terça-feira, outubro 11

A.

O pensamento planando entre raios solares e visões rasgado por antevisões promessas e deambulares de sonhos.

A audibilidade do respirar no ouvido tornando-se ternuras e anseios. – Sonhos. –

O silêncio de diafragma substituído com êxito apenas pelo respirar.
O sonhar-te na ausência de voz, corpo e presença.

A tremenda capacidade de transmissão de pensares e emoções e o consequente arrepio dorsal deixando vislumbrar desejo mãos que tocam epiderme, olhar que mergulhe noutro olhar translúcido de azul vestido.

O sentir o calor que emana do corpo ausente, adivinhando olhos enormes e labiares que percorrem cada centímetro explorando, devassando não a intimidade mas emoções.

Da noite que cai, a ausência.
Da noite que chega, o sonho.
Da noite negra e ventosa a certeza da chegada.

[Hoje estive com alienígenas. Ao contrário do que esperava não eram estranhos. Eram belos e falavam de paz]

O falar-te de novo da audibilidade do respirar no ouvido e concomitantemente das ternuras/sonhos/anseios, reforça apenas a ansiedade que tomou um homem, hoje adolescente.

Da noite que cai, a ausência.
Da noite que chega, o sonho.
Da noite negra e ventosa a certeza da chegada.

8 Comentários:

Às 11 outubro, 2005 22:50 , Blogger MJM disse...

Da noite que cai, a ausência.
Da noite que chega, o sonho.
Da noite negra e ventosa a certeza da chegada.

Uma série de sensações ao longo do texto mas alaguei nesta piscina de palavras final.
Salvé!

 
Às 11 outubro, 2005 22:57 , Blogger yatashi disse...

Axho que me vou repetir no comentário mas cá vai,
Letras, é sempre bom {re}ler-te

bonito.
boa noite

rose

 
Às 11 outubro, 2005 23:10 , Blogger Peter disse...

yatashi, invejo a tua memória. :-)

 
Às 12 outubro, 2005 00:36 , Blogger lazuli disse...

Palavras impossíveis de descrever. A beleza da escrita. Por acaso lembrei-me da deusa Artémis..
Um abraço!

 
Às 12 outubro, 2005 03:59 , Blogger Betty Branco Martins disse...

:)

As palavras acariciam os gestos
respiração
que azula
um poema
rumor secreto das entrelinhas
que
deslizam
num corpo
luz
hesitante
que abandona
o imenso vazio

a
demora
na essência quente
da mãos
que agora
sentindo
a seda das palavras
já não sabes
se
são tuas...

Um beijo

 
Às 12 outubro, 2005 10:37 , Blogger yatashi disse...

Peter, lembro-me das coisas que gosto:)
***

 
Às 12 outubro, 2005 10:55 , Blogger bluegift disse...

Zé, vou-te confessar uma coisa: eu sou uma alienígena! ;)
Beijo.

 
Às 12 outubro, 2005 11:19 , Blogger Peter disse...

yatashi, por isso continuas aqui pelo "conversas", ;-))

Obrigado, gostamos mt de te ter connosco.

 

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