terça-feira, julho 26

LUMINESCÊNCIAS OU PEQUENOS RASGOS DE LUCIDEZ

[O tornear-te nas ausências adivinhando nas luminescências das noites intranquilas, sonhando-te, sonhando-te, sabendo cada pedaço desse corpo de entregas e o queimar fragmentos dispersos que se vão reunindo num único ponto de luz em milhões de estilhaços rasgando o negro das insónia, faz-me saber-me (te)]
Duas tremendas névoas tocam o horizonte virtual porque nada começa ou acaba naquela linha imaginária. Disformes vão percorrendo o espaço em paralelismos bizarros deixando rastos de cinza-carregado traçando pequenos rastos. Talvez divise uma ave no final do firmamento ou quiçá sejam apenas reminiscências de algum passado distante que não lembro no consciente e se manifestam dessa estranha forma no chamado consciente. [Não há consciente] no que sou obrigado a dar-te razão porque tudo se passa ao nível dos sentidos que não conhecem razões. A razão é a negação dela mesma. Mero conceito anacrónico.
[Menti-te. Faz hoje anos] a voz travessa, coquete, sensual, bela a sugerir corpos tocados trocados partilhados estilhaçados de encontro ao outro.
Fere a luz solar. Forte, de uma intensidade que dói vai todavia fazendo o seu laborioso trabalho de dar a vida. [Oremos ao Sol. Um dia tornar-me-ei guardião de uma qualquer Pirâmide e prestarei culto inequívoco ao Deus que tudo ilumina e permite vida]
Se os poetas cantam as noites boémias passadas entre copos, estrelas, luares fosforescentes e corpos de musas, terão ainda de aprender a cantar o Sol.
No reino da utopia:
Milhões de figuras esparsas e desfiguradas percorrem caminhos cruzados que todavia vão dar ao mesmo ponto cardeal. O caos como exemplo máximo da perfeição. De lá – desse mundo da utopia – sabe-se não haverem governantes, nem soldados, armas, religiões que apenas dividem o seres humanos em credos estapafúrdios e viciosos. A maldade foi abolida. Todos aqueles rostos afogueados que percorrem aqueles caminhos cruzados têm ar de felicidade. Impera a Paz.Quem sabe um dia seja assim. [Quero que seja] ao que te vou dizendo: - Será se o desejarmos.
[O tornear-te nas ausências adivinhando nas luminescências das noites intranquilas, sonhando-te, sonhando-te, sabendo cada pedaço desse corpo de entregas e o queimar fragmentos dispersos que se vão reunindo num único ponto de luz em milhões de estilhaços rasgando o negro das insónias, faz-me saber-me (te)]
O tremendo ruído passa que nem seta sob a forma de um automóvel aparentemente desgovernado e sem tripulante a bordo. Embate com estrondo num outro que circulava lentamente. Dentro vidas ceifadas pela loucura.
No reino da utopia:
Milhões de figuras esparsas e desfiguradas percorrem caminhos cruzados que todavia vão dar ao mesmo ponto cardeal. O caos como exemplo máximo da perfeição. De lá – desse mundo da utopia – sabe-se não haverem governantes, nem soldados, armas, religiões que apenas dividem o seres humanos em credos estapafúrdios e viciosos. A maldade foi abolida. Todos aqueles rostos afogueados que percorrem aqueles caminhos cruzados têm ar de felicidade. Impera a Paz.Quem sabe um dia seja assim. [Quero que seja] ao que te vou dizendo: - Será se o desejarmos.
Cinco palavras. Apenas cinco e soubeste-me…

8 Comentários:

Às 26 julho, 2005 19:57 , Blogger persephone disse...

Um bom escritor.

Abraço,
Rose

 
Às 26 julho, 2005 22:54 , Blogger amita disse...

Impossível comentar este texto, depois das gargalhadas dos posts anteriores. Lamento. Contudo posso dizer-te que é um bom artigo com uma das tuas marcas a que já nos habituaste e que é sempre um prazer ler. Bjos

 
Às 27 julho, 2005 00:27 , Anonymous Anónimo disse...

a amita tem razão rsrsrsrs
que diversidade....
mas, se me permite dizer, adoro o tom do letras.... beijo... gi

 
Às 27 julho, 2005 00:50 , Blogger Peter disse...

Letras ao acaso, é um belo texto do qual saliento "o reino da utopia".

 
Às 27 julho, 2005 01:34 , Blogger amita disse...

Olá Gi, acho que todos/as que apreciam uma boa escrita adoram ou gostam de ler os seus artigos indiferentemente da pele que ele veste.
Peter, no "reino da utopia" vivem os poetas, neste caso, o escritor-poeta ou as pessoas com grande sensibilidade, como tu, meu amigo. Bjos

 
Às 27 julho, 2005 12:50 , Anonymous Anónimo disse...

Passei. Já conhecia o texto. Deixo um até breve. Vou trocar o campo pelo mar durante uns tempos. Obrigada pelos amáveis comentários, a presença amiga e o incentivo. Xauuuuuuuuuu.

AnaIsabel

 
Às 27 julho, 2005 15:17 , Blogger Peter disse...

AnaIsabel,tudo merecido, não tens nada que agradecer. Boas férias. Eu tb estou de abalada mas o blog continua.

 
Às 14 novembro, 2006 04:14 , Anonymous Anónimo disse...

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