terça-feira, maio 23

Os "descartáveis"


Um livro aterrador e que faz pensar:

"Embora sempre tenha existido ferocidade social, esta tinha limites imperiosos, porque o trabalho resultante das vidas humanas era indispensável aos que detinham o poder. Já não o é; pelo contrário, tornou-se um estorvo. E esses limites desmoronam-se. Percebe-se o que isto significa? Nunca o conjunto da humanidade teve a sua sobrevivência tão ameaçada.
Qualquer que tenha sido a história da barbárie ao longo dos séculos, até hoje o conjunto dos seres humanos sempre beneficiou de uma garantia: ele era essencial ao funcionamento do planeta, como à produção, à exploração dos instrumentos do lucro, de que fazia parte.Todos estes elementos o preservavam.
Hoje, pela primeira vez, a massa humana já não é materialmente necessária, e menos ainda economicamente, ao reduzido número de pessoas que detêm o poder e para quem as vidas humanas que evoluem no exterior do seu círculo íntimo só têm interesse, OU MESMO EXISTÊNCIA* - apercebemo-nos disso a cada dia que passa - de um ponto de vista utilitário."

(O horror económico", Viviane Forrester)

* - Realçámos este aspecto.

10 Comentários:

Às 23 maio, 2006 08:55 , Blogger bluegift disse...

verdade nua e crua...

 
Às 23 maio, 2006 09:20 , Blogger Pdivulg disse...

Que estranha sociedade a nossa...

 
Às 23 maio, 2006 10:02 , Blogger Ant disse...

"Ó admirável mundo novo que tais belezas encerras

 
Às 23 maio, 2006 10:49 , Anonymous MEDUSA disse...

É bem verdade, infelizmente...

Bjos da Medusa

 
Às 23 maio, 2006 11:26 , Blogger Peter disse...

"Na pior das hipóteses, cada 300 euros em circulação em Portugal
garantem ao Estado 100 euros de receita.

Portanto, Sr. Primeiro-ministro, governe-se com o dinheirinho que
lhe dou porque eu quero e tenho direito a tudo isto.

Um português contribuinte."

Retirado do artigo: "Os desejos de um Português", no blog http://tribunalbeatas.blogspot.com

Está nos n/links e vale a pena ler o artigo todo.

 
Às 23 maio, 2006 12:58 , Blogger herético disse...

A citação de Viviane Forrester, "obriga-me" a um olhar mais atento para o teu blog que confesso lia por vezes de soslaio...

 
Às 23 maio, 2006 13:24 , Blogger Peter disse...

"herético", "de soslaio"?
Possivelmente não nos visitaste durante as campanhas para as presidenciais, em que não escondemos a n/preferência.

Interessante o teu artigo sobre o MMCarrilho.

 
Às 23 maio, 2006 13:39 , Anonymous Lúcia disse...

Olá Peter, sobre este assunto não posso dizer muito, porque não há palavras que exprimam a minha repugnancia nesta sociedade

a minha disposição para o mundo da net tem-se desvanecido, confesso.
Mas está tudo bem, obrigada por perguntares.
Como estás tu, meu caro amigo?:)

beijitos,
Lúcia

 
Às 23 maio, 2006 14:26 , Blogger António disse...

Olá, Peter!
Um texto que nos convida a pensar nas mudanças rápidais e radicais que a nossa global sociedade está a sofrer.
Mas quem sofre mais?

Obrigado pea visita.

Um abraço

 
Às 23 maio, 2006 18:27 , Blogger Peter disse...

António, apenas queria fazer uma pequena observação:

- Viviane Forrester sugere a "eliminação física" (morte natural primeiro e depois quem sabe ...) como a melhor maneira de resolver economicamente o problema dos "descartáveis".

A ideia parece ter tido uma certa aceitação por cá, talvez a partir duma Conferência que houve na FCG e onde a autora aproveitou para lançar a tradução do seu livro, então já um grande sucesso em França. Pelo menos alguém referiu a "morte natural" como um dos modos de resolver o excesso de "pensionistas", "reformados" e até "funcionalismo público" ...

 

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