domingo, janeiro 28

Átomos de ferro

Os átomos de ferro, existentes nos quasares “contemporâneos” do nascimento do Cosmos, poderão ser o triplo (como poderá ser outra quantidade) dos núcleos de ferro existentes actualmente no “nosso” Sistema Solar. O que interessa é que são mais e não deviam ser.

Quanto mais os nossos instrumentos de pesquisa se aproximam de objectos luminosos afastados no tempo, mais se aproximam do “nascimento” do Cosmos, sem nunca lá chegarem, como é óbvio. E esses objectos luminosos, como é o caso dos quasares, têm uma idade muito superior à do sistema solar. Isto é: quando a luz emitida por eles iniciou a sua viagem, ainda o sistema solar não nascera. Só agora a estamos a receber.
Ora pela análise dessa luz, isto é, do quasar e de todos os corpos que o rodeiam, verifica-se que a quantidade de átomos de ferro é bastante maior que a existente no actual sistema solar.

E não devia ser, porquê?

Porque o Sistema Solar absorveu enormes quantidades de átomos de ferro, provenientes de todas as inúmeras explosões de estrelas, que ocorreram entre o “nascimento” do Universo, até aqui aceite: 13,5 mil milhões de anos e o seu “nascimento”: 4,5 mil milhões de anos. Como continua a recebê-los e pelo mesmo motivo, durante toda a sua existência, até hoje.
E a luz enviada pelo quasar observado, é “contemporânea” de um Universo “recém-nascido”, em que, por hipótese, ainda não teria “morrido” nenhuma estrela e que, por isso, ainda não teria havido nenhuma explosão de super-novas a espalharem átomos de ferro pelos espaços siderais. Logo, o total dos átomos de ferro seria inexoravelmente menor do que a análise da luz recebida o indica.

“O Universo não é apenas mais estranho do que nós imaginamos, é mais estranho do que o que podemos imaginar.”
(J.B.S. Haldane)*

*John Burdon Sanderson Haldane (5 de Novembro de 1892, Oxford – 01 de Dezembro de 1964, Bhubaneswar, Oriss, Índia), que normalmente usava "J.B.S." como prenome, foi um geneticista e biólogo britânico, que emigrou para a Índia, onde viria a falecer.

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4 Comentários:

Às 28 janeiro, 2007 16:37 , Blogger bluegift disse...

Mas que mistérios estarão ainda por descobrir ? É impressionante a forma como a nossa visão do Universo muda à medida que aprendemos a decifrar novas "palavras".

 
Às 28 janeiro, 2007 17:26 , Blogger António disse...

Olá!
Não sou um iniciado nestas matérias portanto achei este post com areia demais para a minha camioneta.
ah ah ah
E já percebi a questão do blog com cerca de 170 visitantes em dois dias consecutivos.
Obrigado!

Abraço

 
Às 28 janeiro, 2007 20:47 , Blogger H. Sousa disse...

É, geralmente, aos domingos que tento actualizar as leituras. Muito interessantes os artigos que li em baixo. Especialmente sobre a passagem do tempo, muito possível. Reparabenizo a Heloísa pela manutenção dos blogs que a deram a conhecer.
Abraços

 
Às 29 janeiro, 2007 12:22 , Anonymous Anónimo disse...

O que somos nós em relação ao universo?
“O Universo não é apenas mais estranho do que nós imaginamos, é mais estranho do que o que podemos imaginar.”
(J.B.S. Haldane)*
Não será petulância alguma vez o querer entender?
Beijo

 

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