terça-feira, agosto 29

Afectos apressados

Eduardo Prado Coelho escreveu, já há tempos, na sua tira no Público, um artigo interessante e pertinente, reflexo dos dias apressados e desesperados (?) que vão passando a correr.

“Apressados mas felizes”, o título, deixa descortinar uma ironia amarga sobre a sexualidade dos portugueses. Diz ele que “a triste verdade é que nós, portugueses, temos uma sexualidade apressada e pouco atenta ao outro. Parece que um mínimo de continuidade afectiva nos está vedado”.
“One night stand”, conceito interessante nos relacionamentos, está a vulgarizar e a definir uma nova maneira de encarar os (des)investimentos nos afectos, conferindo-lhes uma leveza pseudo, ou não...
Falsos moralismos? Nem por isso.
O vazio criado pelas sucessivas aventuras sexuais, sem outra consequência que não seja o acto em si mesmo, é uma opção tão respeitável como a monogamia e o para sempre (enquanto durar). Aliás o negócio do fast sexo aumenta a olhos vistos, sinal de que poucos estão na disposição de perder tempo em seduções demoradas e de consequências imprevisíveis.
O que está implícito é que a entrega afectiva se perde nestes encontros “às cegas em demanda do melhor orgasmo” nos quais a cumplicidade se esvai depois de vestidas as calças.
A sexualidade não esgota, antes alimenta o afecto, confere-lhe um poder cúmplice e construtivo.
É interessante reflectir que a sexualidade pode “começar muito antes do arranque para um orgasmo e a obsessão do orgasmo pode acabar com o prazer da duração nestas coisas.”

domingo, agosto 27

Amigos

"Cada amigo representa um mundo dentro de nós, um mundo que possivelmente só nasceu quando esse amigo chegou, e é este encontro que permite o nascimento de um novo mundo."

(Anaïs Nin)

Tretas, prefiro a de Lord Byron:

"Um amigo é o amor sem asas"

sexta-feira, agosto 25

A vida sexual de Catherine M.

Em 2001, as Éditions du Seuil publicaram "La vie sexuelle de Catherine M.", a qual vendeu mais de 300 mil exemplares em França e firmou contratos de tradução com perto de 25 editoras estrangeiras.
Esta obra foi publicada em Portugal pelas Edições ASA, em Novembro desse ano.
A sua autora, Catherine Millet era famosa no mundo das artes plásticas, como chefe de redacção da prestigiosa revista "Art Press" e autora de ensaios sobre arte contemporânea e de monografias dedicadas a diversos artistas. Por isso, a sua atitude ao narrar com uma crueza inexcedível, a sua vida sexual, surpreendeu tudo e todos.

"Sempre considerei que as circunstâncias me tinham atravessado no caminho homens que gostavam de fazer amor em grupo ou de ver a sua parceira fazer amor com outros homens, e a única ideia que tinha de mim própria a esse respeito era que, estando naturalmente aberta às experiências e não vendo nisso entraves morais, me adaptara de bom-grado aos seus costumes."

Leitura de férias. Segundo os médicos, no Verão é maior o apetite sexual ...

Pela Noite


















“Vi homens lutar até à morte por uma hora de amor de uma rameira; dar a vida por uma coisa que poderiam comprar tranquilamente, por uma dezena de escudos.

Haja o que houver, meu caro senhor, tenho de seguir o meu destino.
Reconheço os inconvenientes e os prejuízos, mas quem ama é assim e não há nada a fazer. E eu gosto da noite.”

(Domingos Monteiro “Contos do dia e da noite”)

segunda-feira, agosto 21

O que é um planeta?

Durante anos os astrónomos têm debatido esta questão, muito por causa de Plutão poder ser, ou não, considerado como tal.
Este assunto foi objecto de uma conferência proferida o ano passado pelo Director do O.A.L., na FCL e a que me referi em artigo publicado oportunamente neste blog.
Finalmente temos uma resposta em perspectiva: o "International Union´s Planet Committee" propôs a seguinte definição, que transcrevo no seu teor original:

"A planet is a celestial body that (a) has sufficient mass for its self-gravity to overcome rigid body forces so that it assumes a hydrostatic equilibrium (nearly round) shape, and (b) is in orbit around a star nor a satellite of a planet."

Em linguagem simples, uma vez que Plutão tem movimento de rotação e orbita o Sol, então é um planeta.

No próximo dia 24, os astrónomos reunidos em Praga, na Assembleia geral da União Astronómica Internacional (IAU) votarão uma proposta segundo a qual o Sistema Solar é constituido por 12 Planetas:

Mercúrio - Vénus - Terra - Marte - Ceres - Jupiter - Saturno - Urano - Neptuno - Plutão e Caronte (um planeta duplo) e 2003 UB313 ("Xena", designação ainda não homologada).

A questão não é pacífica. Uma proposta alternativa será a de considerar os corpos celestes com órbitas exteriores a Neptuno, como "corpos trans-neptunianos". É uma solução, mas que não agrada aos americanos, que pretendem manter a classificação de "planeta" para Plutão, em homenagem ao seu compatriota astrónomo-amador, que o descobriu.

De qualquer modo estou tranquilo, pois uma conhecida astróloga e taróloga já se pronunciou sobre o assunto:
- "a astrologia clássica é ancestral" (...) "não existirão quaisquer mudanças na tipificação de um signo" (...) "Um Carneiro será sempre um Carneiro. O que naturalmente pode acontecer é a influência diária sofrer algumas alterações."

Por certo os astrónomos reunidos em Praga não deixarão de tomar em consideração a opinião acima ...

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domingo, agosto 20

Avançar…


















Renunciei manjares
Abdiquei de cafés
Não queria ter-te encontrado
Não queria perder-te
Não queria ter-me enganado
Mas a vida é como é
Avança em cada instante

(Foto: Ant)

sábado, agosto 19

Porvoo (Finlândia)


O rio que dá o nome a esta pequena cidade, situada a cerca de 50kms da Capital. A romântica posição de Porvoo nas margens do rio, as sua vielas lajeadas de pedra e as antigas casas de madeira, pintadas de vermelho e muito bem conservadas, que se vêem na foto junto ao rio, levou muitos poetas e artistas nacionais a escolherem-na como a morada ideal.
O poeta nacional finlandês, Johan Ludvig Runeberg tinha aqui uma casa e encontra-se sepultado no velho cemitério.
A bonita Catedral medieval teve um papel importante na história da nação: foi aí que se reuniu a primeira Dieta da Finlândia em 1809, após se ter tornado uma parte autónoma da Rússia czarista.

(foto de Peter)

sexta-feira, agosto 18

Finlandia - A caminho de Porvoo



Encontramos esta pequena igreja-fortaleza medieval. No interior da mesma, uma série de colunas na nave central com a particularidade de todas terem uma abertura rectangular no enfiamento umas das outras. Isto permitia ao celebrante ver o que se passava no exterior e até bastante longe, já que o terreno é plano, detectando a aproximação do atacante-invasor e permitindo-lhe cerrar e trancar imediatamente as portas, passando a igreja a assumir a sua função de fortaleza e protegendo o povo que nela se abrigava.
As flores são um cemitério com campas de mortos da II Guerra Mundial.

(Foto de Peter)

quinta-feira, agosto 17

Sexo no feminino

Aqui há tempo vi dois artigos interessantes sobre o assunto e ocorreu-me escrever algumas considerações para publicar aqui no blog. O tempo passou e nunca mais me lembrei do assunto, nem onde os lera.
A publicação hoje na revista "Sábado" do artigo "Sexo sem segredo", onde é entrevistada a autora de um blog que sempre tem constado dos nossos links, levou-me a relembrar o lido há meses e também a acrescentar algumas considerações.

Têm-se generalizado as conversações eróticas através do MSN, muitas vezes por iniciativa feminina. É seguro, não há o perigo de se contraírem doenças venéreas, não existem compromissos, a imaginação é fértil em falar de situações que, na maior parte dos casos e por motivos vários, que me dispenso de analisar exaustivamente, nunca foram vividas e gostariam de o ser, pode atingir-se o pico da excitação, mas sabe a pouco. Há quem goste e o pratique, mas eu só o entendo num relacionamento de que esta prática seja um complemento.

Com a mulher a ocupar cada vez mais, altos cargos directivos e a colocar a progressão na carreira em primeiro lugar, surgem os “casos” de duração maior ou menor, que satisfazem as necessidades sexuais, de afecto e companhia, mas que estarão sempre em segundo plano quando ela tem de optar por uma reunião profissional importante a horas inopinadas.

Os blogs a que se refere o artigo em questão, mais não são que o prolongamento virtual, ou vice-versa, dos inúmeros livros que pululam por aí, escritos por adolescentes, ou por respeitáveis donas de casa, que assim vão mantendo uma vida dupla e insuspeita.

O que não resta a mínima dúvida é que, cada vez mais, o mundo é das mulheres.

Finlândia


Chegada a Helsínquia. O edifício mais alto, de cor branca, que se vê ao meio da foto é a catedral de Uspenski de confissão luterana, que é a maior do mundo.

quarta-feira, agosto 16

Lágrima…























Deixaste-me gota salgada no peito
Gotinha de saudade antecipada
Ribeira que saiu do seu leito
Sem direcção precisa, calada.
E as promessas de outros beijos
Aquietaram dúvidas, receios
E a noite, musa do nosso deleite
Atiçou, ampliou nosso limite.

Apaziguada, a lágrima
Tornada poção impaciente
Dos nossos corpos se fez bússola.
E os lábios mudos e ardentes
Avistaram caminhos convergentes,
Antes esquecidos pela ânsia
De querer extinguir a distância,
Longa de mais para ser percorrida.

(Foto: Piotr Kowalik)

terça-feira, agosto 15

O universo físico NÃO existe independentemente do pensamento dos participantes


"Até à descoberta da teoria quântica moderna neste século, acreditava-se que o universo e os nossos pensamentos sobre ele eram coisas totalmente distintas. A física quântica mostra-nos que aquilo que visualizamos é aquilo que vemos. Por outras palavras, os nossos pensamentos sobre o mundo encontram-se relacionados, a um nível fundamental, com o modo como o mundo se nos revela. A relação entre pensamento e "realidade" é, contudo, muito subtil. Não podemos dizer simplesmente que a cadeira onde me sento é constituída por minúsculos átomos esféricos em perpétuo rodopio. Na verdade, só depois de os começarmos a procurar é que podemos dizer que os átomos existem realmente. Como é isto possível? Bem, em primeiro lugar, os átomos não possuem contornos bem definidos. Estes pequenos objectos indistintos só nos começarão a revelar os seus contornos se executarmos sofisticadas experiências que efectivamente destroem a cadeira.

A física quântica ensinou-nos que NENHUM objecto possui contornos bem definidos. Se conseguirmos imaginar a cadeira existindo independentemente de nós apenas por um momento, também os seus contornos se tornariam indistintos! Porém, esta distinção só começaria a tornar-se aparente ao fim de muito tempo; seriam precisos mais de 10.000.000.000 (10 mil milhões) de anos para a cadeira se desvanecer por completo. Porém, no caso de um átomo isolado, o caso muda totalmente de figura. Minúsculo como é, ele demora apenas 0,000.000.000.001 (1 bilionésimo) de bilionésimo, de segundo a desvanecer-se e a tornar-se indistinto, continuando a dissipar-se até nós surgirmos e o observarmos. Nesse momento, e dependendo da natureza da experiência que estivermos a executar, o átomo reduz-se novamente até ao seu tamanho original. * Imaginem só: sem a nossa presença, todos os átomos começariam a dissolver-se no universo a um ritmo alarmante. Somos nós que, ao decidir não procurar os átomos de muito perto, lhes permitimos fundirem os seus contornos o suficiente para formarem uma cadeira. É por esta razão que dizemos que o universo físico não existiria sem os nossos pensamentos sobre ele. Sem as nossas observações e pensamentos quanto àquele objecto ser uma cadeira, pois ninguém vai ficar à espera durante dez mil milhões de anos.

Outro modo de referir esta imprecisão é chamar-lhe “princípio de incerteza”. Muito resumidamente, este princípio diz que não podemos conhecer simultaneamente tanto a posição como o percurso de um objecto em movimento. Se determinarmos um destes atributos com perfeita exactidão, fá-lo-emos sempre à custa do outro. Assim, por mais exactas que possam ser as nossas observações, o mundo é sempre algo incerto.”

(*) – Na física, esta escolha de experiências” recebeu o nome de “complementaridade” querendo dizer que existem sempre dois modos complementares de determinar o comportamento de um átomo; ele pode comportar-se como uma onda ou pode comportar-se como uma partícula.

Nota da contracapa:

Esta é uma das obras mais inovadoras já publicadas sobre a unidade cósmica, a teoria científica e a natureza da consciência. Usando desenhos imaginativos e comentários reveladores, “Espaço-Tempo e Mais Além” traduz os mais difíceis conceitos da física moderna e os feitos “inexplicáveis” da psicologia paranormal em ideias claras e compreensíveis, fazendo a ligação entre a experiência mística milenar e as mais recentes descobertas da física quântica e relativista.

“NÓS COEXISTIMOS NUM NÚMERO INDETERMINADO DE UNIVERSOS”

(“Espaço – Tempo e mais além – Para uma explicação do inexplicável”, Bob Toben e Fred Alan Wolf, em conversa com físicos teóricos)

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segunda-feira, agosto 14

Helsínquia


A igreja de Temppeliaukio é um dos principais templos luteranos da cidade. Escavada na rocha, acolhe também concertos e manifestações artísticas, embora o palácio mais famoso para os concertos seja a Finlandia-talo, construida por Alvar Aalto na baía de Toolo, a pouca distância do parque dedicado a Sibelius.

domingo, agosto 13

Soneto de separação


“De repente do riso fez-se o pranto
silencioso e branco como a bruma
e das bocas unidas fez-se a espuma
e das mãos espalmadas fez-se o espanto.

De repente da calma fez-se o vento
que dos olhos desfez a última chama
e da paixão fez-se o pressentimento
e do momento imóvel fez-se o drama.

De repente, não mais que de repente,
fez-se de triste o que se fez amante
e de sozinho o que se fez contente.

Fez-se do amigo próximo o distante
fez-se da vida uma aventura errante
de repente, não mais que de repente.”

(Vinícius de Moraes)

sábado, agosto 12

James Van Allen


Inaugurando a era da exploração espacial pelos EUA, estes lançaram em 01 FEV 1958, o primeiro satélite da série "Explorer", o qual, entre os instrumentos de medida que transportava, incluia um criado pelo cientista James Van Allen, destinado a medir a densidade de electrões e iões no espaço em torno da Terra, tendo permanecido em órbita até Março de 1970. As medições feitas pelo dispositivo criado por Van Allen levaram à descoberta de uma zona de iões de alta energia que rodeia a Terra e que passou a ser designada como "Cintura de radiação de Van Allen".
O "Explorer I", cessou as suas transmissões em 28 FEV 1958, muito possivelmente por influência dessa cintura de radiação, até aí desconhecida.
James Van Allen tornou-se assim um pioneiro no campo da Astrofísica, tendo morrido em 09 de Agosto deste ano, com a idade de 91 anos.

Credit: courtesy Marshall Space Flight Center, NASA

Coroa real (Palácio de Rosemberg)



Desculpem o reflexo do flash, mas adopto sempre o princípio de que mais vale uma má foto, do que não haver foto nenhuma.

(fotos do Peter)

Palácio de Rosemberg (Copenhague)



O Palácio de Rosemberg, que se vê na foto, foi antiga residência real e é nele que podemos ver o tesouro real, do qual destaco a coroa do rei que é impressionante na sua riqueza.

Visita a Copenhague


Desde 1913 que a pequena sereia de Hans Christian Andersen dá as boas vindas aos viajantes que aportam a Copenhague. Eu não poderia deixar de fotografá-la para o meu álbum, embora não me tivesse conseguido livrar dos japoneses, que são uma autêntica praga.
Está a ficar muito velha: no dia 23 fará 93 anos.

(fotos do Peter)

quinta-feira, agosto 10

Ser português

Ser português é:

* Levar o arroz de frango para a praia.

* Guardar aquelas cuecas velhas para polir o carro.

* Criticar o governo mas jamais queixar-se oficialmente.

* Ladies' night à quinta.

* Ter tido a última grande vitória militar em 1385.

* Enfeitar as estantes da sala com as prendas do casamento.

* Guiar como um maníaco e ninguém se importar com isso.

* Viajar para qualquer país e encontrar outro Tuga no restaurante.

* Ter folclore estudantil anual por causa das propinas.

* Ninguém saber nada do nosso país excepto os Brasileiros e os Espanhóis que gozam dele.

* Levar a vida mais relaxada da Europa, mesmo sendo os últimos de todas as listas.

* Ter sempre marisco, tabaco e álcool a preços de saldo.

* Receber visitas e ir logo mostrar a casa toda.

* Dar os máximos para avisar os outros condutores da polícia adiante.

* Ter o resto do mundo a pensar que Portugal é uma província espanhola.

* Exigir que lhe chamem "Doutor" mesmo sendo um Zé Ninguém, que o tratem por Sr. Engenheiro mas não tratar ninguém com outras profissões como Sr.
Pintor, Sr. Economista, Sr. Contabilista, Sra. Secretária, Sr. Canalizador, Sra. Cabeleireira...

* Passar o domingo no shopping.

* Tirar a cera dos ouvidos com a chave do carro ou a tampa da esferográfica.

* 'Axaxinar o Portuguex ao eskrever'.

* Ir à aldeia todos os fins-de-semana visitar os pais ou avós.

* Gravar os "donos da bola".

* Ter diariamente pelo menos 8 telenovelas na TV.

* Idolatrar pessoas "inúteis" e sem interesse só porque aparecem na TV em reality shows.

* Já ter "ido à bruxa".

* Filhos baptizados e de catecismo na mão mas nunca pôr os pés na igreja.

* Ir de carro para todo o lado, aconteça o que acontecer.

* Ter evacuado as Amoreiras no 11 de Setembro 2001.

* Lavar o carro na fonte ao domingo.

* Não ser racista mas abrir uma excepção com os ciganos.

* Levar com as piadas dos brasileiros, mas só saber fazer piadas dos alentejanos.

* Ainda ter uma mãe ou avó que se veste de luto.

* Ter a mãe ou a avó com Maria no nome.

* Ir a Fátima com a família pelo menos uma vez por ano.

* Ser mal atendido num serviço, aborrecer-se mas não reclamar por escrito "porque não se quer aborrecer".

* Viver em casa dos pais até aos 30.

* Acender o cigarro a qualquer hora e em qualquer lugar sem quaisquer preocupações.

* Ter bigode e ser baixinho(a).

* Conduzir sempre pela faixa da esquerda da auto-estrada.

* Ter três telemóveis.

* Jurar não comprar azeite Espanhol nem morto, apesar da maioria do azeite vendido em Portugal ser Espanhol.

* Deixar a telenovela a gravar.

* Organizar jogos de futebol solteiros e casados.

* Ir à bola, comprar "pró geral" e saltar "pró central".

* Gastar uma fortuna com o telemóvel mas pensar duas vezes antes de ir ao dentista.

* Super-bock, tremoços, caracóis e marisco.

* Cometer 3 infracções ao código da estrada em 5 segundos.

* Algarve em Agosto.

* Ir passear de carro ao domingo para a avenida principal.

* Ser adolescente e dizer "prontos" no fim de cada frase.

Ser adulto e dizer "é assim:" no princípio de cada frase.

(recebido por e-mail)

Possivelmente já conhecem, circula pela Net, nesse caso passem adiante.
Eu não conhecia e achei engraçado porque me revejo em muitos pontos ...

quarta-feira, agosto 9

Permanecer…














… apenas o tempo necessário para que a viagem recomece.
Ninguém é de ninguém… não há dever, não há culpa.
O traço relembra que a viagem é renovação.
A espera é o repouso, o enlaço de um tempo a nascer.

terça-feira, agosto 8

Choque de civilizações

S.Huntington aponta no seu livro com o mesmo nome, um conjunto de factores que têm feito endurecer o conflito entre certos sectores do Islão e o Ocidente:

- O crescimento da população muçulmana tem gerado desemprego, sobretudo entre os jovens, que se tornam fiéis à causa islamita, acabando por emigrar para os países ocidentais;
- o Fundamentalismo islâmico tem dado aos muçulmanos uma confiança renovada sobre o carácter diferente da sua civilização e sobre a superioridade dos seus valores (no seu entender) em relação ao Ocidente;
- os esforços do Ocidente (leia-se EUA) no sentido de universalizar os seus valores e instituições para manter a sua superioridade militar e económica e para intervir em conflitos no mundo islâmico, geram ressentimentos entre os muçulmanos;
- o colapso do comunismo fez desaparecer o inimigo comum do Ocidente e do Islão e originou que cada um visse no outro a sua principal ameaça;
- o contacto crescente entre muçulmanos e ocidentais estimula em cada parte um novo sentido da sua própria identidade e mostra melhor as suas diferenças sobre os direitos dos membros de uma civilização dominada pelos membros da outra.

“As causas do conflito renascido entre o Islão e o Ocidente assentam assim em questões fundamentais de poder e cultura”, afirma o referido escritor, na medida em que, no que respeita ao Islão, a religião unificada com a política surge como a mola impulsionadora.

A atitude dos órgãos de informação é essencialmente contrária à posição israelita. Por mim, entendo que Israel tem direito a existir como Estado.

Ora não é essa a opinião do Hezbollah que é uma organização sem reconhecimento internacional, nem do Irão cujo Presidente preconiza oficialmente o desaparecimento de Israel, com o regresso de todos os Israelitas aos seus países de origem.
Lamentamos que morram civis com os bombardeamentos israelitas, mas são eles os combatentes do Hezbollah, enquanto do lado israelita estão soldados devidamente fardados e identificáveis.
Infelizmente morrem menores, mas eram eles que levavam os cinturões de explosivos com que se suicidavam dentro dos autocarros, filas e supermercados em Israel, portanto é natural que vivam em prédios e não em quartéis. Os prédios são os quartéis do Hezbollah e mostrar prédios destruídos aos correspondentes de guerra ocidentais nada prova.
O Hezbollah quer o regresso de todos os israelitas aos países de onde vieram, porque quer o desaparecimento de Israel como Estado, apesar dele ser um "Estado" dentro de outro Estado.
Será que os países árabes vão receber de volta os seus compatriotas que viviam em Israel, nomeadamente em Haifa, onde havia uma perfeita integração entre árabes, israelitas e cristãos?

O médico presidente da AMI, ONG pela qual tenho o maior respeito e admiração, disse hoje à sua chegada a Lisboa, vindo do Líbano:

- É natural que a população esteja do lado do Hezbollah, que os apoia, os alimenta, lhes constrói escolas e hospitais (o que o Governo Libanês nunca fez) à semelhança do que fazem os “barões da droga” nas favelas do Rio de Janeiro (a ideia transmitida, julgo ter sido esta).

A guerra nunca foi solução: “violência gera violência”.

Copenhague


Não, não é o tradicional retrato da sereia de Hans Christian Andersen que todos conhecem, é o de um Congresso (?) de Pais Natais, ou parece ser.
Em 25 de Julho de 2006? Estranho. Mas aí estão eles no canal Skt. Jorgens, ao longo do qual corre uma das ruas principais da cidade, Sogade.
Ao fundo do canal, mais Pais Natais tocando diversos instrumentos, junto a uma barraca com os dizeres “Spirit of the wild”.

“Apaixonei-me” pelo colorido da foto.

(foto de Peter).

segunda-feira, agosto 7

Fotógrafos e fotografias

Gosto de tirar fotografias. Gosto de guardar aquilo que vejo e como o vejo. Não sou nenhum técnico, não trabalho as fotos, estas são apenas o que a minha vista vê. São "bilhetes postais ilustrados", chamo-lhes eu, mas não o são, pois estes são o ponto de vista de quem os tirou.

Não gosto que me tirem fotos e por sistema não fico nelas.

Acho "piroso" ficar nas fotos junto a todo e qualquer monumento. Nisso os japoneses, que são aos milhares por todo o lado, batem todos recordes. Não se pode fotografar nada que não apareça lá um "cara de limão".
Uma vez em Pisa fartei-me de esperar para fotografar a Torre. Era um de braço levantado a "segurá-la", depois outro e outro, até ao infinito.



(foto do Peter)

Espero que gostem desta. Não a identifico para que também não pensem que faço propaganda das minhas viagens. Publico-a porque gosto dela. Apenas isso.

sábado, agosto 5

Pôr do Sol

Pôr do Sol no Báltico, cerca das 23.00 h.

Volto a este calor infernal, que me esmaga e me tira a vontade de tudo, até de comer. Às voltas com os papéis, a arquivar por pastas as mais de 500 fotos digitais, encontro "O teste tibetano" que me enviaram.

Interessante:
- Nos animais, coloquei em 1º lugar "o cavalo" e em último "o porco". O primeiro simboliza "a família" e o último "o dinheiro". Vá-se lá saber porquê, mas que corresponde ao meu modo de estar na vida, corresponde.
- Nas cores, coloquei em primeiro lugar “o branco” e em segundo lugar "o verde", que corresponde a "alguém que lembrarás até ao fim da vida".

Ainda acabo por me converter ao Budismo ...

(foto do Peter)

quarta-feira, agosto 2

Ensaios do desejo




As palavras que ficam por dizer,
Os gestos que ficam por fazer,
São apenas escárnio do medo
De perder
Por não saber.

Deixa-me entrar em ti,
Questionar-te a vontade.
Tira-me o receio
De não discernir
O que tens para oferecer
E evitas
Porque tens o medo,
Inútil,
De não te querer.