sábado, novembro 15


(continuação 3)

Estas são as «narrativas das origens plurais dos judeus» que a historiografia sionista progressivamente marginalizou a partir dos anos sessenta do século XX. Isto porque o nacionalismo israelita assumiu os judeus como «um ethnos específico que, após dois mil anos de exílio e de errância, acabou por voltar a Jerusalém, a sua capital».

Os defensores desta «narrativa linear e indivisível» esforçam-se até, — de um modo que quase lembra o nazismo! —, por investigar a proximidade genética dos judeus do mundo inteiro, a partir do «campo legitimado e popular da biologia molecular»!

Israel (1948-2008), sessenta anos após a sua fundação, «recusa conceber-se como uma república para os seus cidadãos», um quarto dos quais não considera judeus — provável e ironicamente, os verdadeiros judeus-descendentes, precisamente os palestinos! — e reivindica o status de «Estado dos judeus do mundo inteiro». Esta etnocracia sem fronteiras invoca o mito da nação eterna que finalmente pode reunir-se na «terra dos seus antepassados».

(continua)

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2 Comentários:

Às 15 novembro, 2008 11:03 , Blogger Peter disse...

vbm

Fala-me da fundação de Israel, do Exodus e da guerra com os ingleses, é um assunto do qual conheço pouco, ou nada.

Abraço

 
Às 15 novembro, 2008 18:56 , Blogger vbm disse...

Eh, Peter!

Mas eu também não conheço e confesso não ter uma grande curiosidade de sabê-lo. Sei o queixume do autor que agora estou a ler, Nassim Nicholas Taleb - "O cisne negro" -, libanês, que a sua terra natal, pacífica, culta, civilizada, foi devastada por guerras nacionalistas sem sentido, guerras, conflitos, que se supunham ou previam de curtíssima duração e, ao contrário, persistem sem negociação, sem solução. Porém, eu nunca tentei acompanhar os conflitos sem fim que grassam no Médio Oriente

 

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