terça-feira, março 7

Último amor

Era o último amor. A casa fria,
os pés molhados no escuro chão.
Era o último amor e não sabia
esconder o rosto em tanta solidão.

Era o último amor. Quem adivinha
o sabor breve pela escuridão?
Quem oferece frutos nessa neve?
Quem rasga com ternura o que foi verão?

Era o último amor, o mais perfeito
fulgor do que viveu sem as palavras.
Era o último amor, perfil desfeito
entre lumes e vozes e passadas.

Era o último amor e não sabia
que os pés à terra nua oferecia.

(autor: Luis Filipe Castro Mendes)

Considerado por Inês Pedrosa, como dos mais belos poemas de amor.

13 Comentários:

Às 07 março, 2006 12:16 , Blogger amita disse...

Olá Peter. Bom dia. Passo de fugida.bjos belo poema

 
Às 07 março, 2006 12:35 , Blogger bluegift disse...

E é muito justa essa atribuição.

Olá Amita ! Beijo :)

 
Às 07 março, 2006 12:53 , Blogger Ana disse...

Lindíssimo este poema. Quando se ama, o amor é sempre o último e definitivo.
Um beijo.

 
Às 07 março, 2006 14:39 , Blogger Joaninha disse...

Quando se ama, ama-se mesmo para além da terra fria...
Belíssimo! Beijinho

 
Às 07 março, 2006 15:41 , Blogger Lady disse...

São tão belos os últimos amores.
Todos os são, quando se acredita serem os últimos e se vive como tal.
É a beleza do amor.
Beijinhos

 
Às 07 março, 2006 15:44 , Blogger Lady disse...

Peter, uma vez perguntei-te se não fazias visitas.
Hoje repito a questão: não costumas visitar as pessoas que te visitam, ficando confortavelmente à espera que os outros te visitem a ti? Eu gosto de vir aqui e continuarei a fazê-lo, independentemente de visitas, mas acho curioso, até porque para saber as tuas respostas tenho de vir aqui lê-las.
Interessante.
Beijinhos

 
Às 07 março, 2006 17:38 , Blogger MARTA disse...

Gostei muito do poema.
Sem ser "chata", respondes às perguntas que deixei no meu blog?
E alguém aqui que quiser dar a sua opinião.
Obrigada
Beijinhos
Marta

 
Às 07 março, 2006 19:23 , Anonymous Maria Papoila disse...

Belíssimo este poema porque quando se ama, ama-se como se fosse o último. "...perfil desfeito entre lumese vozes e passadas..." Beijo

 
Às 07 março, 2006 21:16 , Blogger Su disse...

gostei de ler...era o ultimo amor e não sabia...pois é ...
jocas maradas

 
Às 07 março, 2006 21:56 , Blogger Peter disse...

Lady, ainda hoje estive no teu blog a ler dois poemas: um de Fernando Namora e o outro do Saramago (não sabia que tb fazia poemas ...).

 
Às 08 março, 2006 01:15 , Blogger amita disse...

Olá Blugift, um bjo para ti também.
Passei para reler o poema depois de um dia para esquecer embora a semana prometa o mesmo. Bjinhps e uma flor para todos. Durmam bem.

 
Às 08 março, 2006 01:15 , Blogger lazuli disse...

Peter, depois dum dia cansativo é bom vir aqui e ler este belo poema e partilhar contigo e com os amigos deste encantador lugar as palavras dum poeta (confesso que desconhecia..)sobre o amor..e a sua infinitude.

beijos

fernanda

(ainda estás aí ou foste apanhar a abóbora?)

 
Às 08 março, 2006 01:23 , Blogger heloisa disse...

FICA UM ABRACO, PETER!
E, UM OBRIGADA, por Sua VISITA!
_BELO O POEMA!
heloisa.
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