar a verdade?

Não sei. Damo-nos ao trabalho de procurar as pequenas verdades porque somos curiosos, somos curiosos porque pensamos, pensamos porque somos matéria pensante. No fundo vejo isto de uma forma tão simples que pode parecer uma loucura.
Lembram-se daquela fase em que os bebés passam imenso tempo a explorar o próprio corpo: pés, mãos, joelhos ...?
O bebé procura verdades quando passa uma tarde inteira agarrado a um pé?

Onde quer que exista matéria pensante no Universo, este ganha uma consciência. E o Universo és tu, sou eu, somos todos nós, o que quer que seja o Universo, isso sou eu. Não ”também”, mas eu inteiramente, porque sem mim ele não existe.
O que nós queremos é conhecer-nos, queremos tocar-nos, queremos saber quem somos, porque somos assim?

É a procura da verdade, ou daquilo que para mim é a verdade e essa procura incessante, essa inquietação que me atormenta, esse procurar ir sempre mais além, consigo-o através da herança intelectual que me foi legada pelos humanos que me precederam.

11 Comentários:

Às 08 maio, 2007 03:03 , Blogger Ant disse...

Dois posts muito mas muito interessantes Peter.
Deixo o meu em draft para depois.
Abraços.

 
Às 08 maio, 2007 10:16 , Blogger Ant disse...

Peter que queres tu dizer com isso de limpar a casa?
Eu acho-a muito asseada...

 
Às 08 maio, 2007 11:04 , Blogger bluegift disse...

Ant, mudaste de roupinha! nem te conhecia... sou má, não sou? Beijo :P

Peter, gostei dessa imagem do bebé que busca a verdade na observaçao do próprio pé :)
Mais interessante ainda é essa herança genética e cumulativa da busca da "verdade". É fantástico imaginar o quanto herdámos de conhecimento, imprimido na memória genética, e que tipo de conhecimento iremos transmitir aos nossos descendentes. O que é que foi escolhido pelo nosso organismo como informação relevante, mais do que como "verdade". Apaixonante.

 
Às 08 maio, 2007 12:13 , Blogger Belzebu disse...

E não é essa procura incessante da verdade, da nossa verdade, a razão de muitas das nossas maiores alegrias e frustrações? Não se torna por vezes insustentável, essa sede de conhecimento, que te atormenta a ti e inquieta todos?

Saudações infernais!!!

 
Às 08 maio, 2007 13:08 , Blogger Betty Branco Martins disse...

Olá Peter

Belo post______alta reflexão!!!


O desejo da verdade aparece muito cedo nos seres humanos como desejo de confiar nas coisas e nas pessoas, isto é, de acreditar que as coisas são exatamente tais como as percebemos e o que as pessoas nos dizem é digno de confiança e crédito.

Ao mesmo tempo, nossa vida quotidiana é feita de pequenas e grandes decepções e, por isso, desde cedo, vemos as crianças perguntarem aos adultos se tal ou qual coisa “é de verdade ou é de mentira”.

(verdade/mentira(entre)um pequeno fio)

Quando Nietzsche designa a arte como uma mentira, não é porque ela ponha uma ilusão intencional no lugar da verdade.

Sua mentira consiste no fato de que ela apresenta um estado de coisas de um modo tal que ele não é na realidade: a saber, sendo permanente, ordenado e belo. Oferecendo a arte o sentimento tranquilizador de uma pacífica permanência e de uma bela ordem, ela suaviza a crueldade, sem eliminá-la: o véu de beleza da arte despotencializa a crueldade, e o terror é, no entanto, suficientemente transparente para deixar entrever a cruel, absurda e terrível existência humana.

Desse modo, a mentira lembra a bela aparência na medida em que aquilo que tomamos como realidade é um tecido quebradiço de ilusões, isto é, mentiras. Se o fundamento dionisíaco da arte sempre nos chama de volta à memória do doloroso carácter fundamental da existência humana, então o apolíneo na arte faz com que o esqueçamos.

A tragédia do homem consiste no facto de estar consciente de que ele, com esse mundo de aparências construído por ele mesmo, flutua sobre um abismo, sem que ele recaia em resignação, já que ele, através de uma auto-ilusão consciente para além da verdadeira natureza da vida humana, deve descobrir para si o valor dessa vida.
____________A eterna busca da verdade

Um beijo c/carinho

 
Às 08 maio, 2007 13:50 , Blogger MARTA disse...

É isso - parte-se sempre à procura da verdade...
Fascinante às vezes; um verdadeiro terror...mas faz parte da aprendizagem...
Teria sentido doutra forma??? Não...
Gostei muito do texto/reflexão.
Beijos e abraços. Ah, favor não esquecer que já só faltam 18 dias...e essa é a verdade/realidade do meu dia.
Marta

 
Às 08 maio, 2007 17:50 , Blogger H. Sousa disse...

Tenho uma visão semelhante sobre o assunto, sem uma mente onde as coisas se tornam conscientes, não há existência alguma.
Bem, um pouco descabido, fica este link:

http://www.publico.clix.pt/shownews.asp?id=1293303&idCanal=170

Abraços

 
Às 09 maio, 2007 12:50 , Anonymous Sutra disse...

Verdade e nada melhor que a verdade. :-)

Os Contos Secretos, atingiram o seu primeiro 1.000.000 de visitantes :-)
Visitem :-)


Já agora, pedia o favor se susbtituíam o nome que têm no m/ link para Contos Secretos, o nome do site :-)

 
Às 09 maio, 2007 20:35 , Blogger augustoM disse...

Peter é com muito gosto que te vejo filosofar, as raízes quadradas, nem sempre são tudo.
Concordo inteiramente com o teu raciocínio. Procurar o quê? Se o tudo somos nós próprios
Um abraço. Augusto.

 
Às 09 maio, 2007 22:00 , Blogger Peter disse...

Augusto, isto é filosofar?
Não sabia...

Como sempre, inteligentemente, acertas na "mouche":

"Procurar o quê? Se o tudo somos nós próprios"

Abraço

 
Às 10 maio, 2007 17:56 , Blogger António disse...

Francamente, nesta fase da minha vida já não me importo muito em descobrir a verdade porque acho que nunca a descobrirei.
Algumas já as tomei como dados adquiridos.
Outras vão-se revelando como verdades mas nunca chegarei a saber se o são.
Em resumo: fico com as minhas verdades e já é muito bom!

Abraço

 

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