terça-feira, novembro 29

Os presos contam os dias eu também



os presos contam os dias eu também
nesta prisão impotente a que chamamos Terra
eu trago correntes que atravessam países cidades e horas
são feitas não de ferro mas de vento

são enormes navios que sulcam o mundo
deles avisto não o mar nem as pedras
mas grandes desertos como a alma humana

fito o infinito numa qualquer rua
os olhos que comigo cruzam
são uma prisão maior

e este poema foi escrito
para enfrentarmos juntos o dia escuro
a solidão fria dos homens
e o terror do esquecimento

(Maria Azenha)

Imagem: www.fotorex.com.br

Publicado no blog “pátria d’água”, que está nos n/links referenciado em MariaAzenha.

14 Comentários:

Às 29 novembro, 2005 12:33 , Anonymous Anónimo disse...

Que Belíssimo poema.

Bom dia, bjo
Lúcia

 
Às 29 novembro, 2005 12:40 , Anonymous AsasdoSentimento disse...

Muito belo, não tenho palavras, fico com o meu silêncio.

Um beijo

 
Às 29 novembro, 2005 13:23 , Blogger Rosario Andrade disse...

Muito bonito...Merece o destaque!

Zezinho, infelizmente nao pinto a tempo inteiro! Quem dera! So aos fins de semana nos intervalos da farmacia clinica... mas para mal dos meus doentes penso em pintura 24horas por dia!...

Abracicos!

 
Às 29 novembro, 2005 14:59 , Blogger vero disse...

Letras ao acaso, venho agradecer as tuas palavras no meu blog e dizer que já sentia falta de te "ver" lá pelo meu cantinho...
Obrigada!!!
Beijinho grande para ti...
Beijinho para o Peter e para a Bluegift***

:)))

 
Às 29 novembro, 2005 19:02 , Blogger pisconight disse...

Gostei!!!
;)

 
Às 29 novembro, 2005 21:32 , Anonymous Anónimo disse...

peter.... quanta desesperança neste olhar... e nas palavras tb... difícil comentar.. bj.. gi

 
Às 29 novembro, 2005 22:04 , Anonymous A Papoila disse...

perco-me na leitura deste poema interiorizo-me e não o comento... Fecho-me nas suas palavras! Gostei muito! Beijo

 
Às 29 novembro, 2005 22:58 , Blogger Peter disse...

Gi, a autora: Maria Azenha, é uma poetisa de mérito, com livros publicados, que rapidamente se esgotam. Podes lê-la no seu blog, que consta dos n/links.
A foto é do Google e escolhi-a por se adaptar bem à poesia e à ideia que a autora pretendeu transmitir.

P.S. - Encontrei na FNAC/Chiado o CD que procurava: Azure Ray ("safe and sound").

 
Às 29 novembro, 2005 23:05 , Anonymous Anónimo disse...

já ouviu fever?
eu gosto dessa tb. rsrsrsrsrsr
já li algum escrito dela... muito delícia... o poder de dizer... somente pra alguns.... bj ... gi

 
Às 29 novembro, 2005 23:22 , Anonymous Maria do Céu Costa disse...

Este reflectivo texto da Maria Azenha fala por si. Beijinhos.

 
Às 30 novembro, 2005 00:18 , Blogger Lumife disse...

Luto com o Tempo, que me não dá tempo, para em oportuno tempo vos visitar.

Por isso venho, reconhecidamente, agradecer aos que passam e comentam nos meus blogs.

Também quero saudar os que, talvez como eu, não tenham tempo para me visitar.

Abraços para todos.

 
Às 30 novembro, 2005 00:44 , Blogger Betty Branco Martins disse...

O poema é maravilhoso. As palavras de Maria Azenha, são de um "dimensão" que não tenho expressão para as defenir...


Visitei o "Pátria d´água" fiquei maravilhada, pena não ter comentários :(

Muitos PARABÉNS Maria Azenha.

Beijinhos

(Obrigada Peter por partilhares este poema magnifico)

Beijinhos

 
Às 30 novembro, 2005 01:08 , Blogger Peter disse...

betty, talvez a possas comentar no blog: "arde o azul", que está nos n/links com a referência "maat".

 
Às 01 dezembro, 2005 18:07 , Blogger LetrasaoAcaso disse...

da Maria apenas se pode dizer, magnífico!
Um beijo sentido para ela

 

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