domingo, agosto 21

Não posso calar

Não posso calar a minha revolta, a minha dor e a minha indignação. Por isso e porque o assunto afecta a todos os cidadãos do nosso País (ou deveria afectar, mas pelos vistos não afecta) tomei a liberdade de transcrever a "Nota" que o jornalista Rui Santos (ruimmsantos@netcabo.pt) escreveu no fim do seu artigo: "Atolados em desculpas", publicado no jornal Correio da Manhã, de 21 AGO 05:

"O País arde, na terra e no mar (!), mas as férias continuam. Andamos a assar (não apenas sardinhas nos barcos de turismo) e o Governo não consegue apagar esta imagem que nos assola de política queimada. As desculpas, aqui, são o calor. Mas como é que somos sempre tão céleres a pagar obras de fachada de interesse público reduzido (a construção dos estádios para o Euro'2004 foi de uma megalomania ofensiva para um País que subiu a cota de desempregados para os 400.000), discutimos a compra de submarinos quando nem sequer há patrulhas que apaguem um fogo de um barco a arder e não conseguimos impor uma política de serviço público? Ou será que o País tem mesmo de arder todo para se construir um novo?"

Mais uma vez peço desculpa ao autor por este pequeno "roubo", mas a intenção foi apenas a de procurar sensibilizar um maior número de leitores.

4 Comentários:

Às 21 agosto, 2005 17:43 , Blogger amita disse...

Olá Peter, venho desejar-te a continuação de um bom Domingo.Lamento, mas não consigo comentar este artigo. Bjo

 
Às 21 agosto, 2005 20:18 , Blogger LetrasaoAcaso disse...

Está obviamente carregado de razão. Somos governados pela incompetência com a apatia generalizada de um povo cada vez mais perdido.

 
Às 22 agosto, 2005 02:38 , Blogger mfc disse...

Berra, grita, explode de raiva que tens carradas de razão.

 
Às 23 agosto, 2005 22:29 , Blogger Peter disse...

letrasaoacaso, é como dizes: "Todos, deveriam ler e tomar consciência. É com grande mágoa que digo que vivemos num país onde os interesses de uns poucos imperam em detrimento da maioria."

Os ricos cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres. Governados por "políticos profissionais" que ingressaram na política, em muitos casos, logo a seguir à saída das Facs, sem nunca terem exercido qq profissão.

 

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