quarta-feira, agosto 15

“Burocratices”


Com "Simplex" ou sem ele, a burocracia tem raízes profundas que dificilmente serão extirpadas.
Um cidadão "vulgaris de Lineus", (daqueles que paga os seus impostos, porque não pode fugir ao cumprimento de um dever, que parece não ser de todos, por muito que nos queiram convencer do contrário) perdeu a sua carta de condução e munido dos documentos que julgava necessários, dirigiu-se ao respectivo departamento para pedir uma 2ª via da referida Carta.
Após mais de uma hora perdida, ou seja, mais de uma hora em que não deu o seu contributo para o aumento da produtividade do País, foi finalmente atendido.
Azar! Necessitava de entregar também uma fotocópia do seu Bilhete de Identidade. Furioso por ter de ir fazer fora a fotocópia necessária e ter de voltar para o fim da fila, o que significava mais tempo não produtivo (era um cidadão muito preocupado com o aumento da produtividade ...) e em desespero de causa, pediu o livro das reclamações, também conhecido por "a cunha dos teimosos".
Com muito má vontade, o funcionário foi buscar o livro, ao mesmo tempo que lhe pedia o Bilhete de Identidade para tirar uma fotocópia que teria de ficar apensa à queixa.
NÃO HÁ PACHORRA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
E não há que fugir:
« ... somos um país de burocratas em que o "juridismo" impera em certas zonas da administração, de maneira obsessiva. Como se, para compensar a "não-acção", se devesse registar a mínima palavra ou discurso em actas, relatórios, notas, pareceres - ao mesmo tempo que não se toma, em teoria, a mais ínfima decisão, sem a remeter para a alínea X do artigo Y do decreto-lei nº tal, do dia tal, de tal mês, do ano tal. .. » (in "Portugal, hoje - o medo de existir", José Gil)

1 Comentários:

Às 18 agosto, 2007 18:37 , Blogger António disse...

Afinal parece que é mesmo preciso "deslocalizar" muitos funcionários públicos...

Abraço

 

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