sexta-feira, janeiro 23

Bernard Madoff: o novo "ROBIN DOS BOSQUES"?

O corrector de Wall Street, Bernard ('Bernie') Madoff, ex-presidente da NASDAQ, investidor apreciado e respeitado, confessou ter montado a maior burla da história, uma fraude de 50 mil milhões de dólares.
Bernie era conhecido pela sua generosa filantropia, em especial para com as causas sionistas, judaicas e israelitas. Durante quase quarenta anos arranjou uma clientela, que chegou a incluir alguns dos maiores bancos e casas de investimento na Escócia, Inglaterra e França; assim como “hedge funds” (grandes fundos de investimentos a prazo) nos Estados Unidos. Os clientes de Bernie incluíam muitos multi-milionários e bilionários da Suíça, Israel e outros sítios.
Madoff partilhava com os seus clientes super-ricos (judeus e gentios) um estilo de vida comum à classe alta, e uma mistura de filantropia cultural com especulação financeira moderada.

A grande fraude

O fundo de investimentos de Madoff só lidava com uma clientela limitada de multi-milionários e bilionários que mantinham os seus fundos durante um longo período de tempo; os levantamentos ocasionais eram limitados em valor e eram facilmente cobertos pela entrada de novos fundos de novos investidores que se esforçavam por ter acesso à gestão de dinheiro de Madoff. Madoff não era nenhum Robin dos Bosques, as suas contribuições filantrópicas e caritativas facilitavam-lhe o acesso aos ricos e abastados que tinham assento nos conselhos das instituições beneficiadas e provavam-lhes que era 'um deles', uma espécie de 'íntimo' super-rico da mesma classe de elite.

O lado positivo da mega-fraude de Madoff (a involuntária mão da Justiça)

Primeiro que tudo, a fraude de mais de 50 mil milhões de dólares pode significar uma grande dentada no financiamento sionista americano de ilegais povoamentos coloniais israelitas nos Territórios Ocupados. A maior parte dos investidores vai ter que reduzir ou eliminar a sua compra de títulos de Israel, que subsidiam o orçamento militar do estado judaico.

Em segundo lugar, a burla ainda desacreditou mais os “hedge funds” altamente especulativos que já se encontravam vacilantes por causa de levantamentos maciços devidos a profundos prejuízos.

Em terceiro lugar, a fraude de grande escala e de longa duração de Madoff não foi detectada pela Comissão de Títulos e Câmbios (SEC), o fracasso da SEC demonstra a incapacidade dos organismos reguladores do governo capitalista em detectar mega-fraudes.

Em quarto lugar, a associação de longa data de Madoff com a NASDAQ, incluindo a sua posição de presidente, enquanto ia defraudando os seus clientes em milhares de milhões, indica fortemente que os membros e os dirigentes desta bolsa de valores são incapazes de reconhecer um escroque, e tendem a fazer vista grossa a 'um dentre eles'.

Após Madoff, é talvez altura de procurar um colchão tamanho grande para
guardar em segurança o que resta da riqueza familiar.

(continua)

6 Comentários:

Às 23 janeiro, 2009 18:46 , Blogger Ferreira-Pinto disse...

Robin dos Bosques?
Hum ... o outro, o genuíno, parece que partilhava; já este!

 
Às 23 janeiro, 2009 18:58 , Blogger Peter disse...

Desculpa lá, mas não leste:

"Madoff não era nenhum Robin dos Bosques, as suas contribuições filantrópicas e caritativas facilitavam-lhe o acesso aos ricos e abastados que tinham assento nos conselhos das instituições beneficiadas e provavam-lhes que era 'um deles', uma espécie de 'íntimo' super-rico da mesma classe de elite."

:)

 
Às 23 janeiro, 2009 19:25 , Blogger alf disse...

É como diz; mas deixe-me apresentar alguns pensamentos algo desviantes, como é meu timbre...

Agora que a coisa estoirou é fácil dizer que o Madoff tinha um esquema de pirâmide. O que não se diz é que esse é o mecanismo essencial de todos os processos especulativos.

Muitos bancos, e estou a lembrar-me particularmente de um anuncio do Barclays, ofereciam taxas de juros elevadas e garantidas. Garantidas como? Ora, baseadas numa perspectiva especulativa..

As Bolsas estiveram sempre a subir baseadas no mesmo esquema de pirâmide: era o constante aumento de procura de acções que fazia subir o seu preço, não era o seu valor intrinseco. Quando começou a faltar dinheiro para «investir» na bolsa, as bolsas cairam.

Com a construção civil a mesma coisa

No fundo, isto tudo são variantes da lei da oferta e procura. Trata-se apenas de criar um produto que tenha uma procura elevada - como a oferta de uma taxa de juro mais alta do que a concorrência.

O sistema não estoirou por causa de uns malandros; estoirou porque as suas regras precisam de ser aperfeiçoadas, são incapazes de combater o problema fundamental da economia, o crescimento sustentado da desigualdade.

é por isso os membros da bolsa não foram capazes de "reconhecer um escroque" - porque ele apenas estava a jogar conforme as regras do sistema, não estava a vigarizar (quem entra em depósitos com taxas de juro elevadas garantidas também sabe o que está a fazer, e sabe que essa é uma operação com riscos; os depositantos não foram defraudados, entraram conscientemente num jogo com risco e perderam agora uns; outros, ou os mesmos, já tinham ganho)

O Obama frisou o problema no seu discurso, frisou a necessidade de voltar a garantir a igualdade de oportunidades e combater o esquema do «dinheiro gera dinheiro». O homem sabe do que fala.

 
Às 23 janeiro, 2009 22:25 , Blogger Peter disse...

alf

«Os mega-fundos de Bernie exibiam muitos sinais semelhantes aos de recentes escândalos de alto nível: os altos retornos permanentes, sem igual em todos os outros corretores; a falta de fiscalização por terceiros; uma firma de contabilidade por detrás, incapaz fisicamente de auditar a operação de multi-milhares de milhões de dólares; uma actividade de corretor-intermediário directamente sob o seu controlo e a obscuridade total sobre em que é que estava realmente a investir. A evidente semelhança de sinais com outros burlões era menosprezada pelos ricos e famosos, pelos investidores sofisticados e pelos consultores bem pagos, os MBA's de Harvard e todo o exército de reguladores da Securities Exchange Comission (SEC) visto que estavam todos totalmente imbuídos na cultura corrupta de 'agarrar no dinheiro e pôr-se em fuga' e de 'se estás a ganhá-lo, não faças perguntas'. A reputação da superior sabedoria de um judeu de Wall Street aparentemente bem sucedido alimentou a auto-ilusão dos ricos e dos estereótipos dos gentios milionários.»

 
Às 23 janeiro, 2009 22:30 , Blogger Peter disse...

alf

«O choque, o pavor e os ataques cardíacos que se seguiram após Madoff confessar que estava a 'gerir um esquema Ponzi' gerou tanta fúria pelo dinheiro perdido e pela queda da classe endinheirada quanto a vergonha de saber que os maiores exploradores do mundo e os vigaristas mais espertos de Wall Street tinham sido totalmente 'apanhados' por um do seu próprio meio. Não só sofreram grandes perdas como a sua própria imagem de ricos, por serem tão espertos e de 'condição superior', ficou totalmente estilhaçada: viram-se a si mesmos a sofrer a mesma sorte de todos os otários a quem tinham anteriormente vigarizado, explorado e expropriado na sua subida até ao topo. Não há nada pior para o ego de um respeitável vigarista do que ser ultrapassado por outro vigarista maior. Por causa disso, uma série dos que mais perderam tem-se recusado até agora a revelar os seus nomes ou a quantia que perderam, preferindo agir através de advogados, lutando contra outros perdedores.»

 
Às 26 janeiro, 2009 14:47 , Blogger alf disse...

Peter

Belíssimo o seu esclarecimento!

Parece que estamos todos imbuídos dessa cultura, a vários níveis.

Por exemplo, quando surgiram os PPR, eu não fiz porque achei que era uma grande vigarice em favor da banca - mas toda a gente achou que eu não batia bem da cabeça... pois se nós ganhavamos com aquilo, porque não haveriamos de fazer???

 

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